<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909</id><updated>2011-08-18T18:10:29.250-07:00</updated><title type='text'>Uzina</title><subtitle type='html'>[Do fr. usine.] S. f. Bras. Destinada à produção de energia. 

"Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão". Mário Quintana (1906-1994)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>90</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-7616171231189109655</id><published>2009-03-13T19:33:00.001-07:00</published><updated>2009-03-13T19:35:56.149-07:00</updated><title type='text'>Este blog mudou de endereço!</title><content type='html'>Xiiii, este blog mudou de endereço faz tempo! Não escrevo mais aqui.&lt;br /&gt;Me encontre em &lt;a href="http://www.uzina.wordpress.com/"&gt;www.uzina.wordpress.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-7616171231189109655?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/7616171231189109655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=7616171231189109655&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/7616171231189109655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/7616171231189109655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2009/03/este-blog-mudou-de-endereco.html' title='Este blog mudou de endereço!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-115491952676243838</id><published>2006-08-06T19:54:00.000-07:00</published><updated>2006-08-06T19:58:46.780-07:00</updated><title type='text'>Coincidências</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;Pura coincidência!&lt;br /&gt;É dar de cara com a outra margem do rio&lt;br /&gt;Sem ter a consciência&lt;br /&gt;Que construira a ponte por dias a fio&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-115491952676243838?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/115491952676243838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=115491952676243838&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115491952676243838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115491952676243838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/08/coincidncias.html' title='Coincidências'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-115370647604692752</id><published>2006-07-23T18:59:00.000-07:00</published><updated>2006-07-23T19:01:16.060-07:00</updated><title type='text'>Par ou ímpar?</title><content type='html'>Tem coisas que são par. Outras são únicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oito, oito e pouco. Caminho desviando de alguns. Quando chove, as goteiras da parada de ônibus ali da Farrapos pegam bem em mim. Um saco. O telhado não termina na calçada, termina antes. Uma droga. Ando, paro e me viro de costas para ver os ônibus que se aproximam. O meu é um azul, com letreiro digital, vai pra Sertório. Faço sinal, ele pára, eu entro e agradeço, quase sempre. Dou a fichinha, procuro um lugar e sento. Isso é par. Acontece quase todo dia assim, igualzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcaram para as três da tarde de sexta-feira a saída para o Cenáculo de Maria. A edição 109 de Porto Alegre. Cristo morreu às três também. Viajamos até Salvador do Sul e todas as horas que se seguiram até às 23h de domingo, quando cheguei em casa, foram todas únicas, ímpares. Havia muito tempo que eu não sentia coisas tão boas tão intensamente. Estava com pessoas das quais gosto muito, fiz coisas das quais também gosto muito. Durante todo o dia de sábado a casa onde estávamos ficou cercada por uma neblina espessa. A sensação de que estávamos em algum lugar parecido com o céu foi, portanto, além de sensorial, também visual. No domingo, o sol abriu e o dia terminou encoberto. Terminou com pessoas diferentes. Aquelas que desceram dos ônibus na sexta à noite não eram mais as que voltavam. Lavagem cerebral? Magia negra? Regressão a vidas passadas? Que nada. De uma forma extremamente simples, apenas fomos incentivados a olhar pra dentro de nós mesmos e admirar-nos com a beleza que Deus criou em cada um. Isso, só isso. Três dias assim, como esses que vivi, nunca tinha vivo antes e nunca mais se repetirão. Isso é ímpar, é único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida fica tão valorizada que quase ganha forma quando estamos vivendo momentos únicos. Parece que não tá mais só dentro de nós e de coisas. Parece que dá pra pegar. Os momentos pares, por outro lado, nos arremessam na rotina da vida, onde segundo copia segundo e horas são cópias de horas que se repetem a todo instante. Nada é novo e não há motivo para seguir em frente a não ser para não interferir na cópia dos dias. O único é diferente. Dá sentido à existência. É como o nascimento de um bebê. É como aquela flor que não estava assim, aberta, ontem quando vim aqui. É como o e-mail aquele que não tinha chegado com o beijo dela ontem quando conectei. É o abraço e o valeu com o qual o chefe nos surpreendeu no final do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não tem tido momentos únicos? Faz assim. Transforma os pares em ímpares. Percebe que cada vez que o ônibus chegar as pessoas estarão dispostas de forma diferente na calçada e adorarão receber um sorriso e um bom dia. O motorista e o cobrador então, ihh, nem se fala. A senhora aquela cheia de sacolas vai gostar muito que você ofereça o lugar ou segure as coisas pra ela. Uma oração para o colega aquele que não tem jeito. Um feliz aniversário para o cara da outra área que mal você cumprimenta vão fazer a diferença pra eles naquele dia. Complicado fazer a vida repleta de momentos únicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nada. De novo é uma questão de escolha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-115370647604692752?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/115370647604692752/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=115370647604692752&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115370647604692752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115370647604692752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/07/par-ou-mpar.html' title='Par ou ímpar?'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-115186232787811297</id><published>2006-07-02T10:45:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T10:45:27.890-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Fim.0.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #AAAAAA; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/400/Fim.0.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pra esquecer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-115186232787811297?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/115186232787811297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=115186232787811297&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186232787811297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186232787811297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/07/pra-esquecer.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-115186202636138214</id><published>2006-07-02T10:40:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T10:40:26.366-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Charge.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #AAAAAA; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/400/Charge.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Isso aconteceu?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-115186202636138214?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/115186202636138214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=115186202636138214&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186202636138214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186202636138214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/07/isso-aconteceu.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-115186190060865956</id><published>2006-07-02T10:38:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T10:38:20.616-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/haiti.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #AAAAAA; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/400/haiti.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"O mundo estah ao contrario e ninguem reparou." Parte de "Relicario", de Nando Reis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-115186190060865956?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/115186190060865956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=115186190060865956&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186190060865956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186190060865956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/07/o-mundo-estah-ao-contrario-e-ninguem.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-115186110543998749</id><published>2006-07-02T10:24:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T10:25:05.440-07:00</updated><title type='text'>Especial Copa do Mundo: Nosso patriotismo.</title><content type='html'>Em épocas como a que estamos vivendo descobrimos um sentimento guardado dentro de nós: o amor pelo nosso país. Sentimos orgulho pelas cores que um dia escolheram para nos representar. Amamos a bandeira, esse hino maravilhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexplicável é a razão que o patriotismo tem de se manifestar apenas na Copa do Mundo, quando 11 seres humanos tentam de toda forma colocar, com os pés ou com a cabeça, uma bola de couro dentro de um quadrado de grama e ferro, plantado nos dois extremos de um grande retângulo. Inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou considerar uma hipótese: isso que sentimos não é patriotismo. Não é sentimento de quem ama a pátria e procura servi-la, como diria o Aurélio. Não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse, estaríamos também plantados em frente à tevê, assistindo o final da CPI dos Correios. Ou à votação daquela emenda que poderia pôr fim à falta de transparência no uso do dinheiro público. Ou atentos à Consulta Popular (aliás, você, gaúcho, votou?) ou aos passos do deputado estadual, aquele que você ajudou a eleger na última eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou mais além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quando o seu Olavo, a dona Jandira, a vó Laura e toda a família Costa, que não gosta tanto assim de futebol, se veste de verde-amarelo para acompanhar a Seleção, eles não estão exercendo seu patriotismo, estão fazendo o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondo. Estão tentando pintar de colorido – não necessariamente de verde e de amarelo – o seu sofrido dia-a-dia. Cheio de contas pra pagar, choro pra acalmar, ansiedade e preocupação pra combater. Estão fazendo daquele momento também um ritual de torcida pelas suas próprias vidas nesse país. Dá a impressão de que a cada gol e a cada belo lance, a vida aqui tende a melhorar. Tende a ficar mais fácil, mais vitoriosa. Enrolados na bandeira, de corneta na mão e ao som do inconfundível timbre de Galvão Bueno, é inadmissível aos 180 milhões em ação que a vida depois do Hexa continuará assim, tão difícil. Está comprovado, depois do Hexa, tudo será diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso justifica também a intervenção nos ambientes. Nas empresas, enfeitaram salas, penduraram balões e bandeiras do país. Sinal de patriotismo? De paixão pelo futebol? Que nada. Fuga dessa vida maluca. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer uma prova?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo acaba. O juiz apita o final do jogo e a Seleção está fora da Copa. E-li-mi-na-da. Isso mesmo. E de novo pra França. Agora, só daqui quatro anos, uma imensidão de tempo. Silêncio na sala da família Costa. Pasmos, olham pra tela e tentam acreditar, entender, voltar o tempo e alongar os acréscimos do juiz. Mas como? Como perdeu? E agora? Todas perguntas que ecoam no íntimo do ser de cada um. No silêncio. De novo, vai parecer exagero de minha parte, mas quando as respostas parecem ser trágicas, a sensação é de que a vida perdeu todo o sentido. Tudo acabou. Tudo está consumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pronto, tentam achar alternativas. Vá lá, agora vamos todos torcer pelo Felipão, disse um, por acaso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentemos a dura realidade: com ou sem o Hexa nossa vida será sempre essa mesma. Cheia de oportunidades, com momentos alegres e tristes, alheia aos resultados do time do Parreira. Com ou sem a Copa, os rumos da nossa vida continuarão, hoje e sempre, sendo definidos por nós mesmos, os torcedores tão esperançoso pelos dribles do Ronaldinho Gaúcho ou pela leveza do Fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem jogo do Brasil na próxima quarta, ou no domingo, nos resta perceber a beleza da vida nas coisas reais. Na natureza, na conversa com os amigos, no colo da mãe, nas sábias palavras da avó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, no dia seguinte à eliminação da Seleção, quero enxergar a vida em cores, ao vivo. Enfrentando os problemas reais e celebrando minhas próprias conquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, claro, torcendo por Portugal. Vai lá Felipão! Acaba com o Zizou!&lt;br /&gt;Porque pra quem gosta de futebol, a Copa continua sendo o máximo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-115186110543998749?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/115186110543998749/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=115186110543998749&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186110543998749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186110543998749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/07/especial-copa-do-mundo-nosso.html' title='Especial Copa do Mundo: Nosso patriotismo.'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-115186086424585148</id><published>2006-07-02T10:10:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T10:24:17.480-07:00</updated><title type='text'>Especial Copa do Mundo: Boa Noite e Boa Sorte.</title><content type='html'>Peguei pra ver o filme “Boa Noite e Boa Sorte”. Entre outras coisas, ele expõe um problema da televisão já existente no início do século XX: a despreocupação com a informação, com a cultura e o culto ao entretenimento, à bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incluo essa crítica à cobertura que a Rede Globo faz da Copa do Mundo da qual a Seleção já não faz mais parte. Tomando um pouco de distância do momento atual da televisão, olhando de longe isso tudo, é incrível como passam os tempos e o ser humano é ludibriado da mesma forma, sem muita novidade. Em 25 de outubro de 1958, em discuro, o apresentador da CBS, Ed Murrow, diz que “se houver historiadores daqui a 50 ou 100 anos, e se houver material de uma semana das três emissoras haverá provas em preto e branco e em cores da decadência, alienação e falta de cobertura da realidade que vivemos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, está um trecho do filme que fiz questão de, entre pauses e plays, copiar a legenda e transcrever pra pôr aqui na Uzina. Em outras palavras, leiam porque vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nós estamos ricos, gordos, seguros, complacentes&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em 1935, Ed Murrow começou sua carreira na CBS. Quando estourou a Segunda Guerra, foi sua voz que nos informou sobre a batalha da Grã-Bretanha, no programa de rádio “This is London”. Ele começou como muitos dos que estão aqui hoje, quando a televisão estava apenas começando, com seu programa de documentários “See It Now”. Ele criticou e expôs gente importante. Segregação, exploração de imigrantes, o apartheid, J. Edgar Hoover, sem esquecer sua luta histórica contra o senador McCarthy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O que vou dizer não deve agradar a ninguém. No fim, algumas pessoas acusem este repórter de cuspir no próprio prato e a organização talvez seja acusada de acolher idéias hereges, perigosas. Mas a complexa estrutura das redes de tevê, publicidade e patrocinadores, não será abalada ou alterada. É meu dever usar de certa franqueza pra falar com vocês, mensageiros, sobre o que está acontecendo no rádio e na televisão. Se o que eu disser for responsabilizado sou eu o único responsável pelas minhas declarações. A nossa história é o resultado do que fazemos atos. Se houver historiadores daqui a 50 ou 100 anos, e se houver material de uma semana das três emissoras haverá provas em preto e branco e em cores da decadência, alienação e falta de cobertura da realidade que vivemos. Atualmente, nós estamos ricos, gordos, seguros, complacentes. Somos inclinados a evitar informações desagradáveis e perturbadoras. A nossa mídia reflete essa atitude. Mas, exceto se esquecer os lucros e reconhecer que a televisão está sendo usada para distrair, enganar, entreter e nos isolar, então a tevê e os que a patrocinam, assistem e que nelam trabalham terão uma visão bem diferente, mas tarde demais.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um monte de cabos e luzes dentro de uma caixa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A nossa história é o resultado do que fazemos. Se continuarmos como estamos, a História se vingará e nos fará pagar. Às vezes, exaltemos a importância das idéias e da informação. Vamos sonhar com a possibilidade de, num domingo à noite, no horário ocupado por Ed Sullivan, se faça estudo clínico de educação. E que, uma semana depois, o horário usado por Steve Allen sirva para uma análise da política americana no Oriente Médio. Será que a imagem dos nossos patrocinadores sairia arranhada? Será que os acionistas ficariam revoltados e reclamariam? O que aconteceria? A não ser que alguns milhões de pessoas se informassem mais sobre assuntos que determinam o futuro do país e, portanto, o futuro das nossas empresas. Àqueles que dizem que as pessoas não se interessam, que são complacentes, indiferentes e alienadas, eu apenas respondo que, na minha opinião de repórter, há provas concretas de que essa informação é incorreta. Mas, mesmo que não o seja, o que eles têm a perder? Se estiverem certos e o nosso veículo só servir para divertir e alienar, a televisão está em perigo, e logo veremos que luta foi em vão. Esse veículo pode ensinar. Pode esclarecer e até inspirar. Mas só pode fazer isso se as pessoas o usarem com esse objetivo. Senão será um monte de cabos e luzes dentro de uma caixa. Boa noite e boa sorte.”&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-115186086424585148?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/115186086424585148/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=115186086424585148&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186086424585148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186086424585148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/07/especial-copa-do-mundo-boa-noite-e-boa.html' title='Especial Copa do Mundo: Boa Noite e Boa Sorte.'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-115186019928890125</id><published>2006-07-02T10:08:00.000-07:00</published><updated>2006-07-02T10:09:59.303-07:00</updated><title type='text'>Especial Copa do Mundo: O fogo e o pássaro.</title><content type='html'>Não sei bem se isso tem relação direta com a Copa do Mundo para merecer estar nesse Especial. Mas tem a ver com a vida e como esta nossa vida só vale existir nesses últimos dias porque é testemunha do maior e mais importante fato futebolístico, creio que sim, este texto tem a ver com a Copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, meio-dia. 25 de junho de 2006. Esperávamos, em família, com ansiedade, pelo jogo da Seleção que começaria às 13h. Até então, o noticiário da tevê, da rádio, do jornal e da internet esforçavam-se para não deixar passar nenhum detalhe despercebido. A escalação, o humor de um jogador, o estado físico de outro e o passe do goleiro que acabara de ser valorizado em alguns zeros. Nas ruas, o ufanismo tomava conta. Também nas empresas, supermercados e qualquer outro ambiente que não quisesse ser considerado alienado. Respirávamos o ar verde-amarelo tremulado pelas bandeirolas. O cenário das ruas dava espaço ainda para as cornetas, camisetas e propagandas canarinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai fazia o fogo na churrasqueira enquanto eu tentava sintonizar o canal da Copa na tevê que viera da cozinha exclusivamente para o maior evento da semana, Brasil e Japão. Estávamos classificados. Mas ái de quem esboçasse uma só reação contrária à importância vital daquela partida. Era como se a existência do orgulho de cada brasileiro pelo seu país estivesse plugada na telinha. A mínima desatenção poria em risco o motivo maior de termos um dia nascido nesta terra. Sim, concordo, parece exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem mais ou menos limpa, som sem ruídos, fui dar uma conferida na churrasqueira. As labaredas que balançavam ali chamaram minha atenção. Senti calor em parte do rosto e as cores quentes distraíram minha visão por segundos. Natural. Senti o natural existindo ali, a poucos centímetros das mãos que agora estavam estendidas. Como se aquilo que existia dentro da churrasqueira submetesse todas as outras tentativas de ser vida, de ser realidade. Qualquer uma. O grito daquele senhor na televisão, o jornal aberto no chão, o rádio sintonizado na Alemanha. A vida real estava ali, dentro da churrasqueira. Sem pilha, sem energia elétrica. Só existia. Assim, simples e inexplicável ao mesmo tempo. Pedaços de lenha, carvão e fogo. Vivo. Vivo como se protegesse uma essência. De algo fora dali, transformado pelo sintético, pelo artificial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei e a poucos metros, na rua, num prato sem flor cheio d’água, divertia-se um pardal batendo asas e molhando grande parte da calçada ao seu redor. Olhava pra nós todos na garagem e continuava a bater asas. Faceiro. Até que voou. Muito provavelmente, indiferente com o outro espetáculo que começaria em minutos naquela tela de luz colorida, ao redor da qual estávamos reunidos, admirados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois, o fogo e o pássaro, contrastavam com o todo o resto. Todo o resto armado pra dar significado aos minutos e horas que viriam em seguida. Pra mim, o fogo, primeiro, e o pássaro, depois, fizeram claro como o dia uma sensação que tentou se explicar ao longo de todo esse texto, mas que ficou morando naquele dia, dentro da churrasqueira e, molhada, no pote onde o pássaro se divertiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-115186019928890125?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/115186019928890125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=115186019928890125&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186019928890125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/115186019928890125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/07/especial-copa-do-mundo-o-fogo-e-o.html' title='Especial Copa do Mundo: O fogo e o pássaro.'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114938423206995368</id><published>2006-06-03T18:23:00.000-07:00</published><updated>2006-06-03T18:23:52.076-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Pastel.0.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #AAAAAA; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/400/Pastel.0.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma foto do celular, de manh� cedo. O motivo do texto abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114938423206995368?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114938423206995368/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114938423206995368&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114938423206995368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114938423206995368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/06/uma-foto-do-celular-de-manh-cedo.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114922166380742322</id><published>2006-06-01T20:20:00.000-07:00</published><updated>2006-06-03T12:59:23.383-07:00</updated><title type='text'>Pastel de frango, folhado</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Uma parada de ônibus. Início de mais uma manhã de inverno. Pessoas indo e vindo. Carros e ônibus passam de um lado para outro. Atrás de mim, um elemento estranho à paisagem. Um pastel de frango, folhado, jaz no alto de uma haste de ferro do ponto de ônibus. Um pequeno mistério se cria. O vento sopra, aumentando a sensação de frio daquela manhã. Os desconhecidos ultrapassam uns aos outros, indiferentes à cena. Frio, ele permanece ali, imóvel, no alto da haste de ferro, como se estivesse sendo oferecido, servido. A mordida em uma de suas pontas denuncia o ato covarde. O pobre fora desprezado e largado ali. Talvez há meia hora. Talvez há dez minutos. Talvez durante a madrugada. Poucos percebem a sua presença. Mesmo os que permanecem parados, de costas, à espera da condução. Poucos saberiam explicar como ele foi parar ali, e por que, assim, ignorando a presença e a função da lixeira, há poucos metros dali. Certamente fora comprado próximo dali, ainda quente, pelo próprio insano. Ou teria o irresponsável carregado o pobre de casa até o local a aí o deixado? Ou seria um código, um sinal? “Combinado? Você me espera na parada que tiver um pastel de frango, folhado, no alto de uma das hastes de ferro da estação.” Pouco provável. Teria sido ele deixado por um mendigo que, desconfiado de bondade alheia, preferiu abandonar o alimento com medo que lhe fizesse mal? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ou seria o caso de pormos em uma criança a culpa de tal sacrilégio? Tomada pela gula, esperneou até sua mãe deslocar-se até a lancheria mais próxima para adquirir o tal pastel de frango, folhado. Atendido e satisfeito, o filho mimado teria percebido que, na verdade, não era fome que tinha. A mãe também não o quis. Largam o lanche no alto de uma haste de ferro da parada e, atrasados, correm para alcançar o ônibus já em movimento. Sobem e somem em instantes. Teria sido assim? Ou teria sido a legislação do município a culpada. “Senhor. Senhor. Não pode entrar com alimento no ônibus. São regras. Desculpe.” Carteira de identidade em uma das mãos e atrasado para a consulta no posto do INSS, o senhor teria rapidamente largado o pastel de frango, folhado, na primeira haste de ferro que encontrou. Teria ficado constrangido de jogar no chão um pastel novinho, logo na frente de um mendigo, que se escorava na armação da estação. Será? Mas e a história de o pastel de frango, folhado, fazer parte de um plano? Um plano... Mas plano pra quê? Talvez a lotérica aquela da esquina. Pouco movimento naquele horário, grana acumulada, um alvo fácil. Mas quando o roubo aconteceria? E por que não chegariam juntos, os ladrões? Por que um chegar primeiro e depois o outro, conduzido por um pastel de frango, folhado? Não, não deve ser isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Tinha mais cara mesmo de ter sido deixado de madrugada. Daquele jeito, quase inteiro, pesado, não cairia dali tão facilmente. Vai vê, fora deixado por algum boêmio, no final do Baile dos Solteiros, do clube aquele atrás do ponto de ônibus. Bateu a fome aquela de fim de festa, o sujeito abordou o vendedor ambulante na saída do salão, comeu um, dois e não agüentou mais de uma mordida do terceiro. Declinou e largou o pastel de frango, folhado, em cima da haste de ferro da parada de ônibus. Mesmo mais desperto que todos naquele início de manhã, o festeiro nem se deu conta do que fazia, pegou o ônibus e escafedeu-se. Afinal, em que circunstâncias o pastel de frango, folhado, teria saído da mão de alguém para ir parar ali, no alto de uma haste de ferro da parada de ônibus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ônibus. Fiz sinal e embarquei.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Giorgino, colega de serviço.&lt;br /&gt;- Bom dia.&lt;br /&gt;- Bom dia. E essa cara de sono?&lt;br /&gt;- Bah, nem fala. Essa sexta demorou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;- Olha essa foto. Na parada de ônibus ali da Farrapos.&lt;br /&gt;- Ehe. Um pastel?&lt;br /&gt;- Aham. De frango, folhado.&lt;br /&gt;- Que viagem. Mas como é que ele foi parar ali?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;- O pastel. Como é que ele foi parar ali?&lt;br /&gt;- Onde? Ahn, bah, nem imagino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114922166380742322?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114922166380742322/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114922166380742322&amp;isPopup=true' title='8 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114922166380742322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114922166380742322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/06/pastel-de-frango-folhado.html' title='Pastel de frango, folhado'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114921842270536076</id><published>2006-06-01T20:19:00.000-07:00</published><updated>2006-06-01T20:20:22.706-07:00</updated><title type='text'>Curiosidade</title><content type='html'>Por enquanto, só curiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe ao seu redor. Há algum livro aí perto? Pegue. Abre na página 42 e procure, bem no alto da página, a primeira frase completa da folha. Leia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora clica ali embaixo, no link para comentários e escreve a tal frase ali, no comentário. É fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos vão fazer isso. Vamos ver no que que dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114921842270536076?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114921842270536076/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114921842270536076&amp;isPopup=true' title='19 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114921842270536076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114921842270536076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/06/curiosidade.html' title='Curiosidade'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>19</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114921827992476913</id><published>2006-06-01T20:15:00.000-07:00</published><updated>2006-06-03T13:01:35.420-07:00</updated><title type='text'>Dança da vida</title><content type='html'>A músi-&lt;br /&gt;ca come-&lt;br /&gt;ça a tocar&lt;br /&gt;devagari-&lt;br /&gt;nho. Bai-&lt;br /&gt;xinho. Lo-&lt;br /&gt;go o ritmo&lt;br /&gt;começa a ser percebido,&lt;br /&gt;e logo consigo perceber&lt;br /&gt;a intenção da moça do&lt;br /&gt;lado. Começo pelos om-&lt;br /&gt;bros a acompanhar o ritmo da dança. O ritmo dela.&lt;br /&gt;Em seguida as pernas são contagiadas e tudo fica mais solto, mais natural pra mim. Não pra ela. Ela já dançava quando cheguei.Em seguida a música pára.&lt;br /&gt;Predomina&lt;br /&gt;o silêncio&lt;br /&gt;do salão e as&lt;br /&gt;pessoas todas&lt;br /&gt;me observam&lt;br /&gt;aguardando a&lt;br /&gt;próxima can-&lt;br /&gt;ção começar.&lt;br /&gt;É incrível, mas na vida é exatamente assim.&lt;br /&gt;Deixe a música começar a tocar pra ver co-&lt;br /&gt;mo você aprende muito rápido como seguir&lt;br /&gt;a sua melodia, o seu compasso. É só uma ques-&lt;br /&gt;tão de tempo para você dançar muito bem, sem&lt;br /&gt;nem mesmo perceber que o está fazendo. O tem-&lt;br /&gt;po passa e o movimento não é mais calculado.&lt;br /&gt;Temos essa incrível facilidade, nós, seres huma-&lt;br /&gt;nos, de nos adaptar ao terreno. De dançar com&lt;br /&gt;o ritmo, conforme a música. Passando a perce-&lt;br /&gt;ber nosso espaço e nossa limitação. Esse é o pri-&lt;br /&gt;meiro passo. Adaptados, passamos a querer mais espaço para poder dizer tudo, sem medir tanto as palavras, ter liberdade para ir e vir, completar a frase até a margem da folha, para argumentar, sem receio de falar alguma besteira. A liberdade que a confiança nos dá de ir e vir, sem ter que parar,&lt;br /&gt;esperar o sinal&lt;br /&gt;verde para avan-&lt;br /&gt;çar. Porque is-&lt;br /&gt;so limita nosso&lt;br /&gt;espaço para vi-&lt;br /&gt;ver. Daí não so-&lt;br /&gt;mos mais nós&lt;br /&gt;mesmos. Somos&lt;br /&gt;nós, sim, mas li-&lt;br /&gt;mitados a ponto&lt;br /&gt;de perdermos nos-&lt;br /&gt;as identidade. Aca-&lt;br /&gt;bo concluindo que&lt;br /&gt;a pessoa, o profis-&lt;br /&gt;sional, enfim, o vi-&lt;br /&gt;vente só adquire&lt;br /&gt;sua verdadeira iden-&lt;br /&gt;tidade quando consegue se soltar, dançar conforme a melodia tocada e não parar, mesmo que existam interrupções no caminho.&lt;br /&gt;Que exijam de nós&lt;br /&gt;Reconhecer o terre-&lt;br /&gt;no novamente e vol-&lt;br /&gt;tar a dançar, jogar o corpo para um lado e para outro, no compasso da vida, indiferente ao julgamento alheio, disposto apenas a dançar e a conquistar seu espaço&lt;br /&gt;que antes era assim&lt;br /&gt;reduzido e limitado,&lt;br /&gt;limitando também&lt;br /&gt;a personalidade que&lt;br /&gt;não tem espaço para agir,&lt;br /&gt;para falar, para dançar.&lt;br /&gt;Como nesse texto, é também assim na vida. A começar pelo velho ditado que trata da dança adaptada à música. E, em seguida, pela conquista do próprio espaço. Ambas as fases do desenvolvimento humano são fundamentais para mostrar quem realmente somos. Bailar conforme o compasso não significa sempre repetir os passos de outros, na contramão dos nossos valores, de nossas crenças. Significa saber viver e aprender a agir conforme a vida vai se revelando. Isso afirma nossa personalidade e nos tira&lt;br /&gt;daquela&lt;br /&gt;vida pre-&lt;br /&gt;sa a um&lt;br /&gt;mundo&lt;br /&gt;que nos&lt;br /&gt;limita.&lt;br /&gt;Adaptado e com autonomia para viver, a frase flui com naturalidade e o texto parece ter mais significado, parece chegar e dizer a que veio, convencendo o leitor e fazendo-o entrar na dança. Na dança do olhar. De um lado para o outro, os olhos vão e vem, tentando entender aonde o autor quer chegar ou como ele quer terminar, sem imaginar que ele possa, assim, do nada, acabar assim, aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114921827992476913?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114921827992476913/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114921827992476913&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114921827992476913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114921827992476913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/06/dana-da-vida.html' title='Dança da vida'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114642141347323385</id><published>2006-04-30T11:11:00.000-07:00</published><updated>2006-04-30T11:26:04.206-07:00</updated><title type='text'>Vejam que vergonha!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/capa380.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/400/capa380.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é daquelas de tapar os olhos com a mão, baixar a cabeça e a balançar dizendo: que vergonha, que vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista de jornalismo semanal de maior expressão do país começa a dar mostras de como será sua cobertura das próximas eleições. Ao que parece, muito semelhante ao péssimo conjunto de matérias sobre o governo Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será de nós, eleitores, sedentos por informação, com um jornalismo feito desta forma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, como ter esperança em um eleitor mais consciente e, em conseqüência, em uma democracia formada por políticos corretos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114642141347323385?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114642141347323385/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114642141347323385&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114642141347323385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114642141347323385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/04/vejam-que-vergonha.html' title='Vejam que vergonha!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114593539708102255</id><published>2006-04-24T20:18:00.000-07:00</published><updated>2006-04-24T20:49:59.030-07:00</updated><title type='text'>Fagulhas de um velho formidável</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/quintana1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 136px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px" height="268" alt="" src="http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/quintana1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Faria bem lembrar Mário Quintana (1906-1994) não só no ano do seu centenário. Na verdade não faz nem muito sentido usar a contagem tão sisuda de um tal tempo com o qual nosso poeta tanto brincou. Sim, porque viver pra ele era mais do que contar o tempo passar. Era bem mais que isso. Também era bem menos que isso ao mesmo tempo. Suas poesias tornam a vida às vezes grandiosa, às vezes sutil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma baita pretensão tentar dar qualquer idéia do que era Mário Quintana num texto assim, mal acabado e morrendo de sono. Mas foi por ocasião da publicação do jornal Ensaio, dos alunos de Jornalismo da Ulbra, em Canoas, que resolvi despertar para algumas pérolas deste senhor. Dois pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;“Quem bebe por desgosto é um tolo. Só se deve beber por gosto.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A alma é essa coisa que nos pergunta se a alma existe.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu amo o mundo. Eu detesto o mundo. Eu creio em Deus. Deus é um absurdo. Eu vou me matar. Eu quero viver. Você é louco? Não, sou poeta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse mundo pode ser que não preste, mas é tão bom de olhar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O sorriso enriquece os recebedores sem empobrecer os doadores.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estes, os que atravancam meu caminho... Eles passarão, eu passarinho!”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114593539708102255?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114593539708102255/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114593539708102255&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114593539708102255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114593539708102255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/04/fagulhas-de-um-velho-formidvel.html' title='Fagulhas de um velho formidável'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114584831132905671</id><published>2006-04-23T20:11:00.000-07:00</published><updated>2006-04-23T20:18:41.136-07:00</updated><title type='text'>Mensagem no celular do Juca</title><content type='html'>Sábado de noite. Mensagem no celular do Juca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oi, estou indo pro Opinas. Bjo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca, de cara, estranhou. Opinas é o nome íntimo do bar Opinião, em Porto Alegre. Não tinha combinado nada com a Jusci aquela noite. Nada, nada. Nem tinha tocado no assunto durante a semana. Nem sobre quem ia tocar, nem sobre desconto na consumação, sobre as amigas da Jusci, nada. Na verdade nem planejava sair aquela noite. Tinha um churrasco nos amigos, ia pra casa cedo pra dormir, só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou de se arrumar, saiu do quarto, avisou aos pais pra onde ia, pegou a carteira, as chaves e lembrou do convite da Jusci. Tinha quase certeza de que não havia combinado nada com ela durante a semana. Nem tocado no assunto. Na verdade, só tinha falado de ir no Opinas com o Gérson. Tava tudo certo até a tarde da sexta. O Juca desistiu porque fez algumas contas e viu que teria que evitar alguns excessos para o bem do bolso no final do mês. Mas o Gérson estaria lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso, pensou o Juca. Está aí a oportunidade do Gérson conhecer a Juscinéia. Dois grandes amigos do Juca, agora juntos. Seria bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gérson e a Jusci só tinham se visto uma vez, assim, ao vivo. Nas outras o Gérson a viu por fotos. E tinha gostado. Tinham até falado de saírem um dia todos juntos pro Juca apresentar a Jusci pro Gérson e vice-versa. Por que não naquela noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do celular do Juca, mensagem para a Jusci:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não vou, mas o Gérson vai estar lá. Aproveita pra conhecê-lo guria. Juca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É bem mais fácil ele me achar. Tu não disse que ele andou vendo fotos minhas? Jusci.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do celular do Juca, mensagem para o Gérson:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dica da noite: a Jusci está no Opinas. É a tua chance magrão! Juca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu tempo pro Juca sair de casa, chegar no churrasco e cumprimentar a aniversariante. Mensagem no celular:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu, me descreve ela de novo. Não lembro e tô sem óculos. Gérson.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa, sorriu contido o Juca, o Gérson fisgou. É hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu viu fotos dela esses dias, cabelos curto, loura e alta. Te vira! Juca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena se montava na cabeça do Juca. Opinião lotado, luz escassa, som lá nas alturas e o Gérson com os olhos miúdos, fazendo força para localizar uma guria loura, de cabelo curto e alta. Entre tantas, uma certamente seria a Jusci. Na real, não ia dar certo. E na real, o Juca podia fazer um pouco mais para aproximar aqueles dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Jusci: onde tu vai estar até às 23:50? Juca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No mesmo lugar que ficamos semana passada. No final do balcão. Bjo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cara, seguinte: ela vai estar no final do balcão de bebidas, no térreo. Traça uma linha reta com a porta que dá pros camarins, tá lembrado do Papas? Juca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez minutos e nada. Vinte e nada. Nada do retorno de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagem pro Gérson:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E aí? Juca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia hora depois, mensagem no celular do Juca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Juca? Tu tá onde? To indo embora daqui, daqui a pouco. Bjo. Jusci.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Droga. Todo esforço em vão. Não se acharam. Também como iam se achar. Opinião lotado, luz escassa, som lá nas alturas e o Gérson com os olhos miúdos, fazendo força para localizar... nunca podia dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Jusci, to por casa, te disse que não iria. Boa festa! Juca.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O churrasco ainda tava rolando quando o Juca resolveu ir embora. Despediu-se de todos, chegou em casa e dormiu desiludido. Pensou que ia unir aquelas duas almas naquela noite. Sempre ouvia falar tanto do poder das novas mídias. Que a internet não sei o quê. Que os e-mails não sei o quê. Que o celular podia coisa e tal. Dessa vez não serviram pra nada. Que bosta! E o Juca dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol já quase se posicionava bem no meio lá em cima quando o Juca acordou e levantou. A primeira lembrança da noite passada foi do pão com alho. Do alho com pão, reclamou o Juca enquanto lavava o rosto. Essa mania de encher as coisas de tempero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou pro quarto, arrumou a cama e pegou o celular. Foi quando foi ver as horas, que percebeu que tinha recebido uma mensagem durante a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu amigo, tua amiga beija bem pra caramba. Gérson.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hehe, disseram os olhos do Juca. Piscou duas, três vezes. Sim, já estava acordado, a mensagem era real e não parecia ser uma brincadeira do Gérson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu vinte minutos e a mensagem complementar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amigo, eu achei o Gérson ontem. :-) Bjo, Jusci.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca olhou dnovo pro celular e leu a mensagem. Esticou a coberta sobre a cama e saiu balançando a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música tocando, letras e frases subindo na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Jusci e o Gérson continuaram se conhecendo nos finais de semana que se seguiram. E o Juca decidiu não interferir mais, em mais nada. Tinha feito sua parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer semelhança entre fatos, nomes e pessoas, é mera criação da sua fértil imaginação, amigo leitor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114584831132905671?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114584831132905671/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114584831132905671&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114584831132905671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114584831132905671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/04/mensagem-no-celular-do-juca.html' title='Mensagem no celular do Juca'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114508451794623078</id><published>2006-04-14T23:57:00.000-07:00</published><updated>2006-04-16T20:49:40.323-07:00</updated><title type='text'>Feliz Páscoa pra ti!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/Cristo.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/320/Cristo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Serei, oh Pai, mais forte que o mundo, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;mais forte que o ódio, nesse lugar.&lt;br /&gt;Revelarei por estas chagas o meu espírito, o teu amor.&lt;br /&gt;Pelas almas abandonadas, pelos pobres e sofridos,&lt;br /&gt;Pelos pequenos e excluídos e por aqueles que me negam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que os homens por mim amados,&lt;br /&gt;Entendam todo este sofrer,&lt;br /&gt;Que vem destas gotas o sangue da cruz,&lt;br /&gt;Por todas almas será derramado sobre a terra,&lt;br /&gt;A saciar a sede de almas,&lt;br /&gt;De todas almas salvar,&lt;br /&gt;E o que sinto ao me entregar...&lt;br /&gt;Neste lugar...&lt;br /&gt;Neste momento...&lt;br /&gt;E espirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixarei, oh Pai, a dor consumir as minhas forças, meu coração.&lt;br /&gt;Tua vontade é o meu mistério, a minha paixão para amar.&lt;br /&gt;As almas pecadoras, almas doces e frágeis.&lt;br /&gt;Almas puras e justas e daqueles que me perseguem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;(Canto Sede de Almas, autor desconhecido pra mim)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Páscoa verdadeira para todos.&lt;br /&gt;Que seja este o tempo propício para reavaliar, para reconsiderar, para reviver tanta coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shalom!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114508451794623078?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114508451794623078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114508451794623078&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114508451794623078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114508451794623078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/04/feliz-pscoa-pra-ti.html' title='Feliz Páscoa pra ti!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114463958027634530</id><published>2006-04-09T20:26:00.000-07:00</published><updated>2006-04-09T20:26:20.296-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/DSC01832.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #AAAAAA; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/400/DSC01832.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114463958027634530?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114463958027634530/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114463958027634530&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463958027634530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463958027634530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/04/blog-post_09.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114463911625241921</id><published>2006-04-09T20:18:00.000-07:00</published><updated>2006-04-09T20:18:36.260-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/1949345.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #AAAAAA; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/400/1949345.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114463911625241921?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114463911625241921/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114463911625241921&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463911625241921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463911625241921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/04/blog-post.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114463814271887958</id><published>2006-04-09T19:59:00.000-07:00</published><updated>2006-04-09T20:19:13.476-07:00</updated><title type='text'>Eu já sabia!</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000066;"&gt;Resultado da enquete realizada pela Uzina representou a aposta de muitos e só confirmou a surpresa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem vence o Gauchão 2006?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Internacional - 66,67%&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grêmio - 33,33%&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Cor sim, cor não, a zebra virou tricolor! Pintem o Estado da cor que ele merece e comemore a vitória dos enferrujados sobre os diamantes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Grêmio. Campeão Gaúcho 2006. Nada pode ser melhor!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114463814271887958?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114463814271887958/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114463814271887958&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463814271887958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463814271887958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/04/eu-j-sabia.html' title='Eu já sabia!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114463794186430991</id><published>2006-04-09T19:57:00.000-07:00</published><updated>2006-04-09T19:59:01.866-07:00</updated><title type='text'>Oportunidades</title><content type='html'>Ele estava contando um causo seu, dum dia do passado. Dançava a dois uma música gaúcha com uma amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu mais duas sugadas na bomba do chimarrão e continuou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então no meio da dança ela me olhou e disse que tinha vontade de me pedir uma coisa, mas que tinha vergonha... fiquei pensando, mas não disse nada. Logo depois, a música acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma sugada. Um burburinho entre os membros da roda de chimarrão. Um certo desconforto tomou conta da galera. Todos queriam saber como a história terminava e o que o fato tinha a ver com ‘oportunidades que aparecessem na nossa vida’, assunto em pauta no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio da expectativa dos ouvintes só foi interrompido pelo ronco da erva. No tiro do laço, como diria outra amiga do grupo, a cuia foi servida e passada ao próximo. E a história do amigo, pra satisfação de todos, continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais tarde, a menina e eu estávamos na rua e perguntei o que ela queria me dizer antes, na dança. Nada, ela respondeu. Disse que estava com vergonha e pronto. Na mesma hora que ela falou da vergonha, seus olhos olhavam os meus. Continuei olhando, olhando, e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi não foi difícil de entender. O gesto de bater rapidamente as costas da mão direita na palma da mão esquerda, formando um xis, diz tudo. O beijo aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Viu? Isso é uma oportunidade e essas não devem ser despediçadas – orgulhou-se o amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na real, eu havia iniciado a convera, não lembro por onde. Defendi que é preciso cautela para falar em oportunidade perdida. Repeti o que ouvi de um outro amigo, dias atrás. Para ele – e agora pra mim tbm – uma oportunidade só é uma oportunidade em potencial se estamos preparados para vivê-la. Ou seja, uma oportunidade só será perdida se reconhecemos um fato como tal e optamos em não aproveitá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico. Muitas coisas acontecem conosco nos muitos dias de cada semana, de cada mês. Quase todas, em geral, são oportunidades para algo. O que acontece é que estamos preparados para algumas e não estamos para outras. Esta é a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, não há motivos para ressentimentos. Nem para se arrepender por aquilo que não se fez. Talvez não tenha feito pelo fato de aquilo não parecer para você uma oportunidade naquele momento. Aconteceu e passou. Só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro bem como o assunto se esgotou. Lembro de um silêncio. Quem falava na hora fez uma pausa para sugar mais um pouco da água quente do chimarrão. E o papo sobre oportunidades parou por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114463794186430991?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114463794186430991/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114463794186430991&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463794186430991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463794186430991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/04/oportunidades.html' title='Oportunidades'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114463785036135061</id><published>2006-04-09T19:56:00.000-07:00</published><updated>2006-04-09T20:28:05.543-07:00</updated><title type='text'>A gênese das coisas</title><content type='html'>Li a palavra gênese num texto&lt;br /&gt;E gênese passou a existir a partir dali&lt;br /&gt;E passei a usar gênese no que escrevo&lt;br /&gt;E vejo gênese por tudo agora, por tudo.&lt;br /&gt;Como se tivesse nascido – e se espalhado por aí&lt;br /&gt;A gênese quando a conheci&lt;br /&gt;Que outras coisas nascem pro mundo&lt;br /&gt;Quando nascem pros nossos olhos?&lt;br /&gt;Essa pergunta nasce aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114463785036135061?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114463785036135061/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114463785036135061&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463785036135061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114463785036135061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/04/gnese-das-coisas.html' title='A gênese das coisas'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114377504033665504</id><published>2006-03-30T19:15:00.000-08:00</published><updated>2006-03-30T19:26:58.020-08:00</updated><title type='text'>Fagulha</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000099;"&gt;"Nada é mesmo o que parece ser. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;O mar, de longe, é azul, de perto, verde e por dentro, transparente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Aparentemente, tudo é diferente do que realmente é... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Eis então o segredo para não julgar: em vez de olhar o mar de longe, mergulhar!” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;Crédito: coisas da Jac.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114377504033665504?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114377504033665504/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114377504033665504&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114377504033665504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114377504033665504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/03/fagulha.html' title='Fagulha'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114377493081587877</id><published>2006-03-30T19:14:00.000-08:00</published><updated>2006-03-30T19:15:30.816-08:00</updated><title type='text'>Nossos modelos, parte 1</title><content type='html'>Assim como essas letras, que saem todas umas atrás das outras, imitando cor, tipo, tamanho e direção, assim também somos nós. Assim como essas linhas que saem poucas e logo são muitas, imitando uma as outras sua forma, seu comprimento e seu senso de limite e de distância entre a anterior, assim também somos nós. Seguimos, desde o nascer, modelos que nos são apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que eu tenha agora um baita defeito no teclado ou um bug aconteça no Word. Daí é possível que as saiam uma de cada cor e uma de cada tipo. A primeira Arial, a outra Comic Sans e a terceira, quem sabe, Impact. Uma negrito, a outra itálico e a última sublinhada. Uma gritando pontos de exclamação quando somente deveria seguir o exemplo da que veio atrás, mesmo que aguardando ansiosa o fim da frase, o desfecho da idéia. Convenhamos, isso nunca acontece. Nem as linhas fazem assim. Imaginem uma em cada direção, uma por cima da outra, sem nenhum critério de distância, nem de consciência de até onde pode ir. Se elas, letras e frases, não fazem assim, muito menos nós o faremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não somos assim tão parecidos, com hábitos tão similares, por simples coincidência ou herança genética. Desde o primeiro choro e o primeiro e doído brilho de luz nos olhos, somos influenciados por modelos que existem desde antes de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual foi a primeira palavra que você disse? Que gíria você mais usa e de onde você a tirou? Esse jeito de amarrar os tênis aprendeu com quem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente tenha sido mamãe ou papai a sua primeira demonstração fonética. Talvez bebê. Isso porque, certamente, era a palavra que seus pais ou quem cuidou de você mais dizia. Era o modelo que você tinha. Era o único que você conhecia e porque teve que falar, foi assim mesmo que falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, passamos dessa fase. Passamos a conviver com alguns modelos a mais. Além de engatinhar, sabemos agora caminhar e correr. Além de sentar e ficar em pé, sabemos ajoelhar. Tiramos uma das rodinhas, depois a outra e logo conduzimos a bicicleta assim como o vizinho mais velho aquele faz. Igualzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa mais um pouco e já precisamos escolher que modelo queremos seguir. A sociedade e a televisão, alimentada por ela (ou será o contrário?), nos apresentam infinitos modelos. Modelos de consumo, modelos de beleza, modelos de moda, modelos de comportamento, modelos de felicidade, enfim, modelos de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos, então, a conjugar o discernimento. Alguns tombos nos ensinam a optar por isto ou por aquilo. Pelo modelo positivo ou pelo modelo negativo. Até que configuramos nossa personalidade, antecipando escolhas por modelos positivos e negativos. Alguns bem fáceis, outros nem tanto de escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ghandi para todos é um modelo de humanidade. Martin Luther King para os mesmos é um modelo de luta contra o racismo. Madre Teresa de Calcutá é um modelo de desprendimento do mundo material, de dedicação ao mundo espiritual e de caridade. Maria, a mãe de Jesus, é, para os católicos, modelo de fé e de silêncio. O próprio Jesus, para os cristãos, é um modelo de perseverança, de humildade e de sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ouvi, já disse aqui e repito: somos resultados de nossas escolhas. Dia a dia. Somos resultados das escolhas de nossos modelos. O que vamos seguir. Que caminho tomar. Gritar ou calar. Ajudar ou ignorar. Ligar ou esquecer. Doar ou esbanjar. Comer ou evitar. Assim mesmo, coisas simples. Imitamos sempre algum modelo que já conhecemos. E, assim mesmo, no simples, vamos configurando nosso jeito de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrido o caminho daqueles que, apesar da oportunidade que têm para escolher, preferem o modelo negativo. Como se não bastasse a morte ser a certeza de todos, para estes, o medo, a tristeza e a miséria de espírito serão os companheiros até o final previsto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizes os que podem ainda discernir. Escolher entre um e outro. Triste é o mundo daqueles que não tiveram essa chance. Triste é o destino daqueles que nunca tiveram o bom e o ruim, lado a lado, para optar. Um Estado (ou os dois) que convive com a falta de um modelo positivo para suas crianças desenvolvem a cada dia um case de sucesso na construção de um país com um futuro doente. Que, muitas vezes, um a um, vai morrendo até mais cedo do que a própria morte previa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Falcão - meninos do tráfico&lt;/em&gt; é um retrato em preto e branco da doença de nosso país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114377493081587877?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114377493081587877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114377493081587877&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114377493081587877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114377493081587877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/03/nossos-modelos-parte-1.html' title='Nossos modelos, parte 1'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114377487066902656</id><published>2006-03-30T19:13:00.000-08:00</published><updated>2006-03-30T19:14:30.670-08:00</updated><title type='text'>Nossos modelos, parte 2</title><content type='html'>Dias atrás fui conversar sobre modelos positivos e negativos com um pessoal num bairro próximo de onde moro, em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre. A maioria estudante, de uns 14, 15 anos. Estavam reunidos porque participam de um grupo de jovens da Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos a respeito de modelos, para principalmente tratar do modelo de fé e de silêncio que é Maria, a mãe de Jesus Cristo, em especial para os católicos. A intenção era perceber como um pouco mais de fé, de oração e de recolhimento nos ajuda no dia-a-dia. Foi bem produtivo. Falamos dos modelos que a TV nos apresenta, dos modelos de beleza, de crença, de comportamento. Discutimos a questão do discernimento, de sabermos a hora de optar em seguir o bom exemplo e o exemplo não tão positivo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso, pedi para que todos escrevessem, sem se identificar, quem gostariam de ser, se não fossem eles mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se eu não fosse eu mesmo, gostaria de ser meu pai. Para ser guerreiro, fiel, bom e trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu gostaria de ser eu mesma, porque há pessoas em situações piores e que não podem ter o que eu tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se eu não fosse eu, gostaria de ser meu pai, ser honesto, trabalhador e bondoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Seria eu mesmo, porém com uma nova maneira de viver, novas atitudes e cada vez mais fé e perseverança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu queria ser John Lenon. Porque sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horas depois, veio a certeza do tamanho do privilégio que têm esses jovens. O Fantástico, da Rede Globo, apresentou para o Brasil parte do documentário Falcão - meninos do tráfico. Um soco no estômago, como disseram alguns. Dias depois, o jornal Zero Hora fez uma cobertura da versão gaúcha desse drama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se eu morrer amanhã? Aí depois de amanhã vai fazer dois dias que eu morri. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O pai sabe e dá conselho, mas não adianta. Ele às vezes visita a boca, tenta me levar. Acho que tá desistindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– No crime a gente só sabe do dia de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tenho uma filha pequena. Quero um futuro bom pra ela O que vou dizer pra ela? Pretendo estar morto quando ela crescer. Já ter matado para estar morto. Não quero parente meu nisso daí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contraste flagrante entre os dois grupos de crianças que conheci é a triste e deprimente realidade desse país. De semelhante, os dois grupos têm apenas o tempo de vida vivido. São desiguais na qualidade e na quantidade das horas que ainda restam nessa terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se para muitos, a educação precária oferecida pelo Estado já era um aviso do futuro semi-analfabeto que espera pelas crianças brasileiras, a vida escassa dos meninos do tráfico esgotou mais um pouco da esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tidos como os piores vilões há décadas, o analfabetismo e o conseqüente desemprego foram postos em segundo plano. Está em evidência no país o horror da vida dos garotos que vivem do crime, brincando com armas de fogo, no país inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, o problema é passar do discurso para a ação. Movimento que o país vem esperando com angústia (mas com notável otimismo) já há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não tem nada não. Esse é ano de Eleições e de Copa do Mundo. Mais alguns meses e toda essa realidade intragável estará novamente esquecida. Tragada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só uma questão de tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114377487066902656?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114377487066902656/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114377487066902656&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114377487066902656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114377487066902656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/03/nossos-modelos-parte-2.html' title='Nossos modelos, parte 2'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114377477231163770</id><published>2006-03-30T19:10:00.000-08:00</published><updated>2006-03-30T19:12:52.340-08:00</updated><title type='text'>Nossos modelos, parte 3</title><content type='html'>“Eu não sei o que vai acontecer. O que eu não gostaria que acontecesse é que esse projeto virasse um caso de polícia, objeto de exploração política ou simplesmente um grande espetáculo. Faço parte da Central Única das Favelas, a Cufa, que vem dando uma contribuição significativa sobre essa questão. Esse documentário é um exemplo. Mas, ainda sim, é muito pouco, diante do que toda a situação necessita. Se o Brasil estava esperando chegar no fundo do poço para refletir sobre esse problema, o momento é esse”&lt;span style="color:#990000;"&gt;, d&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;efende MV Bill.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Eu vi nesse documentário algumas das cenas mais chocantes que eu já tinha visto em toda a minha vida. Uma realidade extremamente cruel, sem retoque nenhum, e da qual eu não sabia realmente. São todos infelizes, marcados e sabem que têm uma vida muito curta. O que me dá medo é não achar que haja uma geração perdida, é achar que haja mais do que uma, talvez duas, talvez três”&lt;span style="color:#990000;"&gt;, lamenta o autor de novelas Manoel Carlos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Eu acho que nunca foi feito nada parecido no Brasil, pelo menos com esse detalhamento. Alguém foi, mergulhou naquele inferno e voltou com um relatório, terrível. Eles sabem bem o destino deles, uma espécie de fatalismo. É culpa de uma situação que vem de anos e é um trabalho também para vários anos e que vai envolver todo mundo”&lt;span style="color:#990000;"&gt;, acredita o escritor Luís Fernando Veríssimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu acho que a importância de se ver esse documentário é de resgatar a humanidade que há dentro de nós, mesmo que seja pelo choque mesmo que seja um soco no estômago”&lt;span style="color:#990000;"&gt;, aponta a atriz Camila Pitanga. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ninguém está falando em nome deles. São eles que estão falando em seu próprio nome. É como se a favela fosse um problema do Brasil. Ao contrário, o Brasil que é um problema dessas pessoas. Quando você vive nessa situação limite, a vida perde a importância. A existência perde os seus valores fundamentais”&lt;span style="color:#990000;"&gt;, observa o cineasta Cacá Diegues.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que fica sublinhado é o absoluto abandono em que vive essa população. É um gueto, uma terra de ninguém. É muito difícil para uma família criar um filho dizendo que o crime não compensa quando o estado mostra todo dia, através da benevolência das leis, de coisas desse gênero que o crime compensa sim. A consciência daquela mãe, o&lt;br /&gt;desespero, essa angústia que eu sinto com ela, quando ela diz isso. ‘Eu quero mostrar pro meu filho que o mundo não é só isso’. Chega de discussões teóricas. Vamos partir para a ação”&lt;span style="color:#990000;"&gt;, pede a autora de novelas Glória Perez.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114377477231163770?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114377477231163770/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114377477231163770&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114377477231163770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114377477231163770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/03/nossos-modelos-parte-3.html' title='Nossos modelos, parte 3'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114057517972237629</id><published>2006-02-21T18:25:00.000-08:00</published><updated>2006-02-21T18:26:19.723-08:00</updated><title type='text'>Resultado da Enquete da Uzina</title><content type='html'>&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;&lt;strong&gt;Nem pense em dinheiro. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;&lt;strong&gt;Qual área da sua vida receberá mais investimentos em 2006?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;Meus estudos (conhecimento) &lt;strong&gt;23,08%&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;Minha família &lt;strong&gt;0.00%&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;Meus amigos &lt;strong&gt;7,69%&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;Minha cara-metade (rolo, namoro, casório...) &lt;strong&gt;15,38%&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;Minha saúde &lt;strong&gt;0.00%&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;Minha carreira profissional &lt;strong&gt;30,77%&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;Minha espiritualidade &lt;strong&gt;15,38%&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;Minha auto-estima &lt;strong&gt;7,69%&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114057517972237629?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114057517972237629/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114057517972237629&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114057517972237629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114057517972237629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/02/resultado-da-enquete-da-uzina_21.html' title='Resultado da Enquete da Uzina'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114057446863583860</id><published>2006-02-21T18:13:00.000-08:00</published><updated>2006-02-21T18:14:28.640-08:00</updated><title type='text'>Contrastes</title><content type='html'>Contrastes. Azul escuro e verde limão. Sete e setenta. Um hipopótamo e um pernilongo. Tudo escuro e tudo aceso. Isso são contrastes. Tudo escuro e tudo aceso. Na verdade, foi com isso que essa história de contrastes começou. Eu sentia o verdadeiro valor da luz quando ela se ia. O escuro me fazia ver, me fazia descobrir o quanto aquela esquecida lâmpada era importante para minhas noites dentro de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que, esteticamente, o exemplo não é dos melhores, mas o que seria da lasanha se virasse um prato de todo dia, tipo o arroz? Certamente, não seria mais a tão admirada e pretendida lasanha. E o churrasco então? O ter e o não ter as coisas é uma grande lição que a vida nos ensina a cada dia. O ter e o não ter água. O ter e o não ter comida. O ter e o não ter companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da lâmpada, com o tempo, derivou para os pais. Passei a ver que muita gente só dá valor para o pai ou para a mãe quando os perde. O ter e o não ter outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebemos quando um texto é longo demais e está com palavras demais que não nos deixa pensar direito e nem sequer nos permite entender direito o que quer dizer quando ele é assim sem vírgula sem ponto sem nada com um ritmo frenético que parece que não vai parar nunca. Outra coisa é quando um texto, por mais longo que seja, tem suas paradas, suas pausas para reflexão, ou seja, um ritmo que permite vivê-lo com mais intensidade. Assim, passamos a entender a existência da vírgula, do ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que precisamos experimentar sempre. Experimentar. Sentir a ausência para valorizar a presença. Sentir a perda para valorizar o ganho. Sentir a dor para valorizar a saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias acabou um dos finais de semana mais bacanas que já vivi. Fui com um grupo de amigos para uma praia do litoral norte aqui do Estado para dar umas risadas, tocar um violão e pegar um sol. Fizemos tudo isso e tudo foi muito intenso. A despedida deixou clara a importância da amizade que um tem pelo outro. Não vêem a hora de repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repetir. De repetir. De repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos dias são produzidos em série pela fábrica chamada cotidiano. Perdemos o gosto pelas coisas mais belas, não sentimos mais a essência das coisas mais naturais, o sol de rachar parece cinza, o pássaro cantando só incomoda e aquele bebê sorrindo é só mais uma peça comum no mostruário dos seres. Tudo é banalizado. De tanto repetirmos, repetirmos e repetirmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza, amigos, que aquele final de semana nunca mais voltará. Tenho certeza que nunca outro será igual. Nunca o repetiremos. Tudo o que se vê não é igual o que a gente viu há um segundo. Tudo passa. E é só deixando passar que aprendemos o real valor das pequenas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imensos jardins floridos em todas as casas, umas ao lado das outras, faria a tal rua um saco. De um fedor insuportável. O mais legal é aquela rosa perdida no meio de tantos galhos verdes, todos iguais. Aquela rosa que se destaca, que contrasta, e que fica conhecida como aquela rosa vermelha que floriu de repente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar, falar e falar cansa. Precisamos calar às vezes. Mas sempre calar só porque fez bem não resolverá. O silêncio funciona, alivia nosso cansaço e organiza nossos pensamentos quando praticado com prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que conseguiríamos perceber as cores do mundo se prestássemos mais a atenção nos contrastes. E nos conformássemos com a singularidade de cada coisa. E celebrássemos isso. Mas não quiséssemos que se repetisse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a repetição só estraga, tira o gosto das coisas, torna comum, torna repetitivo, comum, estraga, tira o gosto das coisas, torna comum, estraga, assim como essa frase que começa a repetir tudo o que disse até agora e até invalida toda a mensagem só pelo fato de repetir, repetir e repetir como se nada tivesse sido dito até agora e ninguém tivesse entendido o que o texto queria dizer. Branco e preto. Folha branca e espaço preenchido. Hora de parar de ler e começar a pensar. Olho aberto e olho fechado. Letra e ponto final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114057446863583860?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114057446863583860/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114057446863583860&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114057446863583860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114057446863583860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/02/contrastes.html' title='Contrastes'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-114057442279157637</id><published>2006-02-21T18:06:00.000-08:00</published><updated>2006-02-21T18:13:42.813-08:00</updated><title type='text'>Sociedade TCC</title><content type='html'>Um amigo me confidenciou que o seu maior medo é que todas as suas idéias bem fundamentadas no Trabalho de Conclusão de Curso sejam depreciadas pela má formatação do trabalho. Que tudo se perca por causa das benditas regras da ABNT. Imaginem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira, nunca ninguém me disse isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu é que fiquei imaginando uma cena como essa. Na real, um amigo já me falou que acha um absurdo que um trabalho tenha que se dirigir ao leitor de uma forma tão, tão formal e rebuscada, sob pena de não conseguir passar a verdadeira mensagem ao interessado. Isso escutei de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é igualmente preocupante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa sociedade também é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anula, submete nossos valores e crenças ao padrão que foi estabelecido. Todos passamos por um filtro moralizador, digamos assim, e nos tornamos iguais. Uns iguaizinhos aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito de vestir, o jeito de reagir, o jeito de rir, o jeito de amar, o que escutar, o que sentir, o que dizer, em que momento dizer. Tudo catalogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecemos que esse catálogo não existe de fato. Somos todos, todos, uns diferentes dos outros. Em tudo. Do jeito de andar ao jeito de sentir. Do jeito de crescer do cabelo ao lugar onde vai nascer a próxima espinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade nos torna iguais por inúmeros interesses. Um deles para que possamos sustentá-la. Sendo iguais, tendo os mesmos gostos, seremos consumidores passivos de um mesmo produto. Seja ele de comer ou de acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pior que a safada da sociedade sabe que somos todos diferentes. E sabe muito bem usar isso ao seu favor. Ou não. Nossa principal identificação entre os seres de uma mesma sociedade é a carteira de identidade. Uma diferente da outra. Senão pelo nome, pelo rosto. Se ainda assim não pelo rosto, sim pela impressão digital. Ninguém tem a sua igual à do outro. Então, a nossa principal identificação em uma sociedade de iguais é uma carteira que é a verdadeira prova de que somos todos diferentes. Carregamos uma carga genética diferente, tivemos uma criação diferente, fomos repreendidos quando pequenos por diferentes motivos. Algumas coisas hoje são mais proibidas do que outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter bondade é ter coragem. Ser autêntico é ter coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade quer os iguais, mas nunca evoluiu por causa da semelhança, mas pela distinção de alguns poucos corajosos. Uns porque lutaram contra a violência quando todos morriam pela guerra. Uns porque foram ao microfone lembrar que nascemos para a paz. Uns porque descobriram fórmulas capazes de fazer a ciência andar décadas. Uns porque escreveram o que viram de tal forma que a história não pôde ser esquecida. Outros porque simplesmente cantaram a vida e gozaram da vida quando na pobreza a sociedade instruiu sentir a tristeza e desistir de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os iguais sustentam uma sociedade massiva que se retro alimenta. Os originais contagiam uma multidão que ajuda o mundo a evoluir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-114057442279157637?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/114057442279157637/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=114057442279157637&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114057442279157637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/114057442279157637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2006/02/sociedade-tcc.html' title='Sociedade TCC'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-113599821096933420</id><published>2005-12-30T19:02:00.000-08:00</published><updated>2005-12-30T19:30:26.590-08:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Velho!</title><content type='html'>Sim, Feliz Ano Velho, sim. &lt;strong&gt;Porque ele é o responsável pelas grandes alegrias que virão em 2006.&lt;/strong&gt; Pelos sofrimentos também. &lt;strong&gt;Pelas grandes conquistas, pelos grandes tombos. &lt;/strong&gt;Ele é o responsável por aquele papo bom com aquele alguém que conhecemos ao longo dele. &lt;strong&gt;Ele é o culpado por aquele amor que surgiu, por aquela mágoa que vai nos remoer até resolvermos perdoar, e ganharmos o céu com a sensação de consciência limpa e dever cumprido.&lt;/strong&gt; Ele é o cara responsável pelo tapinha nas costas no final do dia. &lt;strong&gt;Por aquele elogio do chefe, do amigo, da namorada, do namorado. &lt;/strong&gt;Ele é o responsável por aquela flor que está brilhando e colorindo aquela paisagem de cimento nos fundos de casa. &lt;strong&gt;Em algum dia dele, a semente caiu e germinou.&lt;/strong&gt; Ele é o responsável por aquela lembrança boa que temos. &lt;strong&gt;E por aquela nem tão boa que sempre nos vem.&lt;/strong&gt; E por causa dela, prometemos nunca mais fazer aquilo. &lt;strong&gt;Nunca.&lt;/strong&gt; Por causa das dificuldades vividas nele, decidimos recomeçar aquele curso. &lt;strong&gt;E no curso conhecemos ele, ou ela.&lt;/strong&gt; E namoramos e a deixamos. &lt;strong&gt;Ou o deixamos.&lt;/strong&gt; Ou casamos. &lt;strong&gt;Ou só ficamos e namoramos.&lt;/strong&gt; E foi ou será nossa companhia no reveillon que passou ou que virá. &lt;strong&gt;Ele é o cara que explica os propósitos, as promessas.&lt;/strong&gt; Por causa dele, somos capazes de achar que seremos melhores. &lt;strong&gt;Que arriscaremos mais.&lt;/strong&gt; Que deixaremos mais a vida nos levar. &lt;strong&gt;Por causa daquele alguém que perdemos, no ano que passou, só por isso, prometemos fazer de cada dia o último na vida de quem amamos.&lt;/strong&gt; Vou dizer eu te amo sempre que me der vontade, chegamos a prometer. &lt;strong&gt;Claro que passa.&lt;/strong&gt; Sempre passa. &lt;strong&gt;Mas é por causa dele que encantamos alguém quando lembramos que é preciso amar alguém como se não houvesse o amanhã.&lt;/strong&gt; E amamos mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amanhã não nos pertence. Concordo. Mas o ontem nos pertenceu e soubemos ou não aproveitá-lo da melhor forma. Por isso temos o hoje desse jeito. Incompleto ou feliz. Radiante ou magoado. Arrependido ou simplesmente de ressaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos resultados de nossas escolhas. Nossos dias serão o resultado do que escolhemos no feliz ano velho que passou. Li esses dias que sábio foi aquele que dividiu o tempo em fatias e nos deu a oportunidade de viver esse tempo onde tudo parece recomeço. Na virada do ano, tudo parece possível. Tudo é menos superficial e mais filosófico, digamos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tal fazer um reveillon a cada dia mal vivido? Que tal um reveillon a cada oportunidade perdida, a cada elogio recebido? A cada crítica? Que tal um balanço da vida a cada tempo? Para percebermos o sabor das coisas, as cores da vida. Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi de uma amiga uma mensagem que falou quase tudo. Desejo que a leiam e pensem em cada linha. Em cada linha da mensagem e em cada linha da vida que estamos escrevendo. Que ao final de cada parágrafo de nossa existência, possamos ter certeza que o próximo pode ser melhor. Com os acentos nos lugares certos, com as vírgulas nos tempos certos. Para dar o fôlego suficiente para quem vive, mas não mudar nunca o significado daquilo que acreditamos. Que os pontos também sejam conseqüência de decisões corretas de acabar por ali e recomeçar logo em seguida. Ou não. Para entendermos que regras de sintaxe ou de gramática foram inventadas para serem seguidas, ou não. Assim como as regras de nossa sociedade. Que muitas vezes parecem não se adaptar ao texto que queremos escrever e à personalidade do autor. Bom, decidam vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que todos os justos ideais se realizem sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Uzina continua em 2006. Com todo gáz que encontrar por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, a mensagem da qual falei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Hoje existem edifícios mais altos e estradas mais largas, porém temperamentos pequenos e pontos de vista mais estreitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastamos mais, porém desfrutamos menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos casas maiores, porém famílias menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos mais compromissos, porém menos tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos mais conhecimentos, porém menos discernimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos mais remédios, porém menos saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Multiplicamos nossos bens, porém reduzimos nossos valores humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos muito, amamos pouco e odiamos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos à Lua, porém temos problemas para atravessar a rua e conhecer nosso vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquistamos o espaço exterior, porém não o interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos dinheiro, porém menos moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de mais liberdade, porém de menos alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo de mais comida, porém menos vitaminas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias em que chegam dois salários em casa, porém aumentam os divórcios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias de casas mais lindas, porém de lares desfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, proponho que de hoje e para sempre,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não deixe nada "para uma ocasião especial", porque cada dia que você viver será uma ocasião especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure Deus... Conheça-O.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia mais. Sente na varanda e admire a paisagem sem se importar com as tempestades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passe mais tempo com sua família e com seus amigos. Coma sua comida preferida, visite os lugares que ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma sucessão de momentos para serem desfrutados, não apenas para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Use suas taças de cristal. Não guarde seu melhor perfume, é bom usá-lo cada vez que sentir vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As frases: "Um desses dias", "Algum dia", elimine-as de seu vocabulário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreva aquela carta que pensava escrever "um desses dias".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga a seus familiares e amigos o quanto os ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso não protele nada daquilo que somaria à sua vida sorrisos e alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia, hora e minuto são especiais... e você não sabe se será o último...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste final de ano, pense sobre isto… E um bom começo de mudança!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-113599821096933420?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/113599821096933420/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=113599821096933420&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113599821096933420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113599821096933420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/12/feliz-ano-velho.html' title='Feliz Ano Velho!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-113599811041570757</id><published>2005-12-30T18:56:00.000-08:00</published><updated>2005-12-30T19:13:32.383-08:00</updated><title type='text'>Retrospectiva 2005: os comentários da Uzina</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Ah, se todo mundo pode, eu também posso. Tudo que é coisa faz a sua retrospectiva no final do ano. Do Faustão ao Clube de Mães.&lt;br /&gt;No ano do primeiro aniversário da Uzina, chegou a minha vez tbm.&lt;br /&gt;Confira os comentários deixados no site. Dos mais legais aos mais... legais!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anônimo disse...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Divulgaste pouco hein, mas gostei da história do dedo queimado.&lt;br /&gt;Beijo :)&lt;br /&gt;Jac&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Este foi o primeiro comentário da Uzina. Super Jac.&lt;br /&gt;Sobre o texto “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/01/escrever-e-escrever.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escrever e escrever&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 13/01/2005&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anônimo disse...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Perfeito. Bem verdade isso.&lt;br /&gt;É por isso que eu prefiro a música, não precisa de barra de rolagem !!!&lt;br /&gt;Adicionado: CTRL+D&lt;br /&gt;Franco - &lt;a href="http://www.radiofonia.com.br"&gt;www.radiofonia.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o texto “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/01/leia-at-aqui_21.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia até aqui.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 21/01/2005&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rafael (daredevil_fa7@hotmail.com) disse...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nossa adorei o texto e gostaria de falar aos que nunca tiveram a oportunidade de ler o livro citado acima que devem o fazer imediatamente. Posso afirmar categoricamente que de todos os livros que li, dentre todos os estilos " in wester nicht neues" foi o melhor deles. SE ESTIVER PROCURANDO UMA BOA LEITURA COMPRE-O AGORA.... (não sou garoto propaganda, mas de fato o livro é fantástico)&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o texto “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/01/nada-de-novo-no-front.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nada de novo no front&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 28/01/2005&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jac disse...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Oi Ju... hoje olhando o jornal do meio dia estava pensando... quanta gente morre por dia, por noite. Tb me questiono sobre muitas coisas.. quem será o próximo? eu?&lt;br /&gt;beijo amigo&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o texto “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/02/onde-que-ns-estamos_18.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Onde é que nós estamos?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 18/02/2005&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Franco disse...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Juliano, tá show o texto ... mas o pior não é a morte do sumo sacerdote e pacificador mundial.&lt;br /&gt;O pior é que a morte dele acaba por encobrir e colocar em segundo plano as verdadeiras chacinas e barbáries contra a vida (guerra no iraque, extermínio no RJ, aumento de impostos no RS e outros que temporáriamente ficam esquecidos ...). A morte dele já é perda suficiente!&lt;br /&gt;Um abraço,&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005_04_03_uzina_archive.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre a morte do Papa João Paulo II&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;. Postado em 04/04/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;eduardo beilner disse...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;desculpe por ter te chamado de urubu; não que TU especificamente sejas urubu, ocorre que no meu modesto entendimento "ser urubu" é parte da atividade de jornalista e de outras tantas...nada pessoal, Alemão!&lt;br /&gt;um abraço,&lt;br /&gt;Um Futuro Sangue-Suga&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre alguma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005_04_03_uzina_archive.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fagulha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; postada em 04/04/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jacqueline Oliveira disse...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ju, sempre faço isso quando leio. Diversas vezes páro e fico tentando digerir o que li. Sei lá..&lt;br /&gt;e quero ler esse livro.&lt;br /&gt;PS: voltar pra Canoas, leva mais de meia hora?&lt;br /&gt;beijo&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o texto “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/04/oh-olga_17.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Oh, Olga.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 17/04/2005.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luciene disse...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E eu ainda assim prefiro sorrir a cerrar os dentes. A engolir o sorriso amarelo escrachado, rir àquele que despreza o quanto é simples ser feliz. E mesmo quando choro, eu ainda rio, que a dor é contraposto da verdadeira vontade de sorrir.&lt;br /&gt;E tenho dito: é melhor ser alegre do que ser triste.&lt;br /&gt;Abç.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o texto “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/08/alface.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alface&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 19/08/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jacqueline Oliveira disse...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;ai, nem me fala em alface..&lt;br /&gt;fazer dieta é fueda! Heheh&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o texto “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/08/alface.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alface&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 19/08/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Anônimo disse...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ok, OK, o probrema tá na pecinha !&lt;br /&gt;Então, já q a pecinha não está bem, é melhor que as pecinhas esclarecidas pensem bem e decidam pelas outras, para que não comprem e nem usem (sem autorização da PF)e nem deixem q roubem sua 'pecinha' assassina .&lt;br /&gt;Caro, Juliano, respeitosamente, vejo com teu excelente artigo, mais um bom motivo para dentro da razão e do bom senso lutarmos (sem estas armas) pela justiça e paz!&lt;br /&gt;Um abraço, pe roberto&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o texto “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/10/o-problema-est-na-pecinha.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O problema está na pecinha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 08/10/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo disse...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No meio da maré de spam, Juliano, é até animador saber que esse tem diversos toques de realidade, sem ser fantasioso. Espero que realmente seja verdadeiro e que novos elos surjam para essa corrente.&lt;br /&gt;Abraço.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre o texto “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/10/enc-corrente-do-bem-parte-2.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enc: A corrente do bem - parte 2&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 11/10/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Letícia disse...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Obrigada por publicar meu relato. Parece que já passou tanto tempo e muita gente já esqueceu de tudo que aconteceu mas, só para teres uma idéia, ainda há pessoas sem luz (para uma amiga minha a luz só retornou 3 dias atrás), sem contar outras privações. A vida demora pra voltar ao normal depois de algo tão extraordinário, e para alguns nunca voltará a ser o que era antes.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sobre a entrevista “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/11/entrevista-no-olho-do-wilma.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No olho do Wilma&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;”, de 11/11/2005&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-113599811041570757?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/113599811041570757/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=113599811041570757&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113599811041570757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113599811041570757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/12/retrospectiva-2005-os-comentrios-da.html' title='Retrospectiva 2005: os comentários da Uzina'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-113331614018521696</id><published>2005-11-29T18:02:00.000-08:00</published><updated>2005-11-29T18:02:20.253-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Grmio%20campeo%213.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:4px solid #006600; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/400/Grmio%20campeo%213.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;.:. Imortal Tricolor! .:.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-113331614018521696?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/113331614018521696/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=113331614018521696&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113331614018521696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113331614018521696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-113176776545451086</id><published>2005-11-11T19:43:00.000-08:00</published><updated>2005-11-15T10:25:05.736-08:00</updated><title type='text'>Entrevista: No olho do Wilma</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/American%20Woman.3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/200/American%20Woman.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"&lt;/span&gt;Tinha telhas de pé, fincadas na grama, pra tu teres uma idéia da velocidade que elas estavam. (...) O jardim ficou completamente destruído. Ficaram apenas o talo das flores, e todas as folhas foram arrancadas. Mas isso é o de menos, né?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Bom, acordei na madrugada de segunda-feira, às 7 da manhã (sim, pra mim isso é&lt;br /&gt;madrugada!), com chuva já. A casa já estava toda fechada, como tu já tinha visto&lt;br /&gt;no domingo que eu mostrei minha janela, lembra? Bom, como o meu despertador é a&lt;br /&gt;TV, acordei e já botei no Weather Channel... daí já fiquei meio assustada, pois&lt;br /&gt;o furacão já estava em terra e estava vindo em nossa direção!”&lt;/blockquote&gt;O relato acima foi enviado por e-mail para o Brasil por uma gaúcha que o meu amigo Gustavo me apresentou. Ela mora no sul do estado da Flórida, nos Estados Unidos. Sua cidade, West Palm Beach, foi escolhida pela natureza para estar exatamente no olho do furacão Wilma, que atingiu o país na manhã do dia 24 de outubro. Com duração de pouco mais de sete horas, ventos superiores a 200 km/h e intensidade registrada na categoria 3 da escala Saffir-Simpson, o furacão matou sete pessoas, causou enchentes e destruição e deixou milhões de pessoas sem energia elétrica. Letícia Gomes Kovalski, 19 anos, era uma dessas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Chegamos na loja pelas 7 horas da tarde (horário que devíamos estar em casa por&lt;br /&gt;causa do toque de recolher), mas conseguimos o último gerador a gasolina da&lt;br /&gt;loja. Achamos o gerador e meu irmão e meu pai ficaram sentados em cima da caixa,&lt;br /&gt;como cães de guarda, enquanto meu outro irmão ia buscar um carrinho. Enquanto&lt;br /&gt;ele buscava, um casal chegou na frente do meu irmão que estava com o gerador. O&lt;br /&gt;casal olhou para o meu irmão, olhou pro gerador, olhou pro meu irmão de novo,&lt;br /&gt;largou o carrinho e foi embora. Nós tínhamos conseguido o último gerador!” &lt;/blockquote&gt;Por e-mail, conversei com ela uns cinco dias depois da passagem do furacão para tentar ter idéia da forma como essa destrutiva reação da natureza influencia no dia-a-dia, nos hábitos e no comportamento dos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos, ao longo da entrevista, foram tiradas pela própria Letícia. São recortes da realidade vivida por ela, pela sua família e pelos outros tantos americanos naquela manhã. Sem montagens e sem manipulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Uzina:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#660000;"&gt;O que &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/Casa%20da%20Let??cia.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/200/Casa%20da%20Let%3F%3Fcia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;levou a tua família a se mudar do Brasil?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Letícia:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Minha mãe sempre quis morar fora do país. A princípio, ela queria morar na Alemanha, mas ela se inscreveu na loteria do Green Card, pois viu o anúncio na Zero Hora e fomos sorteados de cara. É claro que não "ganhamos" o Green Card (visto de residência permanente nos EUA), eles apenas nos deram a oportunidade de pagar pra obter o visto. Como eu tenho uma tia que mora aqui na Flórida (fazia 15 anos que ela morava aqui na época que nos mudamos pra cá), resolvemos tentar a vida na terra do Tio Sam e esse também foi o motivo por termos escolhido a Flórida, porque minha tia mora aqui e ficaria mais fácil pra ela nos dar uma mãozinha no início.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;Uzina:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#660000;"&gt;Como é o teu dia-a-dia? A chegada do Wilma alterou a tua rotina e da tua família?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Letícia:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;O furacão alterou a rotina de todos porque ficamos sem faculdade, sem trabalho, sem água, sem luz, sem mercado, sem nada! Mesmo o furacão só chegando na segunda, já não tínhamos aula desde sexta e o pessoal não trabalhou desde sábado (os americanos não conhecem fim de semana, na maioria dos lugares trabalham de segunda a segunda). Até hoje, muitos lugares estão sem luz, até mesmo supermercados e postos de gasolina, que no momento são extremamente requisitados.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; Como tu ficaste sabendo da chegada do furacão? Pela TV, jornal ou internet?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; Ficamos sabendo dos furacões pela internet e pela TV. Toda hora estão falando dos ventos aqui perto, que podem acabar formando um furacão. E como estamos na temporada de furacão, tá todo mundo de olho sempre. Mas quando o furacão está &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/Alguma%20coisa%20voando.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/200/Alguma%20coisa%20voando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;passando, ou já passou há pouco tempo, só resta escutar pelo rádio o que está acontecendo. Como a maioria das casas fica sem luz, os canais de TV "tomam conta" das estações de rádio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; Como é a preparação para a chegada do furacão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; A preparação começa com a casa. Temos que fechar todas as aberturas (janelas no caso). Algumas casas têm já instaladas proteções de furacão que são tipo uma sanfona que eles fecham (essas são as mais práticas e mais caras também). Outras casas têm as placas de alumínio, que têm que ser instaladas (parafusadas) manualmente. É bem trabalhoso pra botar e tirar e tem o perigo de estragar as buchas (o que aconteceu com a gente) e causar problemas quando o furacão passa. Ainda tem gente que prega placas de madeira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Ah, também somos recomendados a comprar suprimentos que dure uma semana, como: água potável, comida enlatada, pão, etc. Também é bom ter um gerador pra preservar a comida na geladeira e poder tomar banho quente (se tiver água), mas todo mundo deixa pra comprar depois que passa o furacão e daí já é muito difícil achar um. Aqui muita gente tem o que eles chamam de grill (uma churrasqueira portátil, mais ou menos), então tem como fazer comida quente nos primeiros dias, antes que estrague tudo. Normalmente, ficamos uns três dias depois que volta a água sem poder usá-la, temos ou que ferver ou usar a água que compramos. Mas o prefeito da cidade liga e nos avisa sobre isso. Algo muito útil também é um telefone que não precise ser ligado na luz. Muitas vezes a eletricidade cai, mas as linhas de telefone não, então é bom ter esse telefone caso as autoridades liguem pra nos atualizar no andamento do furacão e das providências que estão sendo tomadas depois da passagem dele.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/Cal??ada.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/200/Cal%3F%3Fada.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; Que t&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/??rvore.2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;ipo de recomendação vcs recebem do governo ou da polícia antes do furacão? Como é a assistência do governo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; Quando uma tempestade forte ou furacão está se aproximando, uma lista fica passando na parte inferior da tela da TV, e em alguns momentos a programação é cortada e aparece um aviso na tela (se o fundo do aviso é azul é apenas tempestade tropical, mas se for preto é mais séria a coisa). Neste aviso diz quais as zonas que serão afetadas e quais zonas de mais ricos que deverão evacuar. Há vários abrigos na cidade, e qualquer pessoa que sentir medo de ficar em casa pode ir para o abrigo, mas especialmente as pessoas em zonas de evacuação mandatória devem ir para abrigos em outras partes da cidade (nós nunca fomos para um desses, então não posso explicar como funcionam as coisas lá dentro). Depois que passa o furacão, o governo ajuda distribuindo comida, gelo e água em vários pontos das cidades. Algumas zonas chegam a ter pontos de distribuição funcionando já no dia depois do furacão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; Como funciona o toque de recolher?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; As pessoas são avisadas por telefone sobre o toque de recolher e ele depende do quanto a cidade foi atingida pelo furacão. Mas todas as cidades atingidas têm um toque de recolher, por alguns dias pelo menos, para que as pessoas não fiquem perambulando na rua e atrapalhando quem está trabalhando pra limpar e arrumar a cidade. Se alguém é pego na rua depois do toque de recolher é preso e tem que passar a noite na cadeira a não ser que esteja indo ou vindo do trabalh&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/Posto.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/200/Posto.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o. Mas quando tem o toque de recolher, por exemplo, às 8 PM, os poucos estabelecimentos abertos fecham no mínimo uma hora antes pra que os funcionários tenham tempo de chegar em casa antes do toque.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; Como foi a chegada do furacão? Tu acompanhaste pela TV? Qual a sensação e a mobilização dentro da casa?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; Nós tivemos sorte de ter luz uma boa parte do tempo. Acompanhamos o furacão pela TV e também pela filmadora que instalamos na porta da garagem da casa. Ela transmite a imagem pela TV tb. Depois faltou luz e nós não tínhamos mais como acompanhar o furacão. Tivemos que sentar e esperar ele passar. Tivemos alguns contratempos, o que tornou a situação bem mais difícil e assustadora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; Até onde sei, o momento que o vento pára na primeira vez é porque vc está no olho do furacão. É, ao mesmo tempo, um momento de alívio e de apreensão. Como é isso de saber que tudo pode começar a qualquer momento dnovo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; A única coisa boa de o olho ter passado por aqui foi que nós tivemos tempo de arrumar as coisas pra encarar a segunda parte do furacão. Mas, como todos diziam que a parede atrás do olho tem os ventos mais fortes (e, de fato tinha) nós ficamos na expectativa. Não havia muito o que fazer nem pra onde correr mais, então só o que podíamos fazer era esperar e rezar pra que ele não levasse a casa junto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; Quais os prejuízos na tua casa e na redondeza?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; Aqui em casa os únicos prejuízos foram o jardim, que praticamente não existe mais, e a janela do quarto da minha mãe, onde as placas de metal foram arrancadas. O que mais tem de estragos pela região são árvores caídas, postes de luz quebrados no mei&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/Transformador.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/200/Transformador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;o ou até em quatro partes, sinaleiras que já não existem mais e as que ainda estão no lugar, não funcionam mais. Também há cercas caídas e alguns prédios que desabaram (o do serviço da minha mãe foi um deles). Acho que o mais grave, mas já era esperado, foram as casas que eles chamam de mobile homes, que são de madeira e foram destruídas. Foi o mais trágico porque há muitas pessoas (gente de idade) que mora nessas casas porque são mais baratas. Essas pessoas não têm dinheiro, já tem muita idade e provavelmente o único dinheiro que tem usam para remédios (aqui os idosos vivem muito mais que no Brasil, e vivem sozinhos também, mas são todos muito doentes). Então eles não têm condições de comprar algo que sobreviva a um furacão e perdem tudo quando um passa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; Esse tipo de fenômeno da natureza acaba entrando no hábito das pessoas ou de certa forma tu sente vontade de voltar ao Brasil para não precisar passar por isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; Mesmo morando aqui nos EUA por quase cinco anos, esse foi o nosso segundo ano lidando com furacões. Ano passado foi algo incrível, não sabíamos o que fazer porque era novidade. Fugimos do primeiro, mas logo depois veio outro. Já não tínhamos mais disposição pra levantar acampamento novamente e ficamos. Acho que ano passado não nos surpreendemos tanto com isso porque os furacões que passaram pela Flórida não pegaram a nossa cidade de cara assim como o Wilma. Então os estragos foram poucos já que os ventos mais fortes não passaram por aqui. O Wilma veio de cara pra West Palm (o que não acontecia há 60 anos) e nos atingiu feio. É claro que toda essa destruição é comovente e causa muitos transtornos pra todos, mesmo pra quem não teve muito prejuízo com suas casas. O comércio fica abalado e isso afeta a todos. Mas eu não diria que voltaria para o Brasil por causa dos furacões (por outros motivos que não vêm ao caso talvez, mas não por isso). Acho que todo lugar tem seus problemas, mas temos que aprender a conviver com eles para poder usufruir das coisas boas que eles nos proporcionam. E talvez eu só diga isso porque ainda tenho uma casa para morar. Muita gente decide ir embora daqui depois de perder tudo para não passar por isso novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; Tu tinhas curiosidade em ver o olho do furacão. Conseguiu? Como é?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; Sim, eu tinha muita curiosidade em ver o olho do furacão. Sempre fui meio fascinada por furacões e tornados desde pequena. E vi o olho do furacão sim, só que não vi nada! É que na verdade não tinha o que ver, apenas parecia um dia nublado. O olho do furacão é muito extenso, então não tem como ver as paredes dele até porque quando a parede vai chegando mais perto o vento fica cada vez mais forte. Mas quando estamos no olho do furacão não tem chuva nem vento nenhum, é uma calmaria e depois ele vem com tudo de novo, isso se não vier ainda mais forte. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/1600/Cal??ad??o.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5105/729/200/Cal%3F%3Fad%3F%3Fo.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#660000;"&gt;&lt;strong&gt;Uzina:&lt;/strong&gt; As pessoas acabam ficando mais solidárias ou mais agressivas umas com as outras quando o que está em jogo é uma questão de sobrevivência?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;Letícia:&lt;/strong&gt; Eu até pensei que as pessoas fossem ficar mais agressivas, até mesmo desesperadas por conta da falta de luz, comida, água, gasolina e até mesmo casa para morar. Mas não fui testemunha de nenhum ato de agressividade. Muito pelo contrário. Muita gente que tem geradores grandes os divide com os vizinhos. Tem gente que liga para as rádios pedindo ajuda e logo liga outro dizendo que vai ir lá ajudar. As filas nos postos de gasolina e nos pontos de distribuição de comida são tremendamente longas, o que me levava a pensar que muita gente tentaria furar a fila. Mas até agora eu vi muito pouca gente furando, e quando furam os outros se botam neles e eles têm que ir pro fim da fila.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-113176776545451086?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/113176776545451086/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=113176776545451086&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113176776545451086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113176776545451086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/11/entrevista-no-olho-do-wilma.html' title='Entrevista: No olho do Wilma'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-113009032541835797</id><published>2005-10-23T10:27:00.000-07:00</published><updated>2005-10-23T11:14:10.340-07:00</updated><title type='text'>Somos campeões do SET Universitário da PUC-RS!</title><content type='html'>É isso mesmo. Para surpresa de todos nós, estudantes, produtores, locutores e redatores do programa &lt;strong&gt;1945 - O ano que não terminou&lt;/strong&gt;, o programa sagrou-se campeão do &lt;strong&gt;SET Universitário da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul&lt;/strong&gt;. Disputamos com universitários do Brasil inteiro e faturamos o prêmio máximo da categoria Reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns para nós colegas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um grande reconhecimento da comunidade acadêmica à excelente qualidade deste programa que relembra os 60 anos do fim da Segunda Grande Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parabéns Gustavo, Gabriela, Bina e Vanira. Obrigado professor Sérgio Endler pela supervisão e pelo apoio constante.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nosso agradecimento também ao Seu José Conrado, ao Seu Bertoldo, à Dona Wanda, à Dona Charlote, à Dona Jandira, ao cachorrinho que não cansa de latir ao fundo de uma entrevista, à banda de axé que impossibilitou tantas entrevistas no parque da Redenção e a todos os demais colaboradores.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Abaixo o trecho do encarte que apresenta o programa:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Seu José Conrado, Seu Bertoldo, Dona Wanda, Dona Charlote, Dona Jandira. Estes são personagens da 2ª Guerra Mundial que você não conhece. Ou melhor, não conhecia até então. Mesmo que os livros de história não dediquem uma linha sequer a eles, cada um é peça fundamental para que a barbárie do pior conflito que a humanidade já presenciou não seja esquecida. Só através da memória de pessoas como estas é possível medir a insanidade das guerras e continuar lutando para que elas não mais existam.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos3.blogger.com/img/135/2769/1024/Capa%20CD.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/SET11.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos3.blogger.com/img/135/2769/1024/SET2.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-113009032541835797?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/113009032541835797/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=113009032541835797&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113009032541835797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/113009032541835797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/somos-campees-do-set-universitrio-da.html' title='Somos campeões do SET Universitário da PUC-RS!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112995390850677204</id><published>2005-10-21T20:52:00.000-07:00</published><updated>2005-10-21T21:08:58.716-07:00</updated><title type='text'>A Uzina já sabia!</title><content type='html'>&lt;img src = "http://photos3.blogger.com/img/135/2769/1024/Datafolha1.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112995390850677204?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112995390850677204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112995390850677204&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112995390850677204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112995390850677204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/uzina-j-sabia.html' title='A Uzina já sabia!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112977526727369645</id><published>2005-10-19T19:23:00.000-07:00</published><updated>2005-10-19T19:58:47.236-07:00</updated><title type='text'>Resultado parcial aponta vitória do NÃO na Uzina</title><content type='html'>&lt;strong&gt;75% dos 32 votos&lt;/strong&gt; registrados até o momento são &lt;strong&gt;contra a proibição&lt;/strong&gt; de vendas de armas de fogo e munição no país. O resultado da Uzina se refletirá nas urnas neste domingo? E vc, já tem a sua opinião?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://photos3.blogger.com/img/135/2769/1024/Enquete21.jpg" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112977526727369645?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112977526727369645/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112977526727369645&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112977526727369645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112977526727369645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/resultado-parcial-aponta-vitria-do-no.html' title='Resultado parcial aponta vitória do NÃO na Uzina'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112908927733901741</id><published>2005-10-11T20:35:00.000-07:00</published><updated>2005-10-11T21:32:25.970-07:00</updated><title type='text'>Enc: A corrente do bem - parte 2</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Aos milhões e milhões de apreciadores da Uzina: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;A Corrente do Bem tem o seu primeiro depoimento exclusivo. Uma colega de serviço leu a mensagem que postei aqui no dia 9 de outubro e lembrou-se de uma bela história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Vejam:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou te contar uma história que se passou comigo, que sempre relembro quando vejo trechos desse filme ou simplesmente ouço "corrente do bem":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhei durante 5 anos em uma consultoria de RH em SP. Haviam grandes chances de eu ser efetivada, mas eu sentia -- embora não tivessem me verbalizado isso -- que isso dependeria de meu desempenho em um trabalho de 5S (pré-Qualidade Total) que eu sugeri em reimplantar na empresa. Pra isso, uma consultora dessa empresa, psicóloga, se prontificou a me ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me esqueci dela. Ela já tinha seus 15 anos pra mais de experiência e eu nem formada era, mas durante todo o nosso trabalho ela sempre me tratou de igual pra igual. Foi uma das primeiras pessoas que acreditou no meu potencial. Lembro até hoje de cada passo do nosso trabalho pela forma profissional (e ao mesmo tempo sensível, como mestre) que ela me tratava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui efetivada. Fizemos um trabalho muito bonito, até em um deles eu estou vestida "de palhaça" pra fazer um trabalho lúdico, qualquer dia te mostro a foto. Quando eu perguntei pra ela como poderia agradecer, ela me disse: "no início da minha carreira uma psicóloga também me ajudou muito. Fiz a mesma pergunta, e ela me respondeu que a melhor forma de agradecer seria ajudando outra pessoa, da mesma forma como foi ajudada; que ela ficaria muito gratificada se eu fizesse a mesma coisa por outra pessoa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim toco até hoje minha vida profissional. Fico muito feliz que outras colegas daqui sejam frutos dessa corrente. E não pára por aí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega! Vou trabalhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Se você já foi um elo da Corrente do Bem, conte pra Uzina tbm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Não, não é Spam. Encaminhe essa Corrente sem medo de entupir a caixa de ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112908927733901741?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112908927733901741/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112908927733901741&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112908927733901741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112908927733901741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/enc-corrente-do-bem-parte-2.html' title='Enc: A corrente do bem - parte 2'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112900590214163956</id><published>2005-10-10T21:45:00.000-07:00</published><updated>2005-10-10T21:45:02.150-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/sem%20ttulo.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/sem%20ttulo.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Leia abaixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112900590214163956?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112900590214163956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112900590214163956&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112900590214163956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112900590214163956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/leia-abaixo.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112891109298284518</id><published>2005-10-09T19:19:00.000-07:00</published><updated>2005-10-09T19:34:20.973-07:00</updated><title type='text'>Encaminhem esta corrente</title><content type='html'>&lt;span style="color:#336666;"&gt;“Sei lá, as pessoas têm muito &lt;strong&gt;medo&lt;/strong&gt; de pensar que as coisas podem &lt;strong&gt;mudar&lt;/strong&gt;. O mundo não é feito somente de &lt;strong&gt;merda&lt;/strong&gt;. Mas é difícil para quem se &lt;strong&gt;acostumou&lt;/strong&gt; com as coisas como elas são. Mesmo que sejam ruins... é difícil mudar. Então as pessoas &lt;strong&gt;desistem&lt;/strong&gt;. Quando isso acontece, todo &lt;strong&gt;mundo&lt;/strong&gt; sai perdendo.&lt;br /&gt;É difícil, não dá pra planejar.&lt;br /&gt;Você precisa &lt;strong&gt;observar&lt;/strong&gt; mais as pessoas. Ficar de olho nelas e &lt;strong&gt;protegê-las&lt;/strong&gt;. Nem sempre a gente sabe o que precisa. É a grande chance de &lt;strong&gt;concertar&lt;/strong&gt; uma coisa que não seja sua bicicleta. Dá pra ‘concertar’ uma &lt;strong&gt;pessoa&lt;/strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Trevor McKinney, personagem de Hely Joel Osment, em &lt;em&gt;A Corrente do Bem&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma boa reflexão para um &lt;strong&gt;início&lt;/strong&gt; de semana. Ou para um início de &lt;strong&gt;dia&lt;/strong&gt;. Ou para qualquer &lt;strong&gt;hora&lt;/strong&gt;. Para qualquer &lt;strong&gt;um&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um menino da 7ª série tem a idéia de fazer o bem a três pessoas e pedir para que cada uma faça algo de bom para pelo menos outras três, e passar adiante. Na visão do guri, essa era a forma de fazer o mundo &lt;strong&gt;mudar&lt;/strong&gt; para melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é muito bom, mas a idéia não é tão original assim. Lembro de alguma coisa parecida... um tipo de corrente do bem também... não lembro de onde... da época da &lt;strong&gt;catequese&lt;/strong&gt;, eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#336666;"&gt;Bom, boa semana a todos. E façamos o &lt;strong&gt;bem&lt;/strong&gt; a pelo menos &lt;strong&gt;alguém&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112891109298284518?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112891109298284518/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112891109298284518&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112891109298284518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112891109298284518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/encaminhem-esta-corrente.html' title='Encaminhem esta corrente'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112880222582796936</id><published>2005-10-08T13:10:00.000-07:00</published><updated>2005-10-08T13:10:25.826-07:00</updated><title type='text'>A crônica de dia nenhum</title><content type='html'>Dois pontos. Começa aqui uma crônica sem pretensão. Alguma coisa que o próprio autor desconhece como deveria começar e como, de fato, merece acabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio como o dia. Que começa com um abafado sinal sonoro saído de algum despertador. Ou do celular. Um ruído que começa tomar forma assim que o corpo retorna do sono profundo e volta a escutar. Ou quando os dedos se agilizam pra sentir com mais intensidade cada tecla e acabam formando um monte de letras assim todas juntas uma idéia bem nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se sabe quando começa o dia e o que sei quando começo essa crônica é que o final é sabido. Isso, nos dois sentidos. Sabemos quanto tempo dura um dia e eu sei que esta crônica não vai passar desta folha. E sabido também porque sempre um final sabe das coisas. Sabe do dia vivido e sabe das linhas escritas. Cada pausa do dia para retomar o fôlego. Cada pausa do texto para retomar a inspiração. Convencionaram chamar de inspiração a vontade sempre presente de não desistir, de voltar a cada vírgula e recomeçar. Mas recomeçar com estilo. Querendo dizer algo. Com o vigor de uma frase nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou com a vitalidade de um novo parágrafo. Que começa como começa o dia depois do almoço. De barriga cheia de comida saudável ou com meia folha cheia de palavras insípidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada hora que passa ou cada tecla que afunda pra logo retomar sua forma original é preencher um branco nunca antes ocupado. O imprevisível do dia é temido para muitos dos que esperam seus doentes, é festejado por outros que esperam o apito final para comemorar ou é ignorado por outros tantos que repetem a cada inspiração a mesma coisa. O impresso na página é tão inesperado quanto o da tarde que acabou de passar na frase anterior. Esse branco ali em cima que se foi nunca antes fora substituído da forma como este autor escolheu. Uma vez ocupado na vida, esse branco não tem volta. Uma vez ocupado na folha, esse branco não te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A surpresa de cada dia. De cada crônica. O repentino quando se acha que está tudo sobre controle. Nenhum dia é igual ao que se foi. Um dia não é igual a nada. Nem é parecido com coisa alguma. Nem com uma crônica. Nem. Aqui você pode, sim, apagar e começ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apagar e começar tudo de novo em outro lugar e terminar assim, sem dar nenhum esplicação disso que passou. Nem do erro de concordância, nem do erro de ortografia. Tão pouco da falta de rima rica ou de problema de acentuação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112880222582796936?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112880222582796936/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112880222582796936&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112880222582796936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112880222582796936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/crnica-de-dia-nenhum.html' title='A crônica de dia nenhum'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112880212699992812</id><published>2005-10-08T13:08:00.000-07:00</published><updated>2005-10-08T13:08:47.000-07:00</updated><title type='text'>O problema está na pecinha</title><content type='html'>Instalou-se esses dias mais uma polêmica no futebol. No gaúcho, dessa vez. Levantaram a hipótese de proibir a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol. Isso porque ele, o álcool, seria o agente de descontrole de muitos torcedores. Causador de brigas, vandalismo e pancadaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a legalidade da arma está em discussão. Duas fortes frentes parlamentares disputam hoje a opinião da sociedade brasileira para aprovar ou não o 35º artigo da Lei do Desarmamento. Com a aprovação – a vitória do sim, o número 2 – fica proibida a venda de armas e munição no país. Quem tem arma em casa, fica com ela. Mas logo, logo não poderá mais repor os projéteis vencidos que guarda na gaveta. Ou sei lá aonde. Os que defendem o sim dizem que as mortes por brigas e desentendimentos diminuirão em grande número. Crimes passionais e em reação em assaltos também serão reduzidos. Nem de pizza se fala mais. A arma de fogo é a principal personagem desse país que nos enche de orgulho a cada horário comercial ou propaganda política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este texto aqui é um protesto em defesa do álcool e da arma de fogo. Um protesto em nome da sensatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos olhar bem de perto pro nosso povo. Pros nossos miseráveis, pros nossos analfabetos, pros nossos famintos. A questão é tomar vergonha na cara e admitir que temos um país único. Chega de comparações ridículas com a realidade de países desenvolvidos da América no Norte ou da Europa. Lá, sim, proíbam as armas. Tirem todas das ruas e nada mudará. O índice de homicídios continuará o mesmo. Perto do zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do Brasil, definitivamente, não são as armas. E o problema nas brigas em estádio não é o álcool. A grande revelação vem agora. Atenção. São as pessoas. Óóóóóó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema está na pecinha. Lembram da brincadeira? Sempre quando alguma coisa no computador não dava certo, brincávamos dizendo que o problema era na pecinha instalada na frente do monitor, sentada na cadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobe o morro, mano. Dão dois pau por mês pra traficá. Os playboy do asfalto são tudo cliente bão. Rua, eu já disse. Você está despedido. Sei lá o que você vai fazer com os seus filhos. Eu já disse, rua. Meu filho não vai pra aula, não, moço. Precisa trabalhar pra ajudar em casa. A coisa não tá fácil. O pai deles perdeu o emprego outro dia e gasta tudo em cachaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema está na pecinha. A obviedade agora. Dois pontos. A arma sozinha não mata ninguém. O álcool sozinho não atropela e não passa o sinal fechado. Estão pondo a culpa no cara errado, estou avisando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E adianta? Quando teremos um país de políticos menos corruptos e mais preocupados com investimento em educação? Quando entenderemos que enfiar a criançada toda na escola não é o mesmo que qualificar o ensino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem nas pessoas. As pessoas fazem um país. Só as pessoas podem alimentar nossa esperança num Brasil melhor. As leis de nada adiantam se não temos pessoas para cumpri-las. Proíbam o álcool e os bagunceiros farão a concentração em casa e irão para o jogo preparados para a fuzarca. Proíbam as armas e aumentará a entrada de fuzis AR-15 pela porosa fronteira brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vontade é não votar em nada dia 23 de outubro. Por não acreditar nessa farsa. Desvirtuam o problema e sempre jogam a solução pra debaixo do tapete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô paisinho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112880212699992812?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112880212699992812/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112880212699992812&amp;isPopup=true' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112880212699992812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112880212699992812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/o-problema-est-na-pecinha.html' title='O problema está na pecinha'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112880207799272565</id><published>2005-10-08T13:07:00.000-07:00</published><updated>2005-10-08T13:07:57.993-07:00</updated><title type='text'>O Juca está em crise</title><content type='html'>Juca se admirou. Viu o e-mail que retornara inesperadamente e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas semanas, Juca tinha sido apresentado pra Márcia. Uma vizinha da prima de uma colega de faculdade sua. Não que o Juca tivesse visto a Márcia. Mas ouviu tanto falar dela que parecia que já a conhecia há duas semanas, pelo menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Márcia era uma pessoa bem bacana, contava a Melina. A Melina é a colega de faculdade do Juca que sonha em aproximar o Juca da Márcia.  A Márcia trabalha, estuda, é bem legal e, melhor Juca, a Márcia é tri bonita. Gosta de sair, de dançar, dizia a Melina. Ah, Juca, ela tem tudo a ver contigo. Era o que mais ela dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O e-mail da tal da Márcia. Era tudo o que o Juca precisava. Mas como? A Melina não queria dar. Dizia, calma Juca. Ela tem o teu e-mail. Ela é que tem que te mandar alguma coisa. Assim eu combinei com ela. Calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia de amanhã, estava lá. Desenho do envelope fechado, assunto em negrito: o e-mail da Márcia. O Juca enfim acreditou. A Márcia existe e tem o meu e-mail. Ligou o som, ajeitou-se na cadeira e com dois cliques estava cara a cara com a guria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi. Eu sou a Márcia, dizia o e-mail. Tudo bem Juca? O Juca fez que sim. A Melina fala muito de ti, mas eu preciso te conhecer para comprovar. O Juca juntou as mãos e as pôs entre as pernas. Nervoso. Bom final de semana, Juca. Um beijo, Márcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca ficou meia hora na frente do e-mail em branco para responder. Disse sim, vamos combinar alguma coisa gata. Não, gata não. Guria. Pior. Vamos combinar alguma coisa Márcia. Um abraço. Não. Um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saiu contar pra Melina. A Melina disse que ótimo, disse tudo Juca. Ela vai te responder logo. Talvez demore um pouco por causa da internet dela. Disse que tá um caos. Cai toda hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era desculpa, pensou certo o Juca. A Márcia já tinha falado com a Melina que não gostou do meu sim, vamos combinar alguma coisa. Pouco decidido. Devia ter escolhido logo um lugar. Bosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto da semana o Juca não comentou mais nada com a Melina. Falou de outras gurias. Queria despistar. Não te apega Juca, dizia pra ele mesmo. Não te apega. A Melina também não dizia nada. O que reforçava ainda mais a tese do Juca. Tinha se queimado no primeiro e-mail. Nem tinha sido no primeiro encontro. Imagina se tivesse rolado. Que fiasco. Nem foi. Foi no primeiro e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado de manhã, o Juca conectou rápido. Só pra baixar os e-mails. Um da biblioteca, outro de besteiras, um da Melina e um da Márcia. Da Márcia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juca se admirou. Viu o e-mail que retornara inesperadamente e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa Juca, minha internet tá uma bosta. Nossa, a Márcia é tri, ela fala bosta. Cai toda hora, não consigo nem mandar os e-mails. Claro que sim, vamos combinar o lugar. Como passou a semana? Um beijo, Márcia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi boa a minha semana Márcia. Foi tanta correria na faculdade quem nem ia conseguir te responder mesmo. Nem esquenta não ter mandando, isso acontece. Podemos nos ver na praça Dom Feliciano, amanhã, às 14h? Um beijo, Juca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu? Eu te disse. Vai dar certo Juca, dizia a Melina. Vocês vão ficar junto. Ela já respondeu? Não, disse o Juca. E faz três dias já. Calma, guri. Ela não disse que a internet tava uma droga? Uma bosta ela falou. Isso, bosta. Então, espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca esperou. Não tocou mais no assunto durante duas semanas. A Melina perguntou uma vez só. Na corrida. Nem ouviu a resposta do Juca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mês e nada. Dois. Três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em crise. O quê, Juca? Eu e a Márcia. Como assim? Estamos em crise. Li na internet que isso é bastante comum nos relacionamentos virtuais. Quando um dos dois teclantes não responde depois de um mês, chamam isso de crise. Como aquelas de antigamente, sabe? Ái, Juca, sério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério. Estamos em crise. Crise do terceiro e-mail.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112880207799272565?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112880207799272565/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112880207799272565&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112880207799272565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112880207799272565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/o-juca-est-em-crise.html' title='O Juca está em crise'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112880204036773090</id><published>2005-10-08T13:01:00.000-07:00</published><updated>2005-10-08T13:13:01.166-07:00</updated><title type='text'>Jornalismo boca suja e debochado</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;“Na história de Veja, foram muitas as reportagens que alcançaram repercussão&lt;br /&gt;internacional. Entre elas, estão as que detonaram a crise política ora em curso.&lt;br /&gt;Na semana passada, a revista voltou a ser destaque na imprensa internacional.&lt;br /&gt;(...) A reportagem sobre a máfia do apito, da editora Thaís Oyama e do repórter&lt;br /&gt;André Rizek, ganhou o mundo por meio da internet, da televisão e das páginas de&lt;br /&gt;publicações importantes da América do Sul, Ásia, Europa e dos Estados Unidos.” &lt;/blockquote&gt;Grande coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só o que se fala nas aulas de jornalismo ultimamente quando tocamos no assunto. A Veja deu um baita furo e é a capa que mais vende nas bancas há bastante tempo. Grande coisa. Faz um péssimo jornalismo. Talvez o pior da história de vida de muitos colegas meus. Quase todos nascidos na década de 80, eu sei. Não é muito tempo. Mas tem a sua relevância, sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos, estou indignado com a crise política. E como a Veja e outros tantos, sou partidário do não na votação da proibição das armas e munição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia ser um prato cheio, então. Mas isso não me fez ficar feliz com o que a Veja faz. Para a Academia, é um retrocesso esse tipo de jornalismo. Não são matérias de revista. Não são textos que deveriam traçar um panorama da semana, revelando fatos, apontando suspeitos e deixando a conclusão para o leitor. Isso não acontece. Decididamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Entre tantas perguntas ao vento levantadas pelo estouro da quadrilha de&lt;br /&gt;petistas que assaltava o Estado, é reconfortante saber que pelo menos para uma&lt;br /&gt;delas existe resposta: por que a crise política não detona a economia e o Brasil&lt;br /&gt;parece funcionar até melhor enquanto os políticos estão preocupados apenas em&lt;br /&gt;manter a cabeça sobre o pescoço?” Página 58 de Veja, de 14 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) o deslumbramento de alguns de seus (do PT) principais&lt;br /&gt;representantes, que, diante do banquete do poder, lançaram-se sobre os pratos&lt;br /&gt;como porcos magros.” Página 69 de Veja, de 14 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;São exemplos da abordagem da crise política publicadas pela Veja. Sem aspas. É um texto da matéria da revista. Isso mesmo. Quadrilha de petistas e porcos magros. Quase tudo se confirma na conversa de bar, quando se joga papo fora. Sei que sim. Mas não é coisa que se diga. Não assim. Isso é jornalismo boca suja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A pergunta que será feita no referendo das armas é um disparate. Ela ilude o&lt;br /&gt;leitor. É uma trapaça, pois, mesmo que o sim vença por larga margem, (...)”&lt;br /&gt;Página 77 de Veja, de 5 de outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O povo não pode ser exposto ao&lt;br /&gt;ridículo.” Página 78 de Veja, também de 5 de outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O desastre é que&lt;br /&gt;o referendo do dia 23 não será um passo na direção dessa utopia. Se vencer o&lt;br /&gt;sim, ele apenas vai desequilibrar ainda mais o balanço de forças entre as&lt;br /&gt;pessoas comuns e os bandidos – a favor dos bandidos.” Página 80 de Veja, também&lt;br /&gt;de 5 de outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(O referendo) é mais uma oportunidade perdida.” Página&lt;br /&gt;80 de Veja, também de 5 de outubro.&lt;/blockquote&gt;A Veja se declarou logo de cara. Coisa que pode até ser considerada como uma atitude honesta da revista. Ela é contra a proibição de armas e munição. Mas ela é debochada também. O texto é muito mais que um texto com posição. É um texto que ironiza a questão e rebaixa o nível da discussão para os fundos da cozinha. Com gente assim não dá pra conversar, diriam uns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais o leitor brasileiro precisa de informação. Isenta, objetiva e imparcial. No mínimo, tentativas de realizar isso devem existir. Mas a Veja não quer o desafio. Prefere logo mostrar a cara. E virar um grande e respeitado caderno de opinião jornalística.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112880204036773090?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112880204036773090/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112880204036773090&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112880204036773090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112880204036773090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/10/jornalismo-boca-suja-e-debochado.html' title='Jornalismo boca suja e debochado'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112640568040894026</id><published>2005-09-10T19:28:00.000-07:00</published><updated>2005-09-10T19:28:00.420-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/Delbio.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/Delbio.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Delubio estah em Porto Alegre. Que coisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112640568040894026?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112640568040894026/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112640568040894026&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112640568040894026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112640568040894026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/09/delubio-estah-em-porto-alegre.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112451256347654304</id><published>2005-08-19T21:35:00.000-07:00</published><updated>2005-08-20T12:28:09.426-07:00</updated><title type='text'>Alface</title><content type='html'>A memória é bem visual daquilo que fazíamos. Alguém puxava-me pelo braço. Apertávamo-nos todos. Um gritava que não dava, não tinha posto perfume. Outros riam disso. Quando o silêncio enfim era conseguido (mesmo sem saber a razão de desejá-lo), outro pedia se podia ir ao banheiro. Assim, do nada. Outros tantos riam. Uns riam muito, inclusive. Diziam que parecia coisa do Chaves. Apertávamo-nos mais um pouco e lembro do Bacon solicitando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Digam alface.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risada de uns e de outros, abafadas pelo consentimento: todos diziam alface e forçavam o sorriso até disparar o flash. E repetir o flash, uma ou duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto ficava sempre bem bonita, sorridente. Aquilo de dizer alface, como nós fazíamos, fazia o registro daquela cena parecer-se bem com o que realmente as pessoas sentiam. Sim, porque eram todos momentos felizes. Ou CLJ em Viamão, ou festa de 15 anos, ou aniversário de algum. Ou qualquer coisa lá bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E todos diziam alface por isso. Para não restar dúvida, eu acho. Porque não pode restar dúvida, pode? Todos devem parecer-se felizes. Sempre. Porque sorrir faz bem, faz bem à pele, ao coração, à saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não se queira. Mesmo que não se possa. É preciso sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o mundo corre e jura que agrada alguém. Alguém que sorri quando queria mesmo era chorar ou sorri quando preferia mesmo era gritar. Mas o mundo continua a correr e a financiar nossos minutos, a burocratizar nossas relações e a copiar nossos dias, enquanto sorrimos a todos pra pensarem que está tudo bem. Porque o sorriso esconde o choro, esconde o grito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior de tudo: esconde o sorriso de quem hoje cruzou por você no caminho de casa e só queria sorrir. Assim, de verdade. Mostrando todos os dentes e fazendo brilhar o olhos. Sem precisar iludir a sinceridade ou repetir as sílabas do alface.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não, não é uma visão pessimista do mundo, nem do meu mundo. Até porque não se pode ter uma impressão verdadeira disso. Ou você sabe exatamente o que se passa lá fora? Ou você sabe exatamente o que se sente aí dentro, aqui dentro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tempos que há ferrugem nos sorrisos e há muito tempo que não se sabe de verdade o que é um sorriso de verdade. Ou não. Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ah, uma dica legal: assistam Whisky, dos diretores uruguaios Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll. Ganhador do Kikito de melhor filme latino no Fetival de Cinema de Gramado/RS, ano passado.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112451256347654304?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112451256347654304/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112451256347654304&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451256347654304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451256347654304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/08/alface.html' title='Alface'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112451243579900185</id><published>2005-08-19T21:32:00.000-07:00</published><updated>2005-08-19T21:33:55.800-07:00</updated><title type='text'>Pau de Galinheiro/DF</title><content type='html'>Eu já tinha escrito essa introdução umas duas semanas atrás. Mas com a velocidade com que os fatos surgem lá na capital, tudo desvaloriza tão rápido. Melhor, valoriza. Saímos de 3 mil e já estamos em quanto mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me preocupo com a forma que essa história será contada pela História. Como nossos filhos e netos verão o mensalão e que tipo de julgamento farão sobre a pizza que comemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição de domingo (30/07) do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, refresca a memória com um fato bem positivo do desfecho da corrupção na Itália, em 1992:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:: A falta que Mãos Limpas fazem&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 1992, ano em que o ex-presidente Fernando Collor de Mello foi envolvido em escândalo de corrupção e deixou o poder, na Itália a Operação Mãos Limpas desvendou esquema de fraude nas campanhas eleitorais. Passados 13 anos, mais de mil pessoas foram presas naquele país e 3,5 mil processadas, sendo 120 parlamentares e quatro ministros de diferentes partidos. No Brasil, as investigações feitas no mesmo período não levaram ninguém à prisão. Depois de oito anos amargando o ostracismo, Collor recuperou os direitos políticos que havia perdido e ainda voltou ao cenário eleitoral para concorrer ao governo de Alagoas, dez anos após o impeachment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual crise política que o Brasil atravessa fez ressurgir a idéia de que operação semelhante à que ocorreu há mais de uma década na Itália é a forma de estancar a corrupção. Na primeira semana de junho, o presidente Lula defendeu a medida em seu programa semanal de rádio, 'Café com o presidente': 'Gostaria que um dia o Brasil atingisse o nível da Itália com a Operação Mãos Limpas. Se depender do meu esforço pessoal, vamos mostrar à sociedade brasileira que é possível acabar com a corrupção', discursou Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos que levaram a promotoria italiana a desencadear a Operação Mãos Limpas são muito parecidos com os que ocorrem hoje no país: o caixa 2 nas campanhas eleitorais e o posterior favorecimento às empresas doadoras de recursos aos candidatos. A crise na Itália estourou quando Mario Chiesa, influente filiado do Partido Socialista, foi flagrado recebendo o equivalente a cerca de 1 milhão de euros de uma empresa de serviços de limpeza para garantir renovação de contrato. Chiesa presidia megacomplexo público que prestava serviços hospitalares, de orfanato e asilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preso e expulso pelo presidente do Partido Socialista, Bettino Craxi, Chiesa resolveu delatar partidos e políticos envolvidos no esquema, como acabou fazendo, recentemente, o deputado federal Roberto Jefferson, do PTB. Ficou comprovado que Bettino era um dos articuladores das irregularidades. Para não ser preso, refugiou-se em sua casa de praia, na Tunísia, onde veio a falecer. Entre os envolvidos está também o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi. Ele é réu em processo de fraude eleitoral, mas conseguiu, quando assumiu o poder, aprovar lei suspendendo o processo criminal enquanto estiver no cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquema político acabou ganhando proporções gigantescas. A promotoria italiana resolveu intervir. Antônio di Pietro, do Ministério Público de Milão, começou as investigações que chegaram a empresários, dirigentes de estatais, administradores públicos e juízes. Além do caixa 2 e de favorecimentos a empresas, houve constatação da venda de sentenças e o envolvimento de integrantes do Judiciário no ato de burlar a lei eleitoral e o Código Penal para favorecer as infrações.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112451243579900185?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112451243579900185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112451243579900185&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451243579900185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451243579900185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/08/pau-de-galinheirodf.html' title='Pau de Galinheiro/DF'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112451231330520507</id><published>2005-08-19T21:31:00.000-07:00</published><updated>2005-08-22T20:38:11.390-07:00</updated><title type='text'>Só com o Juca mesmo</title><content type='html'>Juca não acreditava. Não entendia porque tinha dito aquilo. “Eu até já vi”. A frase ressoava na sua cabeça quando chegou no quarto. Tirou a roupa de festa sem entender e sem acreditar no circo que tinha armado. Com aquela simples frase. Sem pretensão. Sem intenção alguma. Meu Deus, ela não vai nem dormir essa noite. “Eu até já vi.” Pra quê dizer aquilo? Ela deve estar na festa ainda. Triste por eu ter ido embora, mas feliz com a futuro brilhante que virá logo, logo. Tudo por causa daquela bendita frase infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu explico. Voltemos no tempo uns quinze ou dezesseis anos. Juca estava na pré-escola ou na primeira série. Não lembra bem. A época de se vestir de Sasá Mutema e de dançarino de lambada, subir no palco da escola e assistir a parentada dar risada e aplaudir. Mas Juca, como todas as crianças normais não dava bola. Achava o troço legal até. E depois, se todos os amigos também faziam, não tinha nada de mal entrar no clima e dar o melhor de si. Nessa época, os pais se aproveitam. Compram bombacha, fazem bigode de canetinha. Enfiam um chapéu de caipira, pintam o dente de preto e elogiam tanto a criança até ela se convencer que está arrasando. Pro Juca era pior. A mãe é que fazia as roupas para as apresentações. A de lambada foi uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas aí de se apresentar, puseram a Graziela como par do Juca. Ah, praquê: amor à primeira vista. Na certa. Ela tinha uns olhos bonitos e fazia o tipo certo pro Juca que não tinha idade pra ter noção nenhuma do que é um tipo certo. Mas era a garota para o Juca. Graziela... Graziela... Com muito custo, Juca comentou até em casa do seu amor platônico. Graziela era o nome dela. Bem estudiosa. Como o Juca. Fazia todos os temas. Como o Juca. Se sujeitava às apresentações de Tertúlia e Festa Junina. Como o Juca. E era o par do Juca naquela apresentação de lambada. Está tudo registrado nas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graziela... Graziela... As outras gurias todas viravam guris. Juca só tinha olhos pra tal da Graziela. Isso durou uns dois anos. E acabou. Juca foi estudar à tarde e Graziela ficou de manhã. A Jerusa era da turma da Graziela de manhã. O Juca lembra de ter ouvido falar da Graziela pela mãe da Jerusa algumas vezes. Ou não? Bom, o certo é que a Graziela morreu pro Juca. Nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Jerusa. O Juca tinha se criado com a Jerusa. Eram como irmãos quase. Ela era filha de uma grande amiga da mãe do Juca. Amiga de tomar chimarrão quase todo dia, trocar segredos de tricô ou duma boa macarronada de massa caseira. É daí que o Juca conhece a Jerusa. Mas nunca rolou nada. Até hoje a mãe do Juca e a mãe da Jerusa são amigas e nunca aconteceu nada. O Juca brinca que sente pela Jerusa a mesma atração que sente pela sua irmã de sangue. Ou seja, nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que o Juca cresceu. Começou a trabalhar, a estudar e a namorar. Às vezes, quando a mãe da Jerusa visita a mãe do Juca, leva a filhinha da Jerusa pra brincar lá. O Juca gosta muito. Brinca de escrever histórias, de tirar foto e de pintar. A Jerusa o Juca vê muito pouco. Sabe só que ela está bem adiantava na faculdade e que logo, logo receberá o convite da formatura da Jerusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solenidade de Colação de Grau do curso de Biologia. O convite tinha um envelope azul escuro e o adesivo era um brasão que devia ser o símbolo do curso. Dentro, a temática era de espaço. Estrelas ao fundo e mensagem todas tiradas de letras de música. Bem bonito. Estava ali, em cima do microondas, quando a mãe do Juca contou que tinham sido convidados. Formatura da Jerusa. Como o tempo passa Deus do céu, pensou o Juca. Já é a formatura da Jerusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram umas setenta gurias e um cara se formando. Viver e não ter a vergonha de ser feliz e Carruagem de Fogo repetiram umas vinte e quatro vezes até chegar a vez da Jerusa. Ela recebeu o tal do chapéu e o grau de licenciada em Biologia ao som da música tema da novela Rainha da Sucata. O Juca não vai lembrar da letra. Associou com a novela pra não esquecer mas não vai lembrar. A formatura durou umas duas horas e depois foram todos para um clube na mesma cidade para a janta e o baile.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca ainda balança a cabeça inconformado quando lembra da cena e do que disse. Não, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim. Umas semanas depois do Juca ter terminado o namoro, a mãe da Jerusa comentou com a mãe do Juca que a Graziela, aqueeela Graziela, continuava amiga da Jerusa e que estava solteira também. Deu um jeito de fazer a mãe do Juca entender que havia um certo interesse da Graziela pelo Juca. O Juca ficou sabendo e deu de ombros. Graziela? Que Graziela? Sim, lembrava. Mas não dava a mínima. Já a tinha visto depois de grande. Mas não dava a mínima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham todos terminado de jantar, a banda tocava músicas de dançar a dois. A Jerusa dançava com o namorado e o Juca tava de pé, do lado da mesa, bem longe da pista de dança. Onde tava mais iluminado. Batia o pé no ritmo da melodia e deixava o corpo cair ora prum lado, ora para outro. O Juca chegou a comentar com a irmã que aqueeela Graziela tava na festa. E que ele sabia do plano da mãe da Jerusa. Temia o que detestava. Que criassem uma situação para ele falar com a Graziela. O Juca detestava aquela velha e nojenta historinha de tentar arrumar caso pros outros. E a mãe da Jerusa era bem capaz disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou a música. A banda começou a tocar New York, New York. O Juca viu a mãe da Jerusa vir em sua direção, de braços estendidos, ensaiando um convite para dançar. Nem passou pela cabeça do Juca o plano diabólico. Capaz que o Juca ia negar o convite. Adorava a mãe da Jerusa e ia ser uma forma de começar a aproveitar a noite. Deram umas boas rizadas. A irmã do Juca tirou umas fotos da cena. O Juca não era nenhum pé de valça, mas se virava. Um pro lado e outro pro outro. Até que aconteceu o inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–- Eu não sabia que tu tinhas terminado o namoro. -– a mãe da Jerusa comentou bem alto no ouvido do Juca, enquanto dançavam.&lt;br /&gt;-- É, faz umas duas semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu um tempo. O Juca tava achando bem divertido dançar com a mãe da Jerusa. Olhou para a banda a cantar. Cantou um pouco também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Acha que tem volta? –- perguntou a mãe da Jerusa.&lt;br /&gt;-- Num sei. Acho que não... –- disse o Juca, avançando o lábio inferior pra frente, pra dar impressão que não tinha bem certeza do que dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca não percebeu a intenção da mãe da Jerusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Mas não é tão ruim. Se não era pra ser é melhor acabar logo, né? Tá certo. -– comentou ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca fez que concordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Afinal, tem tantas por aí. -– continuou ela, olhando para o Juca por cima da armação dos óculos. -– Tem taaantas por aí. -– e repetiu o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desastre foi quando Juca quis concordar com a mãe da Jerusa mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Eu sei, eu sei. Tem tantas. Eu até já vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até já vi. A reação da mãe da Jerusa foi imediata. O Juca tinha só querido dizer que já tinha visto ao longo da semana e nas saídas por aí que tinham tantas solteiras e que não havia motivo para se desesperar depois de ter terminado o namoro. Só isso. Mas para a mãe da Jerusa foi muito mais do que isso que o Juca quis dizer. Pra mãe da Jerusa, ele quis dizer que tava cuidando a Graziela desde o momento que ela chegou na festa e que estava só esperando esse momento para pedir uma mãozinha para a mãe da Jerusa. Alguém precisa ajudar o Juca a reconquistar o amor, perdido há mais de quinze anos. E para a mãe da Jerusa esse alguém era ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- É mesmo, Juca, quem sabe não é hora de relembrar o passado...? –- emendou a mãe da Jerusa, quando a banda dava os últimos acordes da música do Frank Sinatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela frase ressoava na cabeça do Juca. “Eu até já vi.” Merda, não era isso que queria dizer. Não era isso. Ela entendeu tudo errado, tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a desculpa de ter de ir ao banheiro, o Juca voltou pro seu lugar e recusou o convite da Jerusa de ficar para dançar. Ali, percebeu que o plano estava todo montado. Maquiavélico. Voltou pro seu lugar e começou a mapear o tamanho da confusão que criou. Uma reação em cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe da Jerusa teria voltado pro seu lugar e contado a grande notícia: o Juca não vê a hora de reencontrar a Graziela. A essa hora a Jerusa já sabia, a Graziela já sabia e, pior: os pais da Graziela, presentes na festa, também já sabiam. Os futuros sogros, digamos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus. Era só o que o Juca pensava com os braços cruzados olhando para dançantes. Meus Deus, o que foi que eu fiz. O que foi que eu disse pra mãe da Jerusa. Por que fui dizer aquilo? Tá na cara que ela ia pensar isso. Óbvio. Até o Juca ia pensar isso se tivesse ouvido a tal frase dele mesmo. Era quase uma declaração de amor enrustida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã e o cunhado do Juca não eram muito de dançar. Já tavam afim de ir embora. O Juca também tava bem afim de ir embora agora. A pedido do Juca, deram mais um tempo. Meia hora depois resolveram ir cumprimentar a mãe da Jerusa e a Jerusa e ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca só pensava no que a Graziela ia pensar dele indo embora. Assim, depois de tudo aquilo. Que cena. E a Jerusa? Não ia deixar o Juca ir embora. Seria o fracasso do plano que dera tão certo até ali. “Que se explodam também. Vou embora e pronto.” -- pensava o Juca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Tchau. -– disse o Juca, enquanto completava os três beijinhos no rosto da mãe da Jerusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe da Jerusa sorria triunfante. O Juca não entendeu bem, mas pareceu que ela tinha feito um sinal de positivo. Como dizendo que estava tudo acertado com a Graziela. Com o olhar, a mãe da Jerusa disse que era uma pena que o Juca estava indo embora, mas que mais cedo ou mais tarde, ele enfim reencontraria seu amor de infância. E isso era tão lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca via a Graziela em volta da Jerusa se movimentando. As duas riam. Dançavam juntas. O Juca acha que a Jerusa dizia: “Viu, amiga, eu te disse que eu ia conseguir.” E a Graziela dizia: “Ai, amiga, será mesmo?” E davam rizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cara da Jerusa quando viu que o Juca ia embora. Nem precisa explicar. Ficou tão puta que nem veio cumprimentar. Pegou o namorado e saiu dançando pista afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã do Juca foi atrás e a cumprimentou e se despediu. O Juca ficou esperando que a Jerusa viesse ou que olhasse. Não veio. E não olhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Juca virou as costas e foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Essa menina não vai nem dormir essa noite, meu Deus do céu. O que foi que eu fiz? -– falou o Juca, antes de entrar no estacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juca não acreditava. Não entendia porque tinha dito aquilo. Eu até já vi. A frase retumbava na sua cabeça quando chegou no quarto. Tirou a roupa de festa sem entender e sem acreditar no circo que tinha armado. Com aquela simples frase. Sem pretensão. Sem intenção alguma. Eu até já vi. Pra quê dizer aquilo? Ela deve estar na festa ainda. Triste por eu ter ido embora, mas feliz com o futuro brilhante que virá logo, logo. Certamente. Tudo por causa daquela bendita frase infeliz. E explicar isso agora. Que saco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112451231330520507?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112451231330520507/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112451231330520507&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451231330520507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451231330520507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/08/s-com-o-juca-mesmo_19.html' title='Só com o Juca mesmo'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112451220254756147</id><published>2005-08-19T21:30:00.000-07:00</published><updated>2005-08-19T21:30:02.556-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/topogigio1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/topogigio1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem lembra?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112451220254756147?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112451220254756147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112451220254756147&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451220254756147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451220254756147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/08/quem-lembra_19.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112451218311334566</id><published>2005-08-19T21:29:00.000-07:00</published><updated>2005-08-19T21:29:43.116-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/topogigioS1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/topogigioS1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem reconhece?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112451218311334566?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112451218311334566/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112451218311334566&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451218311334566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451218311334566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/08/quem-reconhece_19.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112451127539885037</id><published>2005-08-19T21:12:00.000-07:00</published><updated>2005-08-19T21:14:35.403-07:00</updated><title type='text'>A última poesia</title><content type='html'>Foi na noite que a vida encanou todinha&lt;br /&gt;Naquele lugar&lt;br /&gt;E os pés esquentavam aos poucos lá longe&lt;br /&gt;E a ponta do nariz gelava aos poucos ali perto&lt;br /&gt;Que lembrou da ausência&lt;br /&gt;E a dor chegou&lt;br /&gt;E foi tanta que transbordou&lt;br /&gt;E vazou&lt;br /&gt;Gotas que foram longas&lt;br /&gt;Que correram dali&lt;br /&gt;Num caminho úmido&lt;br /&gt;Até desaparecerem entre a malha&lt;br /&gt;Do blusão&lt;br /&gt;E se foi&lt;br /&gt;Naquele lugar&lt;br /&gt;Foi na noite que a vida encanou todinha&lt;br /&gt;E se foi&lt;br /&gt;Naquele lugar&lt;br /&gt;Só quando o sono chegou&lt;br /&gt;E encontrou um corpo&lt;br /&gt;De pés quentes&lt;br /&gt;Nariz gelado&lt;br /&gt;E o blusão, apesar de aquecido,&lt;br /&gt;Molhado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112451127539885037?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112451127539885037/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112451127539885037&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451127539885037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112451127539885037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/08/ltima-poesia.html' title='A última poesia'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112174351420262381</id><published>2005-07-18T20:25:00.000-07:00</published><updated>2005-07-18T20:25:14.230-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/640/Iraque1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/320/Iraque2.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A velha maxima ja diz: nessa hora vemos que nossa vida nao vale nada. So uma pergunta nao quer calar: por que a vida de um iraquiano vale tao menos que a de um londrino?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112174351420262381?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112174351420262381/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112174351420262381&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112174351420262381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112174351420262381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/07/velha-maxima-ja-diz-nessa-hora-vemos.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112035688636618331</id><published>2005-07-02T19:14:00.000-07:00</published><updated>2005-07-02T19:14:46.373-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/640/Saudade%211.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/320/Saudade%211.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que saudade dessa cena. De tudo. Da epoca, do dia, do lugar, do carro, da lua. Do som daquela gargalhada linda e da sensacao daquele sorriso tao dela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112035688636618331?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112035688636618331/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112035688636618331&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035688636618331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035688636618331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/07/que-saudade-dessa-cena_112035688636618331.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112035573170763859</id><published>2005-07-02T18:45:00.000-07:00</published><updated>2005-07-02T19:01:50.783-07:00</updated><title type='text'>Errei</title><content type='html'>Cabe aqui um &lt;em&gt;mea-culpa&lt;/em&gt;. Está errado o nome da &lt;strong&gt;Seção: Encaminhados que valem à pena&lt;/strong&gt;, que enviei pelo Uzineiro 009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo Dicionário Aurélio, o correto seria &lt;strong&gt;valem a pena&lt;/strong&gt;. Assim, sem crase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&gt;&gt; Vale a pena:&lt;br /&gt;1. Merecer o sacrifício ou o trabalho que&lt;br /&gt;custa&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A &lt;strong&gt;Seção: Encaminhados que valem a pena&lt;/strong&gt; foi publicada com dois textos:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- &lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/07/enc-esta-para-os-amantes-da-lngua.html"&gt;Um&lt;/a&gt; traz uma bela história erótica, escrita em português explícito.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- E o &lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/07/enc-saudade.html"&gt;outro&lt;/a&gt;, uma mensagem sobre amiz... que não é água com açúcar!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112035573170763859?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112035573170763859/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112035573170763859&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035573170763859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035573170763859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/07/errei.html' title='Errei'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112035227462650801</id><published>2005-07-02T17:49:00.000-07:00</published><updated>2005-07-02T18:08:23.946-07:00</updated><title type='text'>Fagulhas...</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;“Saio com as mãos limpas e a cabeça erguida. Com a certeza de que não me arrependo de nada que fiz.” &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Zé Dirceu, ao deixar o comando da Casa Civil.&lt;br /&gt;Mas é exatamente pelo que o senhor não fez, que estás saindo. Ah, não. Se a até a retórica eles perderem, o que será de nossa política?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;“A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo.”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;O que te parece isso?&lt;br /&gt;Pros egocêntricos, isso deve soar extremamente prazeiroso. Pros humildes, simplesmente despresível. Pros corruptos, sinceramente, uma safadesa. Pra mim, absolutamente desafiador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Se você acha que a educação custa caro, tente a ignorância.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;De Barek Bok. Fundamental pra essa época de rematrículas e refacadas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;“É só mijá de pé que ela tá traçando.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Essa eu ouvi voltando da universidade. Assim, do nada, alguma comentou da amiga. Estamos em 2005. Essa é uma boa pra recortar, guardar e ir acompanhando a revolução (ou evolução?) do sexo feminino.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Barrichello achou péssimo e criticou a equipe por privilegiar o alemão.&lt;br /&gt;‘Eu estava acelerando máximo que podia até o ponto que eles falaram para reduzir o giro. É um brasileirinho contra o mundo muito grande’, criticou Rubinho.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Barrichelo sobre o GP dos Estados Unidos. Jornal Nacional do dia 20/06.&lt;br /&gt;É assim é? Finalmente ouvimos do Rubinho o que já sabíamos há horas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;"Vc quer emprestada a fita...? Mas é fita de vídeo, vc tem vídeo?"&lt;br /&gt;"Sim, eu sou o cara. Lá em casa nós não temos só DVD. Temos DVD e cachorro-quente."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Na dança do idioma falado, às vezes tropeçamos, nos enganamos e trocamos as palavras. Neste caso, um substantivo composto por outro.&lt;br /&gt;Era aniversário de um amigo. Eu tomava vinho. E o amigo do hot dog, refri. Não pareceu. A frase foi seguida de silêncio. E de gargalhadas. Muito bom! Coisa de sábado de noite! Que cena!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112035227462650801?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112035227462650801/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112035227462650801&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035227462650801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035227462650801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/07/fagulhas.html' title='Fagulhas...'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112035178395088002</id><published>2005-07-02T17:45:00.000-07:00</published><updated>2005-07-02T17:49:43.950-07:00</updated><title type='text'>Enc: Saudade...</title><content type='html'>Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe... nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens... Aí os dias vão passar, meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia nossos filhos verão aquelas fotografia e se perguntarão: quem são aquelas pessoas? Diremos... que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito.Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado. E nos perderemos no tempo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades seja a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;Indicação original do e-mail que recebi:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não sei se o texto abaixo é realmente do Fernando Pessoa, mas é válido&lt;br /&gt;para a reflexão.&lt;br /&gt;Recebi de um amigo.&lt;br /&gt;E espero que aqueles que recebam de&lt;br /&gt;mim, reflitam melhor sobre seus amigos e sobre a importância que eles têm.&lt;br /&gt;Importância que pode estar sendo esquecida.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112035178395088002?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112035178395088002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112035178395088002&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035178395088002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035178395088002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/07/enc-saudade.html' title='Enc: Saudade...'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-112035151152236468</id><published>2005-07-02T17:37:00.000-07:00</published><updated>2005-07-02T17:45:11.536-07:00</updated><title type='text'>Enc: Esta é para os amantes da língua portuguesa</title><content type='html'>Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.&lt;br /&gt;O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula, ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O substantivo, vendo que depois dessa poderia se transformar num artigo indefinido, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Indicação original do e-mail que recebi:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esta é para os amantes da Língua&lt;br /&gt;Portuguesa.Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras da UFPE&lt;br /&gt;(Universidade Federal de Pernambuco - Recife),que obteve vitória em um concurso&lt;br /&gt;interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática&lt;br /&gt;Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-112035151152236468?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/112035151152236468/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=112035151152236468&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035151152236468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/112035151152236468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/07/enc-esta-para-os-amantes-da-lngua.html' title='Enc: Esta é para os amantes da língua portuguesa'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111912357279491002</id><published>2005-06-18T12:37:00.000-07:00</published><updated>2005-06-25T21:51:06.813-07:00</updated><title type='text'>Extra! Uzina entrevistada</title><content type='html'>Um desses dias atrás teve um toque de inusitado. Uma colega do curso de jornalismo da Unisinos me ligou e pediu se eu aceitava dar um depoimento sobre a Uzina. Eu? Sobre o quê? Isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que falei sobre este blog foi publicada no boletim &lt;a href="http://www.unisinos.br/ihu_online/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;amp;amp;id=47&amp;Itemid=137&amp;amp;menu_ativo=active_menu_sub&amp;marcador=137"&gt;Instituto Humanitas Unisinos - IHU &lt;/a&gt;junto com outros tantos colegas da universidade na edição 145 (da semana entre os dias 13 e 20), cujo tema de capa era &lt;a href="http://www.unisinos.br/ihu_online/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;id=49&amp;amp;Itemid=139&amp;menu_ativo=active_menu_sub&amp;amp;marcador=139"&gt;Weblogs: narrativas do eu e novas experiências de informação&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Uzina está na página 8 do IHU. &lt;a href="http://www.unisinos.br/ihu/boletim/edicoes/boletim00145.pdf"&gt;Clica aqui&lt;/a&gt; para conferir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111912357279491002?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111912357279491002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111912357279491002&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111912357279491002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111912357279491002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/06/extra-uzina-entrevistada.html' title='Extra! Uzina entrevistada'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111912310602681103</id><published>2005-06-18T12:30:00.000-07:00</published><updated>2005-06-19T19:30:47.380-07:00</updated><title type='text'>Um Kaiser nas Nações Unidas</title><content type='html'>&lt;img height="300" src="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/273820.jpg" border="5" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Kaiser Konrad&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara é uma reunião de coisas incomuns. A começar pelo nome: Kaiser Konrad. O primeiro, quer dizer imperador e o outro, conselheiro audacioso. Vira as noites de sexta-feira acompanhando o corpo de bombeiros de Porto Alegre, fotografando acidentes, incêndios e situações inusitadas. O Iraque é lugar onde ele gostaria de estar nesse momento. Tendo como sonho a carreira de correspondente de guerra, o país é quase a sua ilha paradisíaca. E pra completar, agora veio com uns papos de que esses dias tornou-se o primeiro estudante de jornalismo do Brasil a conhecer a Antártida. Pior que ele confirma tudo na entrevista aí embaixo.&lt;br /&gt;Entre as comunidades das quais participa no Orkut estão “fotógrafos aéreos”, “eu amo jornalismo”, “exército brasileiro”, “falem mal, mas falem de mim”, “correspondentes internacionais” e “belas sim! fúteis não!”. O entrevistado desta edição tem qualidades “que vão desde a força de um general à oratória de um político, da cultura de um artista ao humanismo e racionalidade de um filósofo”. Se pra modesto ele não serve, na boa, dá pra chamá-lo de um camarada verdadeiro. Bacana pra se conversar sobre tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Kaiser é a terceira geração de vizinhos que habitam a casa ao lado de onde moro, na rua Nações Unidas. É um pouco estranho. Ele é meu vizinho, mas não mora ali. A casa é uma espécie de casa de campo da família. Não pelas vacas, nem pelo açude. Não tem nada disso. É que eles vêm muito de vez em quando, se reúnem para um churrasco, pra tomar um chimarrão no fim do dia e pra cortar a grama. Lembro dos papos que tínhamos há muito tempo, quase sempre na véspera de ano-novo. Quase sempre, falávamos de coisas meio malucas, que inclusive acho que ele não me autoriza a contar aqui. O cara ficou barbudo e os papos amadureceram também. Foi numa dessas conversas, de pé, no ônibus que nos leva de Canoas à capital, que o Kaiser me falou da ida à Antártida. Disse da expectativa e da grana que estava juntando para arcar com algumas despesas, como alimentação e roupas, que parecem ser baratas lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, na volta da viagem, resolvi entrevistá-lo, por e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Quem estava junto contigo lá?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Eu acompanhava uma comitiva composta por Oficiais-Generais, cientistas e parlamentares brasileiros.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Narcisista de certa forma, pois como sempre digo: “se não me vender bem quem&lt;br /&gt;irá me comprar?”. É bom saber que possuímos certas qualidades.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; O objetivo da viagem?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Realizar uma reportagem sobre a importância da presença brasileira no continente gelado.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; O objetivo da FAB era?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Realizar o transporte de carga e pessoal necessários à manutenção e visitação da Estação Antártica Comandante Ferraz, treinar a tripulação em pouso no gelo e efetuar lançamento de carga aérea sobre a estação brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Quem é o Kaiser? Narcisista mesmo?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;O Kaiser é um jovem de 21 anos que mora em Canoas. Uma pessoa séria mas ao mesmo tempo brincalhona, estudante de jornalismo da Unisinos, é repórter do site Defesanet e repórter fotográfico do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre. Amante de aventuras, principalmente se têm riscos. Almeja se tornar um correspondente de guerra. Narcisista de certa forma, pois como sempre digo: “se não me vender bem quem irá me comprar?”. É bom saber que possuímos certas qualidades.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Para me preparar, li muitas reportagens, livros e estudei mapas para&lt;br /&gt;garantir que nada iria passar despercebido.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; O que está lendo agora?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Estou com uma pilha de mais de 70 livros que ainda não tive tempo pra ler. Atualmente, estou lendo Minha Vida, a autobiografia de Bill Clinton; Boa Vida e Guerras Alheias – do Fidalgo Mr. Pyle e o Pêndulo de Foucault. Sempre leio mais de um livro ao mesmo tempo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; O que sabia do lugar pra onde estava indo, antes da viagem? Fez a típica pesquisa como se preparasse pra uma entrevista? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Apesar de ter realizado muito turismo, o propósito da viagem era profissional. Então tive que me preparar, estudar a história e a geografia dos lugares para os quais estava indo. Eu deveria saber exatamente onde estava, quando e o que ia fazer lá. Eu não poderia perder tempo. Nessas viagens tudo acontece muito rápido e a oportunidade é única. Para me preparar, li muitas reportagens, livros e estudei mapas para garantir que nada iria passar despercebido. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Fui o primeiro aluno de jornalismo do país a pisar no gelo. Isso foi uma&lt;br /&gt;honra para mim, apesar de estar integrando a comitiva não como um estudante, mas já como um profissional.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Que história é essa de primeiro estudante de jornalismo a pisar no solo gelado?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Somente estudantes das áreas físicas e biológicas vão à Antártida, pois lá existe um ambiente propício à realização de pesquisas científicas. Fui o primeiro aluno de jornalismo do país a pisar no gelo. Isso foi uma honra para mim, apesar de estar integrando a comitiva não como um estudante, mas já como um profissional.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Como descreve a experiência?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Poder dizer que estive na Antártida, perto do Pólo Sul, num ambiente quase lunar, inóspito, gelado e distante, integrando uma comitiva de autoridades brasileiras torna essa viagem uma experiência inesquecível.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Estar só, num ambiente perigoso, ter que correr atrás das informações, procurar&lt;br /&gt;fontes, falar em outra língua, tudo isso agregou uma experiência ímpar à minha&lt;br /&gt;profissão.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Foi apresentado a algum bichinho exótico?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Na Antártida não vi animais, nenhum pingüim, pois eles só vêm no verão. Lá na Patagônia, pude conhecer os famosos Guanacos (Lhamas), belos animais.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Tirou algum proveito pra profissão?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Com certeza. Essa foi minha primeira cobertura internacional. O reconhecimento de que meu trabalho tem importância para o governo (Ministério da Defesa). Estar só, num ambiente perigoso, ter que correr atrás das informações, procurar fontes, falar em outra língua, tudo isso agregou uma experiência ímpar à minha profissão.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; E a matéria?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Agora em julho estarei publicando no site &lt;a href="http://www.defesanet.com.br/"&gt;Defesanet&lt;/a&gt; a reportagem sobre a viagem. O ponto central dela será a importância da presença brasileira no continente gelado, aspectos estratégicos, políticos e científicos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Que que rola de papo nas viagens?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Se fala de tudo. Cada um conta suas aventuras, o motivo pelo qual está fazendo aquela viagem, por onde passou. A gente sempre sai sabendo alguma coisa nova. Essa troca de experiências é muito positiva no jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Famoso profissional de la prensa brasileña, então?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Era nossa última noite no Chile e resolvemos sair para uma festa. Estávamos lá curtindo a música e apreciando um bom vinho chileno quando o locutor leu um bilhete dizendo que um dos mais famosos “periodistas brasileños” estava ali e naquela data fazia aniversário. Como presente gostaria de dançar salsa com uma “tica” chilena. Fiquei completamente constrangido na hora, pois fui pego de surpresa, mas não deixei por menos e encarei a brincadeira com ótimo espírito, nunca tinha dançado salsa antes. Foi bem legal. Quem tinha aprontado comigo foi um Capitão de Mar e Guerra da Marinha (coronel). Gente finíssima. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Não consigo ficar parado em um lugar e gosto de fazer matérias que tenham&lt;br /&gt;uma dose de risco.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Como vcs se deslocavam por lá e como se alimentavam?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Estávamos baseados em Punta Arenas, às margens do Estreito de Magalhães. Nossos deslocamentos era realizados em ônibus e depois locamos uma van para ter maior mobilidade na região. Para a Antártida, fomos com um Hércules C-130 da FAB.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Quantos rolos de filme?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Fiz dez rolos de 36 poses cada. As belezas eram tantas que eu estava sempre &lt;a href="http://fotolog.terra.com.br/kaiserkonrad"&gt;clicando&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; Como foi ter perdido o maior furo jornalístico da carreira que não começou?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Uma nevasca atingiu os Andes, deixando isolado um batalhão inteiro do exército chileno. Lá só se falava nisso. Havia um estado de comoção nacional. Eu não poderia imaginar que essa notícia sairia do Chile e fosse correr o mundo todo. Eu era o único repórter brasileiro na região. Tinha a possibilidade de realizar uma cobertura in loco para a imprensa brasileira, mas só fui saber que aqui se falava sobre a tragédia quando retornei. Que infelicidade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; A mãe, sobreviveu à viagem? (conta a história)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Casualmente, quando aconteceu a tragédia com os militares chilenos, eu iria fazer um segundo vôo à Antártida, cancelado devido ao mau tempo na região. Meus pais sabiam todo o meu programa de viagem, então quando viram na TV que uma tragédia tinha acontecido naquela região, ficaram muito preocupados comigo. E para piorar as coisas, fiquei dois dias sem me comunicar com o Brasil. Imagina então como a mamãe ficou?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uzina&lt;/strong&gt; As viagens do Kaiser páram por aí? O teu negócio mesmo é viver trancado numa redação que eu sei....&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kaiser&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Toda a minha formação acadêmica é voltada a ser um correspondente de guerra. Não consigo ficar parado em um lugar e gosto de fazer matérias que tenham uma dose de risco. Minha próxima viagem, ainda sem data, deve ser ao Haiti para realizar uma reportagem sobre a missão de paz brasileira naquele país.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://uzina.blogspot.com/2005/06/o-kaiser-partiu-da-base-aerea-de_18.html"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt; para conhecer o itinerário do Kaiser na viagem e ver algumas fotos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111912310602681103?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111912310602681103/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111912310602681103&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111912310602681103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111912310602681103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/06/um-kaiser-nas-naes-unidas_18.html' title='Um Kaiser nas Nações Unidas'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111912252049607932</id><published>2005-06-18T12:22:00.001-07:00</published><updated>2005-06-19T19:43:49.373-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Kaiser partiu da Base Aerea de Canoas (RS) no dia 15 de maio com destino a Pelotas (RS). De Pelotas, foi ate Punta Arenas, na provincia de Magalhanes, sul do Chile. Depois foi de Punta Arenas a Ilha do Rei George, no Arquipelago das Shetlands do Sul, na Antartida. Retornou a Punta Arenas, de onde partiu para Torres Del Paine, atravessando uma parte da Patagonia, cruzando por varias cidades, entre elas Puerto Natales. De volta a Punta Arenas, retornou a Pelotas dia 21 de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/262.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/262.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/18.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/18.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/19.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/19.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/231.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #ffffff 2px solid; BORDER-TOP: #ffffff 2px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #ffffff 2px solid; BORDER-BOTTOM: #ffffff 2px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/231.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111912252049607932?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111912252049607932/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111912252049607932&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111912252049607932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111912252049607932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/06/o-kaiser-partiu-da-base-aerea-de_18.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111912210354070615</id><published>2005-06-18T12:14:00.000-07:00</published><updated>2005-06-18T12:15:03.543-07:00</updated><title type='text'>Ponto.</title><content type='html'>Dois pontos: nascemos. Chega o primeiro dia de irmos à escola. Aprendemos a ler, a escrever, a somar, a subtrair. Pedro Álvares Cabral e Tiradentes. Os anos passam. Aprendemos como ler melhor, escrever melhor. Somar e subtrair de outras formas. E mais e mais gente. E mais e mais datas descobrimos. Chegamos à faculdade. Nos formamos na faculdade. E o problema persiste. Não sabemos pontuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é tão simples como vislumbrar o final, falar mais algumas coisas e pôr um ponto aqui. Nem tão simples como separar duas idéias diferentes. Essa. Daquela. Nem somente uma parada mais drástica que a vírgula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais do que isso. É mais do que simplesmente um conjunto de regras que ensinam a pôr o ponto no lugar certo, aqui. Por exemplo. É a variável associada à segurança e a confiança da qual nos abastecemos ao longo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida passa, se desenrola e dificilmente quando chegamos na metade dela sabemos, de fato, onde pôr o ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi de uma amiga, a seguinte frase, por e-mail: “deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim. Sem nenhum ponto. O e-mail mostrava diversas maneiras de pontuá-la, de forma que ela passasse a dizer coisas completamente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um e-mail-alerta para a importância do ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A frase era pra ser um a espécie de testamento. A pessoa morreu antes de pontuá-la. Dizia o e-mail que se o padeiro tivesse a oportunidade de pôr os pontos, faria com que a sua conta fosse toda paga, nada sobrando à irmã, nem ao sobrinho, nem aos pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim: “Deixo meus bens à minha irmã? Não. A meu sobrinho? Jamais. Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, tudo depende de onde colocamos o ponto. Tanto no Português. Esses dias, à tarde, falava com um amigo sobre essa coisa de pôr pontos nas coisas da vida. Como na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil sabermos exatamente quando é a hora de pontuar, mostrar que estamos certos, que dali não passamos. É brabo também escolher a hora de só pôr uma vírgula e continuar tocando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que a vida é feita de opções. Escolhemos tudo na vida e ela é o resultado das escolhas que fazemos. É mesmo. Mas de uma opção à outra, existem os pontos. Escolhemos o local de cada ponto. Substituímos vírgulas por pontos a todo momento e vamos sentindo, ao longo da vida, e pagamos pelos pontos que pomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais natural é uma certa covardia. Melhor, uma certa insegurança. A frase começa, as coisas acontecem, gostando ou não, deixamos de botar o ponto, mesmo quando temos a certeza de que ele deveria estar ali. Tem vezes que a certeza não vem. Mas era o momento do ponto. E não pusemos. Vírgulas e vírgulas. Falta ar muitas vezes. E o ponto não vem. Entra segunda e sai sexta e o ponto não vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro da professora de Português, ofegante, lendo um texto meu, lá numa das primeiras séries. Estava fingindo, claro. Mas se fez ofegante para dizer que faltava pontos nas minhas frases, no meu texto. “Ái, falta ar pra ler teu texto, Juliano. Tens que pôr pontos, senão não dá pra ler”, advertia a ssora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão não dá pra ler. Senão não dá pra ler. Aquilo ficou ecoando em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber o lugar certo pra pôr os pontos da frase. Da vida. Será mesmo que decidimos onde serão postos os pontos de nossa vida? Colocamos os pontos sob nosso próprio julgamento ou os colocam por nós?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O referencial para os pontos no Português, está bem atrás de mim. Deve ter uns trinta anos já, o coitado. Chama-se MiniGramática da Língua Portuguesa. O autor é Domingos Paschoal Cegalla. Ensina a pôr os pontos nas frases. E na vida, qual o referencial que temos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos séculos, pensadores de todos os tipos devem ter divagado sobre o uso dos pontos na vida. Com base no quê tomamos as decisões. São racionais ou emocionais. Acertamos ou erramos. Fomos fracos ou decisivos. Arrogantes ou medrosos. Destemidos ou acanhados. Éticos ou inconseqüentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses tempos pós-modernos, achamos solução fácil pra tudo. Ou fingimos que a solução encontrada resolve nosso problema. Tipo eu agora, olho para o teclado, procuro com sono e com pressa o M... a vírgula... está aqui, o ponto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111912210354070615?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111912210354070615/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111912210354070615&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111912210354070615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111912210354070615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/06/ponto_18.html' title='Ponto.'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111552261438915252</id><published>2005-05-07T20:23:00.000-07:00</published><updated>2005-05-07T20:23:34.396-07:00</updated><title type='text'>Vencedores</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por ocasião da celebração dos 60 anos do fim da 2ª Guerra Mundial, lembrei deste texto que escrevi em novembro de 2003. Resolvi republicá-lo. Parece que isso representa dar a ele vida novamente. Isso tudo porque é exatamente assim q continuo pensando.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencedores&lt;br /&gt;11/2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem mais como ignorar mesmo. Todo dia, além de mais um dia na tua, na minha vida, é mais um dia de front. Estamos diante de mais uma guerra. Eu e você somos contemporâneos da Guerra do Iraque e a merda é que parece que isso pouco tem a ver com a gente. Todos os meses, dos oito que já se passaram, mais e mais soldados perdem a vida. Muitos para o inimigo e alguns para a própria vida. Segundo pesquisa divulgada na revista Veja da última semana de outubro, tem-se notícia que treze soldados americanos já se suicidaram no front, desde o início da ocupação americana no Iraque. A vida tem os seus limites e o front de guerra propõe a eles o pior de todos os desafios. Os que sobrevivem e conseguem levar uma vida decente, são considerados vencedores. Vencedores de um gesto imbecil e covarde de cobrir com sangue e trapos camuflados os séculos da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos dias, estou envolvido em um trabalho pra faculdade. Minha tarefa é entrevistar alguém e contar, depois, a sua história de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Berthold Georg Hentschel é meu vizinho. Tem 77 anos e durante um deles também esteve no front. Foi combatente alemão contra as tropas russas durante a Segunda Guerra Mundial. Além de uma grande e interessante história de vida, tem muitas outras histórias que, enquanto vai reconstruindo na memória, vão desconfortando quem o escuta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lembro que eu tinha que patrulhar na frente. Todo mundo dorme, mas sempre tem que ter o sentinela pra cuidar. Sentinela em posto avançado... quer dizer, não é lá na trincheira, é bem mais pra frente, quase de cara com o inimigo. Aí a gente fica lá, começa a pensar... sonhar... tem alucinações... começa a ver fantasma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que, de repente, vinha uma barulheira lá da frente... parecia uma cavalaria... (fez barulho) cada vez mais alto, cada vez mais alto... Aí eu pensei: ‘Tenho que tocar o alarme’. Saí correndo, toquei o alarme, ligeiro... soou o alarme, tiraram todos da cama , armaram tudo e quando o barulho chegou perto era só um bando de cavalos de criação, não era uma cavalaria...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Berthold nasceu em Porto Alegre, em 1926. Com treze anos de idade, viajou com os pais alemães e a irmã a bordo de um grande transatlântico. Foi morar na Alemanha. Internado num hospital de lá, por causa de uma meningite, ficou sabendo que a guerra havia começado e que o treze da sua idade era o número do azar. O médico havia tirado as esperanças. Ele não se curaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebeu uma educação regrada e tomada por disciplina. Logo perdeu a fluência do português, habituando-se a língua alemã. Até hoje, tem dificuldade com o nosso idioma. Algumas vezes, primeiro ele diz em alemão, então pensa, traduz para o português. Só então nos entendemos. Aos 18, foi recrutado como soldado do exército alemão. Comeu o pão que o diabo amassou. Isso quando o pão era suficiente para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Era tão pouca comida que eles cozinhavam capim. Comiam capim. Uns saíam desesperados e mastigavam até couro de cinto... Muitos morreram lá... Estouraram também doenças, cóleras, essas coisas. E como tinha muita gente morta, o recurso era empilhar os mortos... aí tinha um monte alto, todos duros, que nem uma pedra... Eles atiravam um que outro lá pra cima e eu dormindo ali do lado...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um campo de concentração na Bélgica, onde foi prisioneiro de guerra dos americanos, foi liberado e teve de ir grande parte do caminho a pé e outro tanto pedindo carona até chegar ao leste da Alemanha, de domínio dos russos, onde moravam seus pais. Dado como morto, porque as correspondências não chegavam mais, Berthold foi recebido com alegria pelos pais e a irmã, que também muito tinham sofrido durante esse último ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nunca parou. A vida nunca lhe impusera trincheiras intransponíveis. Vencida a meningite, seu Berthold estudou desenho industrial e formou-se projetista. Logo estava na fábrica, tinha que cumprir três anos de serviço em compensação pelos estudos pagos pelo Estado. Foi chamado à guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo do front, chegou em casa, tirou a farda surrada e descansou dois dias. No terceiro já estava na fábrica de novo. Chegou no Brasil muito pobre. E imensamente rico porque a vida havia lhe ensinado muito nessas duas décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhou até se aposentar. Casou-se aqui. Sozinho, ergueu a primeira casa de madeira e, anos depois, a atual casa de material onde mora com a esposa há cerca de 50 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É. Eu trabalhei três anos nessa casa. Chegava de noite do serviço, jantava. Como tinha a massa com cimento pronta, só botava água, virava e sentava duas, três carreiras de tijolos. E então ia dormir. No outro dia, trazia cimento... eu vinha de bicicleta, botava o saco atrás e empurrava aqui pra cima. E assim foi indo a casa... bem devagarzinho... devagarzinho... essas pedras mais pesadas eu puxei com duas cordas, uma em cada ponta, puxei, amarrei, até que tudo estava em cima. Assim foi indo a casa. O serviço mais brabo, que eu sinto até hoje, foi carregar cascalho, cimento e areia tudo aqui pra cima. Até a minha esposa já carregou. Essas pedras de granito... e não é as de hoje, pequenininhas... eram uns blocos grandes. Bom, essa casa tem quase 50 anos e não tem nenhuma parede rachada, nada... e não é tijolo furado... é maciço.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ele mesmo diz, sua vida hoje é monótona. Deve ser porque não vê mais morteiros ou gente morta caída ao chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu Berthold é um daqueles vencedores aos quais me referia no início. Vencedores porque salvam da guerra algumas lições para a vida inteira. Acho que é assim mesmo. Vencedores são aqueles que refinam o momento adverso e encontram um belo aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São também heróis aqueles que não conseguem. Aqueles que ficam pelo caminho, entre uma e outra granada. Entre uma e outra explicação da Casa Branca. São todos heróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, ainda continuo envolvido com a matéria sobre o seu Berthold. Há muito ainda que se contar desta vencedora história de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, ficam as muitas outras histórias contadas nas linhas e entrelinhas das matérias sangrentas do jornal de amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111552261438915252?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111552261438915252/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111552261438915252&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111552261438915252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111552261438915252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/05/vencedores.html' title='Vencedores'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111552257111792586</id><published>2005-05-07T20:10:00.000-07:00</published><updated>2005-05-07T20:22:51.153-07:00</updated><title type='text'>A revolta das editorias</title><content type='html'>&lt;em&gt;Não tenho nenhuma estatística. Mas faz um tempão que o conflito entre Palestina e Israel não ganha destaque na editoria internacional do jornal Correio do Povo. O qual assino e costumo acompanhar. Não ganha destaque na imprensa em geral tbm. Enfim, a paz reinou, parece. Mas não deve ser, não. É mais um capítulo do Livro de História que a mídia entrega fresquinho nas bancas todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi este texto aí embaixo em dezembro de 2002 e resolvi republicá-lo na Uzina pelo fato de o tema ter sobrevivido através dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta das editorias&lt;br /&gt;12/2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa da semelhança na grafia, eu sempre confundia um pouco os dois elementos do jornalismo chamados editorial e editoria. Nunca sabia quando era um ou era outro. Acabei descobrindo com o passar do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O editorial é um cara mais discreto, na dele. Meio irônico, às vezes. É o tipo do cara que sabe dar o famoso “tapa de luva” e colocar o “dedo na ferida” dos outros. Fica resmungando lá na frente, um pouco depois da capa. Fala de vários assuntos, sempre preservando a sua verdade e esbanjando uma tal de parcialidade que lhe permitem exercer. E normalmente o seu tamainho no jornal é inversamente proporcional ao seu poder. É mais ou menos isso aí. Esse é o editorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identificado um, sobra o outro. O mais perigoso, o mais agressivo e o menos discreto. As editorias existem para medir a temperatura da sociedade ou a temperatura da vontade dos veículos de comunicação. Bem divididos em um jornal, as editorias falam de todos os assuntos, uns têm uma página, outros mais. Preservam a imparcialidade, a objetividade e a inveja. Esta última, a pior. Está certo que têm seriedade. Mas querem sempre aparecer uma mais que a outra. Não agüentam ficar ali escondidinhas entre uma página e outra. Querem ser vistas, querem ser comentadas. Querem deixar o leitor estupefato, interessado e atraído. Querem aparecer na capa, na contracapa, nas entrelinhas dos colunistas e quem sabe até, no papo discreto e tendencioso do Sr. editorial. Querem ser o assunto da semana, a matéria da revista. Querem até merecer aquela careta ou aquela expressão mais devota no rosto do âncora do Jornal Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolta, como disse, é das editorias. Essa coisa da inveja vem esquentando os ânimos dentro do jornal. Cada época do ano parece ser o tempo de uma editoria. Só se fala nela. Não se fala mais em nada. É TV, é Rádio, é Revista. Todos só falam dela. São chamados psicólogos, estudiosos, acadêmicos. Todos querem analisar o sucesso da editoria. As causas do sucesso. De repente, tudo acaba. E outra editoria se rebela, se revolta. Quer a sua vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agora sou eu! Chegou a minha vez! É a minha vez!&lt;br /&gt;- Que nada, sou eu!&lt;br /&gt;- Ah, é é? Então dá uma olhadinha nessa capa e me diz. Hein? Hein? É a vez de quem agora? E ali na praça, estão falando de quem? De mim ou de você? Hein? Hein?&lt;br /&gt;- Ahã. Tá bom. Você venceu. Mas promete que depois sou eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 de setembro de 2001. É dada a largada. Nova York, Bin Laden, Afeganistão, Aeroportos, Giuliani, Bush, Mortos, Sobreviventes, Conseqüências, Mundo, Caos. Essas são as mais freqüentes. O mundo se apaga. O sol só brilha nos Estados Unidos e no Oriente Médio. Nada mais acontece. Tudo pára. Até a próxima editoria ganhar destaque, só se falará no 11 de setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Copa do Mundo. Felipão, Romário e Convocação, Ronaldinho e Contusão, Coréia e Japão. O grande circo começa a ser montado. Já estou vendo. Quando começar a Copa, silêncio, não se fala mais em nada. Dito e feito: não se falou mais em nada. Futebol, futebol, futebol. Depois, penta, penta, penta. Durante a Copa, a espera do Penta movimentava os jornais. Depois, a comemoração ressoava entre os brasileiros. Até as passarelas foram pintadas em comemoração. Pronto, passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucessão presidencial. Presidenciáveis, pesquisas ou enganação, partidos ou aglomeração. Rosinha, FHC, Debates, Democracia, Patrícia Pillar, Mudança, Aliança, Esperança. Depois viriam Nordestino, Metalúrgico, Deficiente, Político, Surpreendente, Presidente. Até todo mundo já acordar acreditando que, é isso, o Lula é presidente, não se falava em outra coisa. Primeiro foi o processo eleitoral que jogou sobre si a purpurina. Só queria aparecer. Roubou a cena. Depois, a pauta era fazer o povo se convencer que ele ganhou mesmo. Ou é Ele. (presidente se diz ele ou Ele?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passadas as grandes pautas, as editorias especiais, chegou a vez das editorias mais comuns. E era aqui que eu queria chegar. Ao contrário das grandes pautas como Eleições, Copa do Mundo e Grandes Tragédias que ganham notoriedade naturalmente, as pautas menores ganham grande impulso dependendo dos músculos e da força do veículo que está por trás, interessado. Isso mesmo, a editoria do jornal diário depende do editorial. Um ano atrás eu não ia entender nada desta última frase. Repetindo: a editoria do jornal diário depende do editorial. Este senhor e esta senhora caminham juntos, de braços dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos cinematográficos claros estão em O Informante e na A Montanha dos Sete Abutres. No primeiro, um bobalhão (John Travolta) é o palhaço de um grande circo armado pelo jornalista que cobre e transforma um fato em outro grandioso. No segundo, o jornalista (não lembro o nome) se apropria da fragilidade de um cidadão preso em uma caverna para transformar o cotidiano de uma cidadezinha de interior nos EUA em um palco de um evento fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vejo todos os dias no jornal um massacre familiar como os que estão em manchete nas últimas semanas, lembro deste fenômeno do jornalismo. Esta grande alta da editoria de Polícia que vêm fazendo o pai e a mãe chavearem a porta do quarto antes de dormir é parte disto que falo. Não é possível que todos tenham resolvido matar os pais, os filhos, bater na avó e suicidar-se na mesma época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse nosso tempo é o tempo onde as relações de editoria e editorial mais se aproximam, enchem os jornais de manchetes incríveis e transformam a mídia em um grande circo da notícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela dúvida que eu tinha há alguns anos, quanto a grafia de editoria e editorial, tem alguma ligação com tudo isso. Tire o “L” do segundo e tenha a mesma coisa. Em alguns casos, abra o jornal e também tenha a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o leitor comum procura algum lugar frente-e-verso onde a diferença entre os dois seja um pouco maior, nós, os estudantes de jornalismo, entramos na longa corrida por um jornalismo imparcial, correto e nem um pouco artificial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111552257111792586?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111552257111792586/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111552257111792586&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111552257111792586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111552257111792586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/05/revolta-das-editorias.html' title='A revolta das editorias'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111375102160988964</id><published>2005-04-17T08:15:00.000-07:00</published><updated>2005-04-17T08:17:01.613-07:00</updated><title type='text'>Oh, Olga.</title><content type='html'>Foi a minha primeira vez. Na verdade sempre esperei por isso como um guri com boa imaginação. Não pensei que fosse acontecer assim, naquele lugar e naquelas circunstâncias. Ela me pegou de jeito e a partir dali nossa relação não podia, nunca mais, ser a mesma.&lt;br /&gt;                &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=47678&amp;ST=SE"&gt;Olga&lt;/a&gt;, de Fernando Morais, deve ser uma das grandes obras da literatura nacional. Para a minha literatura nacional, pelo menos, ela é incomparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa noite dessas. Estava voltando da universidade de micro-ônibus, e resolvi retomar a leitura de Olga. O marcador de páginas era longo, mas menor que a página, tanto em largura quanto em comprimento. Tinha a inscrição da livraria Cultura em um dos lados. Imagino que tenha sido lá, na Cultura, que a amiga que me emprestou o livro o tenha comprado. No verso do marcador, havia um menino. Estava vestido com uma camiseta de manga longa amarela e tinha uma bolsa vermelha cheia de livros em uma das mãos. Na outra, segurava um livro aberto. Com olhar concentrado, lia, de pé, o seu livro. A ponta do meu marcador revelava as enésimas vezes nas quais ele havia sido puxado ou encaixado numa das tantas páginas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O micro-ônibus deu mais um de seus saltos. Outro dia pensei que estava sentado na poltrona que fica em cima do pneu. Deveria ser por isso o desconforto. Não era. O troço era ruim de negócio mesmo. A cada pulo que ele me obrigava dar, eu apoiava uma das mãos no banco da frente e a outra não era capaz de impedir que o livro se fechasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquele dia o livro fechou por outra razão. Como dizia, não pensei que aquilo fosse me acontecer assim. Sabem, ler em micro-ônibus e em trem não é nenhuma tarefa fácil. A adversidade causada pelo sono e pelo cansaço de quem atravessa a região metropolitana da universidade para casa, às vésperas do dia seguinte, toma providencias para que a leitura não tenha, digamos, a fruição adequada do leitor. A iluminação também não ajudava. Direcionei os pequenos olhos de luz que saiam do teto para o meio do livro e a cada pouco me ajeitava pra não perder o foco da luz e ter que forçar a vista. Uma penumbra danada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era, à primeira vista, meu universo. Eu, um marca-páginas judiado e um livro cheio de letras as quais tomavam forma na medida em que o foco dos minúsculos refletores do alto as iluminava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;– Agora quero ver se você fala ou não fala, comunista filho da puta. Nós vamos&lt;br /&gt;assar você por dentro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O comunista filho da puta era o alemão Arthur Ernst Ewert, vindo de Xangai, na China, após rápida passagem por Moscou, para lutar ao lado de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario na revolução comunista no Brasil. A voz era de um policial alemão, acompanhado de um brasileiro, sob o comando da polícia carioca, em pleno governo Vargas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Falou e enfiou um palmo de arame dentro da uretra de Ewert. O preso resistia,&lt;br /&gt;mas aí o policial brasileiro apareceu com um pequeno maçarico para solda, com o&lt;br /&gt;bico em chamas. O alemão segurou com delicadeza o pênis de Ewert, como um médico&lt;br /&gt;o faria, e passou a esquentar com o maçarico o pedaço de arame que ficara para&lt;br /&gt;fora. Da garganta de Ewert o único som que os policiais ouviram foi um mugido,&lt;br /&gt;como de um boi. Em seguida, seu corpo desabou, pendurado na grade pelas mãos. O&lt;br /&gt;policial brasileiro parecia feliz em ver alguém tão resistente e riu admirado ao&lt;br /&gt;comentar com o nazista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É, doutor... Parece que desses teus&lt;br /&gt;patrícios aí nós não vamos arrancar nada mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa hora. Como ou mais que você, fiquei aterrorizado com a cena que minha imaginação materializava na minha mente. Fitei os olhos no nada e, devagar, fechei o livro. Movimentei a cabeça ao redor. Para a auto-estrada e para os carros que passavam nas duas janelas, uma em cada lado do micro-ônibus. Para as silhuetas das pessoas que viajavam comigo. Na real, não olhava diretamente pra nada. O olhar era profundo. Olhava pra mim também. A narração de Fernando Morais ainda fazia eco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos saltos do micro-ônibus, retomei a consciência. O livro estava fechado no meu peito, quando resolvi continuar. Havia ainda meia hora até em casa e umas duzentas páginas pela frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111375102160988964?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111375102160988964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111375102160988964&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111375102160988964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111375102160988964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/04/oh-olga_17.html' title='Oh, Olga.'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111375088844205256</id><published>2005-04-17T08:05:00.000-07:00</published><updated>2005-04-17T08:14:48.446-07:00</updated><title type='text'>F A G U L H A S</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;Veja em 1939&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Tudo que move alguém a atingir objetivos maiores, seja a religião, o socialismo ou a democracia, é para os judeus meramente meios para um fim, uma forma de satisfazer sua ganância e sua sede de poder. O resultado disso é a tuberculose racial da nação. Por isso, o anti-semitismo racional deve englobar uma luta legítima e sistemática contra os privilégios desfrutados pelos judeus, e seu objetivo final deve ser a remoção total dos judeus de nosso meio. Isso só pode ser alcançado por um governo forte, não por um governo impotente. E nós somos um governo forte.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trecho da entrevista de Adolf Hitler, concedida para a revista Veja, em setembro de 1939.&lt;br /&gt;O material é parte de uma &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://click.uol.com.br/?rf=hu_dest_foto&amp;u=http://veja.abril.uol.com.br/especiais_online/segunda_guerra/index_flash.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;simulação&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; que a revista faz de como seria uma cobertura jornalística da maior de todas as guerras.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;O blog de Bagdá&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por seu aguçado interesse pela situação dos direitos humanos no meu país. Obrigado por fazerem vista grossa durante trinta anos. Obrigado por fornecerem suporte para que meu governo pudesse enviar 2 milhões de iraquianos para a guerra contra o Irã, para serem mortos.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Por todos os seus esforços, eu os saúdo, do fundo do coração, com um FODAM-SE            .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:: salam pax 2:55 AM [+] ::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trechos do livro &lt;a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=221226&amp;ST=SE"&gt;O Blog de Bagdá&lt;/a&gt;, da Companhia das Letras. A obra remonta o diário de Salam Pax na internet. Salam é um jovem iraquiano, igual a tantos outros ocidentais, que narrou os preparativos e a guerra do Iraque entre setembro de 2002 e junho de 2003.Tudo sob o ponto de vista de uma pessoa que vive, trabalha,se diverte, ama, reflete e se revolta como todos nós.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por favor, me traga uma notícia boa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;:: G-7 elogia postura do Brasil em relação à economia&lt;br /&gt;:: Reforma vai levar universidades a regiões menos favorecidas&lt;br /&gt;:: ONU quer melhorar Políticas de Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma boa e uma ruim. Qual vc quer ouvir? Se optar pela boa, o site &lt;a href="http://www.ciaboanoticia.com.br/capa2002/index.html"&gt;Cia.da Boa Notícia &lt;/a&gt;é uma dica para quem quer ser apresentado ao jornalismo positivo, que só vê o lado bom das coisas. Sim, ele existe.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111375088844205256?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111375088844205256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111375088844205256&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111375088844205256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111375088844205256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/04/f-g-u-l-h-s_17.html' title='F A G U L H A S'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111375016243740211</id><published>2005-04-17T07:59:00.000-07:00</published><updated>2005-04-17T08:02:42.443-07:00</updated><title type='text'>Leite Moça acinturada</title><content type='html'>Outro dia, na aula, o professor comentou do sucesso do produto Leite Moça, da Nestlé. Ela havia mantido nessa montoeira de anos a figura daquela senhora (senhorita?) segurando dois baldes de leite. Um na cabeça e outro na mão direita, parte escondido atrás de uma das pernas, cobertas por um longo vestido. O nome do produto havia se consolidado no dia a dia das pessoas. Como o Bombril, o Nescau e a Maisena, de certa forma, Leite Moça era o nome pra leite condensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome já é só Moça. E a lata agora ganhou uma &lt;a href="http://www.nestle.com.br/MatrixContainer/default.aspx?_MXMainLoaded=../Produto/WuProdutoDetalhe.ascx&amp;nmImagemFamilia=CPR284.gif&amp;amp;nmControle=wuCategoria.ascx&amp;nmCategoriaPai=Lácteos&amp;amp;cd_categoriaPai=284&amp;nmCategoria=Leite%20Moça&amp;amp;tpparametro=P&amp;cd_produto=300&amp;amp;intQt=2"&gt;cinturinha&lt;/a&gt;. O novo formato deu ares de gostosa, de cremosa, mesmo tratando-se de uma simples lata, com um rótulo por cima. Como meu professor continuava, o Leite Moça havia chegado ao auge do seu sucesso mercadológico. Por causa da qualidade, graças ao marketing e, principalmente, por saber dar ao consumidor o que ele desejava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, abri o jornal, virei uma, duas páginas e a surpresa. O lançamento do Moça em frasco de protetor solar de criança, aquelas &lt;a href="http://www.nestle.com.br/MatrixContainer/default.aspx?_MXMainLoaded=../Lancamento/wuCategoriaLancamento.ascx&amp;cd_categoria_lancamento=400"&gt;bisnagas&lt;/a&gt;, sabem? Ah, lembrei. E o professor também havia comentado noutro dia que, quando um produto chega ao topo da preferência, das vendas e tudo mais, cabia a ele manter esse sucesso. Porque tinha muitos outros, de outras marcas, pleiteando sua posição. Por isso, não podia descansar. E estava na minha frente, na página daquele jornal, o exemplo disso. Eu e meio mundo adorávamos (ou adoramos) lamber o resto que ficava na lata de Leite Moça depois de alguma receita feita em casa. O grande risco que eu sempre corria, lembro da minha mãe dizendo, era cortar a boca ou os dedos, porque ficavam perigosas aquelas rebarbas de lata que ficavam depois dela aberta. Estava resolvido: Leite Moça em bisnaga. Mais uma vez, ela dava ao seu consumidor o que ele queria consumir, sem que, talvez, este nem soubesse disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução do capitalismo e as grandes crises econômicas brasileiras fizeram do Jornalismo um grande mercado também. Cada vez mais, as empresas e organizações jornalísticas estão dependentes de capital, seja ele advindo de algum tipo de receita ou, em especial, dos anúncios. O jornal, a página na internet, o programa de rádio e de TV viraram produtos. Isso, como o Leite Moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisam vender e, antes disso, precisam providenciar algumas outras coisas. Uma das grandes ações de marketing é fixar um padrão de vida ao consumidor e a outra, identificar e satisfazer suas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte e o funeral do Papa lembraram um pouco isso. A repercussão do Conclave e a expectativa pela sucessão do Pontífice nunca foram cobertas pela imprensa mundial como estamos vendo agora. Não há precedentes. Nunca a mídia se fartou tanto da morte de um Papa. Há 26 anos, contam-me os mais velhos, era tudo muito diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive, para o marketing editorial. Se em tecnologia, eram os homens da caverna com um microfone na mão, o estudo de recepção e tratamento do discurso midiático também evoluiu consideravelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ouvi um senhor comentar esses dias, o Papa era um grande ícone para todos. Indiferentemente de raça, credo ou localização geográfica. A imagem de sua agonia ao tentar falar em público, poucos dias antes da morte e a própria morte mexeram muito com as pessoas. Talvez não tanto por ser um Papa, mas por ser esse grande símbolo da era da imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer em termos de cobertura então? Inventar uma bisnaga de Leite Moça, com a qual os gulosos não teriam mais que se preocupar em se machucar, nem em esperar que sobrasse alguma coisa da receita de pudim. E se abrisse a lata só pra comer um pouquinho também era um problema. Como fechar depois? É, a bisnaga resolveu metade dos problemas da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicar o Papa, em todos os ângulos possível e inaugurar abordagens sobre o Vaticano e o seu contexto que poucos imaginavam, mas era tudo o queriam ler nessa hora, foi a grande jogada de marketing editorial, compartilhada pela imprensa do mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capa do &lt;a href="http://home.uol.com.br/"&gt;Universo On-line&lt;/a&gt;, respeitado pela sua parceria com a &lt;a href="http://www.folha.uol.com.br/"&gt;Folha On-line&lt;/a&gt;, permaneceu com novas sobre a morte de João Paulo II durante semanas, dias após dias. O renomado jornalista &lt;a href="http://noblat.blig.ig.com.br/"&gt;Ricardo Noblat&lt;/a&gt;, conhecido pelo seu blog de cobertura política, escreveu cerca de 45 páginas (de Word, fonte 12) sobre o fato, durante o final de semana do acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capas de jornais do mundo inteiro, inclusive não-cristãos, davam a morte do Papa como fato principal e transformador da sociedade de todas as culturas. Programas de entrevista, documentários, edições especiais de revistas semanais, todos. Nossa vida não seria mais a mesma. Tudo sobre o futuro da Igreja Católica, sua progressividade, liberalidade ou conservadorismo. Tudo sobre todos os cardeais candidatos, suas crenças e favoritismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante dias a fio, um novo padrão de vida para a sociedade: acompanhar a morte do Papa. E, para isso, identificar, gerar e transmitir informações que satisfizessem a necessidade desse público em saber sempre mais sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornalismo havia criado não só a latinha de Leite Moça acinturada, mas o Leite Moça em bisnaga. Pronto para consumir, na hora que quisesse, na quantidade que desejasse. E, melhor, sem engordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111375016243740211?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111375016243740211/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111375016243740211&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111375016243740211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111375016243740211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/04/leite-moa-acinturada.html' title='Leite Moça acinturada'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111267561166895482</id><published>2005-04-04T21:33:00.000-07:00</published><updated>2005-04-04T21:33:31.666-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>1920 - 2005&lt;br /&gt;O Papa era extremamente preocupado com o mundo em que vivia e, como eu, também sentia que na guerra somos todos perdedores.&lt;br /&gt;- Kofi Annan, secretário-geral da ONU&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/Rosto%20do%20Papa1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/Rosto%20do%20Papa1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111267561166895482?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111267561166895482/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111267561166895482&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267561166895482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267561166895482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/04/1920-2005-o-papa-era-extremamente.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111267499325751817</id><published>2005-04-04T21:23:00.000-07:00</published><updated>2005-04-04T21:23:13.256-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Gazeta de Cracóvia, Polônia, terra natal de João Paulo 2º&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/_Gazeta%20Crascvia.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/_Gazeta%20Crascvia.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111267499325751817?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111267499325751817/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111267499325751817&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267499325751817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267499325751817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/04/gazeta-de-cracvia-polnia-terra-natal.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111267495357814648</id><published>2005-04-04T21:22:00.000-07:00</published><updated>2005-04-04T21:22:33.576-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A dualidade da tragédia e da dor I&lt;br /&gt;A cotidiana tarefa do jornalismo de negociar entre as partes. Vencer o parcialismo e manter o equilíbrio em meio à chantagem das editorias.&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/Imagem_Folha%20de%20S.%20Paulo.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/Imagem_Folha%20de%20S.%20Paulo.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111267495357814648?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111267495357814648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111267495357814648&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267495357814648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267495357814648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/04/dualidade-da-tragdia-e-da-dor-i.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111267482702214603</id><published>2005-04-04T21:20:00.000-07:00</published><updated>2005-04-04T21:20:27.023-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A dualidade da tragédia e da dor II&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/Imagem_O%20Globo.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/Imagem_O%20Globo.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111267482702214603?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111267482702214603/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111267482702214603&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267482702214603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267482702214603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/04/dualidade-da-tragdia-e-da-dor-ii.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111267468059238339</id><published>2005-04-04T21:18:00.000-07:00</published><updated>2005-04-04T21:18:00.593-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A dualidade da tragédia e da dor III&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/1024/Jornal%20do%20Brasil_Sab02-04-051.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:2px solid #FFFFFF; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/Jornal%20do%20Brasil_Sab02-04-051.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111267468059238339?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111267468059238339/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111267468059238339&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267468059238339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267468059238339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/04/dualidade-da-tragdia-e-da-dor-iii.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111267401973670426</id><published>2005-04-04T21:04:00.000-07:00</published><updated>2005-04-04T21:06:59.740-07:00</updated><title type='text'>F A G U L H A S</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Minhas condolências&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pelo mundo. O mundo ficou mais pobre em humanidade com a morte deste homem. Como cristão, a perda de João Paulo 2º foi imensamente sentida principalmente por perdermos um ideal de virtude, de doação e de intelectualidade. Difícil de ser substituído. Como muitos já disseram na tv, nos blogs e nas dezenas de sites, a morte do Papa será sentida por todos que lutam por uma vida mais digna, indiferentemente de sua religião ou credo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Baita cobertura&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Entre as quinze pras sete da manhã de sexta-feira, 1º de abril, e as quase três horas da madrugada de domingo, 3 de abril, Ricardo Noblat havia publicado em seu blog nada menos do que o equivalente a 45 páginas de Word, com a fonte no tamanho 12, sobre a agonia e morte do Papa.. O que impressiona também é a primazia de Noblat em revelar informações interessantíssimas e num teor de originalidade que substitui o conhecido furo do jornalismo tradicional. Parece que a briga mudou. A questão não é saber quem dá a notícia primeiro, porque quase todos dão juntos ou com minutos de diferença. Até porque são dependentes da tecnologia e um servidor pode superar o outro em agilidade. A batalha que se trava agora, a meu ver, é pela qualidade e, como já disse, originalidade das informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom exemplo: fiquei sabendo por Noblat que os jornalistas credenciados no Vaticano receberam pelo celular (isso, o Vaticano tbm manda torpedos!) que havia um importante e-mail esperando por eles nas redações. Era o link para o anúncio da morte de João Paulo 2º. Foi postado por Noblat o seguinte: “A agencia France-Presse, por exemplo, foi alertada às 21h.52, horário de Roma. O alerta dizia que havia um e-mail urgente para ela. O texto do e-mail dizia assim: - O Santo Padre morreu as 21,37 em seu apartamento privado. Todos os procedimentos previstos na Constituição Apostólica "Universi Dominici Gregis", promulgada por João Paulo II em 22 de fevereiro de 1996 entram em vigor.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;º de abril&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Esses tempos, há um pouco mais de um mês, recebi a ligação de um amigo que estava no ônibus e tinha ouvido dizer pelo rádio que o papa falecera subitamente. Não pode ser, pensei. Estava na frente do computador e passei a pipocar entre as páginas nos principais veículos de comunicação daqui e de fora. Nada. Ou o cara ficou louco, ou deram uma barrigada das feias ou era o maior furo que eu já havia presenciado. Descartada a hipótese, perdemos o contato e não nos falamos o dia todo. De noite, meu amigo confirmou a informação que eu havia lido na internet logo após a sua ligação: o papa “aparecera subitamente” na janela do hospital para abençoar os fiéis que por ele rezavam. Ainda não era a sua hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dizem em tom de brincadeira que foi um alívio o Papa não ter morrido um dia antes. Imaginem a imprensa publicando a morte de tal figura no dia dos bobos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Montanha dos Sete Abutres&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tão logo soube da morte de João Paulo 2º, passei a visitar sites importantes da minha lista de favoritos, pressionar a tecla PrintScreen e salvar a imagem em uma pasta do computador. Achei que seria, no mínimo, interessante ver uma dessas telas daqui algumas décadas. Assim como é hoje uma foto do passeio aquele, um jornal amarelado com uma capa importante, essas coisas. Me chamaram de urubu. Nem ainda havia me formado jornalista já estava explorando a morte de um Papa, disseram. Que nada. O fato visto como um acontecimento midiático também é algo digno de nossa atenção, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Mídia e o Poderoso Chefão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Tendo acabado o longo funeral, as atenções do mundo se voltarão para a chaminé que fica ao lado da Capela de São Pedro, no Vaticano. Depois de alguns dias de votação, quando algum cardeal receber dois terços do quórum, uma fumaça branca subira aos céus: “Habemus Papam”. Saberemos quem comandará a Igreja Católica a partir de então. Será a maior cobertura já feita pela televisão mundial da sucessão de um Papa. Pondo o glamour e o assédio de lado, ganhamos com a qualidade na recepção. Pessoas em qualquer parte do mundo acompanharão com detalhes e de todos os ângulos o ritual. Confiantes na hipótese de o sucessor não só agradar dois terços dos cardeais da Capela Sistina, mas boa parte dos pobres e sedentos de justiça no mundo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Meninos do Rio&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fica de saldo negativo a cobertura feita pela mídia da maior e mais terrível chacina ocorrida no Rio de Janeiro. Enquanto acompanhávamos os eventos em torno da morte do Papa, centenas de pessoas choravam seus parentes mortos sabe-se lá por quem, sebe-se lá porquê. A paz lembra-se com saudade do ano de 1997. João Paulo 2º esteve no Rio e sua presença e carisma fizeram diminuir por um curto período o número de homicídios na cidade. Reforça-se a certeza de que não será uma tarefa fácil encontrar um sucessor com tal nível de santidade. Rechaça-se a postura do nosso governo em desviar o olhar para o Vaticano enquanto o crime dá mostras de que pode muito quando decide chamar a atenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111267401973670426?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111267401973670426/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111267401973670426&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267401973670426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111267401973670426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/04/f-g-u-l-h-s.html' title='F A G U L H A S'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111060110494031270</id><published>2005-03-11T20:13:00.000-08:00</published><updated>2005-03-11T20:21:05.160-08:00</updated><title type='text'>F A G U L H A S</title><content type='html'>&lt;span style="color:#996633;"&gt;"A Revolução Industrial pôs na esteira da produção em série a centelha da nossa existência &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;e transformou-nos em iguais. Travestiu-se de Mídia, espalhou a idéia e somos ambulantes de uma massa repetida e submissa."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Uzina&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;"Bebida é água, comida é pasto. Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor. A gente não quer só comer. A gente quer prazer pra aliviar a dor. A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade. A gente não quer só dinheiro. A gente quer inteiro e não pela metade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Comida, de Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;"Isto, senhoras e senhores, é o sinal de nossos tempos. O símbolo da alienação, da maluquice que se espalha no mundo de hoje. À qualquer canto do Globo que se vá, em qualquer um dos continentes do mundo, a grande busca das barras Wonka continua. Nós já estamos chegando ao fim do 43º dia da caça aos bilhetes dourados e em toda parte já começamos a ver sinais de ansiedade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Boletim de um repórter em Willy Wonka &amp;amp; the Chocolate Factory (1971)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111060110494031270?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111060110494031270/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111060110494031270&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111060110494031270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111060110494031270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/03/f-g-u-l-h-s.html' title='F A G U L H A S'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111060075429459492</id><published>2005-03-11T20:11:00.000-08:00</published><updated>2005-03-11T20:12:34.300-08:00</updated><title type='text'>Que orgulho desse Brasilzão!</title><content type='html'>&lt;span style="color:#660000;"&gt;Esses dias entraram no pátio de casa e levaram o rádio do carro do pai. Dois dias depois, enquanto eu jogava bola, levaram o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube de um amigo do qual levaram o carro no mesmo lugar, poucos dias depois. Na outra semana, outros dois carros foram furtados dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos deixar o carro de um amigo poucos metros longe de um xis, em Canoas. O filho do dono do terreno que ficava em frente de onde estávamos estacionando nos avisou que era grande a chance de o carro não estar mais ali quando voltássemos. Quase tinham levado o do pai dele na semana anterior. Ele estava chegando em casa quando viu os ladrões arrancando e os seguiu até que a polícia fizesse algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O microônibus que utilizo para vir da universidade (também como medida de prevenção) toma as suas próprias medidas de prevenção. Não espera o passageiro entrar em casa. De certo porque seria, no mínimo, dezoito ou dezenove vezes mais arriscado ser surpreendido com a visita de um assaltante dentro do veículo, pondo em risco a vida dos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um colega de trabalho teve a oportunidade de ver os ladrões arrombarem e levarem seu carro à luz do dia, no momento em que era obrigado a caminhar prum lado e proibido de olhar pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi outro dia, enquanto almoçava, que outro foi assaltado enquanto chegava em casa por dois jovens que desceram de uma carroça. Isso. Daquelas com um cavalo cansado, faminto e doente na dianteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos e muitos cidadãos de bem dizem não à campanha do desarmamento porque fazem questão de ter uma arma de fogo em casa para defender sua família. Argumentam que se a arma for proibida inclusive dentro de casa, os ladrões trocariam de vez a rua pela nossa sala. Mais e mais pessoas passariam horas e horas trancadas no banheiro, senão fossem mortas pela ganância de um marginal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, é motivo de verdadeira exaltação quando avistamos uma viatura da polícia civil na cidade onde moro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sigo por aí, vivendo a vida com essa mania de perseguição injustificada. Sigo enchendo o peito de orgulho desse meu país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim como as novelas terminam os capítulos com o nível de euforia e de ansiedade dos brasileiros lá nas alturas, ontem tive eu o meu orgulho levado aos céus. Quase não me contive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levaram a bolsa da granfina da novela das oito. Nem mesmo ela se dava conta do ocorrido, uma viatura vinha às pressas para prestar socorro e atender a ocorrência. O trombadinha corria feito um condenado (só que solto) até que, não alcançado pelo carro da polícia que vinha a mil, entrou numa embarcação que saia na costa e se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me reorganizava na cadeira, tentando me convencer da fábula que via na TV, quando aconteceu o mais legal. A Polícia Federal por acaso passava pelo capítulo bem nessa hora. Foi acionada pelos polícias. Começou uma cinematográfica (jura!) perseguição em alto-mar ao trombadinha, ladrão de perua da novela das oito. Foi lindo. Deu um baita orgulho. Eu sou brasileiro, eu moro nesse país, eu sou desse país, gritei. Pega, pega, pega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase chorei quando o malandro jogou a bolsa no mar e tudo estava acabado. Não fosse o espírito de porco do ladrão, tudo terminaria como na vida real e na Senhora do Destino. Com um glorioso final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vai dizer, mesmo adiado o aumento de 60% do salário dos deputados, dá ou não dá um orgulho desse brasilzão, hem?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111060075429459492?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111060075429459492/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111060075429459492&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111060075429459492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111060075429459492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/03/que-orgulho-desse-brasilzo.html' title='Que orgulho desse Brasilzão!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-111060065429800985</id><published>2005-03-11T20:08:00.000-08:00</published><updated>2005-03-11T20:10:54.303-08:00</updated><title type='text'>Progresso em cotas</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000099;"&gt;Há uns bons anos, era comum na cidade ouvir-se comentar da qualidade de ensino do colégio Rondon, em Canoas, no Rio Grande do Sul. Aqui em casa, o exemplo clássico era o de uma amiga da minha irmã, que era irmã de um amigo meu. Ela tinha feito todo o segundo grau científico (atual Ensino Médio) no Rondon e havia passado no vestibular de Odonto na federal de Porto Alegre. E isso era natural. O Rondon é um colégio estadual e, como ele, as demais escolas do estado tinham essa fama: educação forte, professores de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, sei, surpreende um pouco hoje em dia. Ainda mais depois da falação sobre Pró-Uni e o sistema de cotas e, agora, a gritaria gerada pela reforma universitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O certo é que consolidou-se no país a realidade de universidade privada como privilégio dos nobres e a federal como privilégio dos nobres também. Isso porque só quem pode pagar uma privada é a grande minoria do país e só quem consegue entrar numa federal, dada a grande demanda de candidatos principalmente, é o melhor preparado. Eis, então, a questão. Quem é o melhor preparado? Óbvio, o cara que teve ensino de melhor qualidade. Ou quantidade. A realidade que conheço me diz que só entra para o curso de Odonto na Federal, hoje, aquele que fez cursinho pré-vestibular. Isso, quem sabe, porque nem o Ensino Médio privado nem o público têm dado conta da exigência por qualidade. Extrai-se daí, claro, o perfil do estudante brasileiro, que, salvo louváveis e numerosas exceções, é levado pela massa, torna-se, cada vez mais, cópia de outros seres despropositados e sem objetivos pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de se pensar, de forma prática, na urgente qualificação da educação no país, vieram as cotas. O Estado se exime da responsabilidade de formar bem o jovem e dá direito aos menos favorecidos de acessar a universidade com o estigma de menos capacitados. Como os negros são a maioria dos pobres no país, eles estariam especialmente favorecidos pelo sistema de cotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre aprendi, isso desde pequeno, que nunca se deve amontoar todas as compotas e potezinhos de qualquer forma dentro de um armário sob o risco de surpreender o próximo a abrir as portas. A avalanche de potes, temperos e vidros de todos os tamanhos que viriam abaixo é um alerta à administração da educação no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos orgulhamos de pesquisas que dizem que quase a totalidade de nossas crianças estão na escola. Isso não é investir em educação. A pieguice da qualidade versus quantidade serve aqui também. De nada adianta, como comprovadamente estamos vendo no debate atual com o MEC, atrolhar nossas escolas de alunos sem que não se preocupe minimamente com o que estamos ensinando e que método de avaliação estamos utilizando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate é longo e, em respeito aos meus milhares de leitores, vou deixá-lo na reflexão ou na conversa que podemos ter pelos comentários aqui da Uzina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menos que me convençam, cotas são desculpa de incompetência. De governantes que nunca ensinaram o país a viver olhando pra frente. Importamos a cultura do imediatismo e nos nutrimos dela. O Enem e o Pró-Uni são um sucesso até a próxima eleição. Aí virão outros programas, outros nomes e outra esperança perneta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse jeito, desistamos do futuro. Não sei as próximas, mas minha geração chegou à universidade. O Estado nos deu o progresso por meio de cotas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-111060065429800985?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/111060065429800985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=111060065429800985&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111060065429800985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/111060065429800985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/03/progresso-em-cotas.html' title='Progresso em cotas'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110879025544476178</id><published>2005-02-18T21:15:00.000-08:00</published><updated>2005-02-18T21:17:35.450-08:00</updated><title type='text'>Onde é que nós estamos?</title><content type='html'>Comecei a descobrir o mundo nas aulas de História e Geografia do primeiro grau do colégio Espírito Santo, longe poucas quadras de casa. Ali ele começou a tomar forma, ficou mais redondo, mais azul, mais político. Aprendi a calcular o fuso horário enquanto descobria curioso a localização de cada país. Depois, cada um desses países era dividido por continente, se estudava a sua população, moeda, língua e se decorava a capital. Isso de todos. Lembro da salada que era na prova quando tinha que lembrar das duplinhas, país-capital, país-capital. Às vezes invertiam. Capital-país, país-capital. Das guerras, sabíamos pouco. Tudo se resumia em causas e conseqüências. Assim também eram com os movimentos sociais. A Revolução Industrial, a Francesa. Da professora de História, lembro até hoje. Era uma senhora que parecia não envelhecer nunca. Tinha dado aula pra minha irmã e continuava sempre igual, conservada, enérgica, falante e com seios fartos. Claro que eu e os colegas valorizávamos os outros talentos dela, mas aqueles outros dois, habitarão para sempre na nossa memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Outra que lembro com carinho é da professora de Geografia. Esta não era enérgica. Ao contrário. Era a mais parceira de todas. Provas fáceis. Opa. Falei. Além de nos apresentar o mapa-múndi, foi no primeiro dia de aula com ela que fiz os primeiros questinamentos a mim mesmo sobre o uso de tatuagens. Isso, tatuagens. Beeeeeeem mais que hoje, àquela época tatuagem era coisa de gente, digamos, diferente. Ela tinha um borboleta colorida no pescoço. Não que eu seja um velho, mas isso pra época e prum colégio de freiras, vamos combinar que ganhava um certo destaque. Bom, depois de ter chegado ao mundo, foi mais ou menos assim que o mundo chegou até mim. O resto dos detalhes a gente deixa prum outro momento ou pra minha biografia autorizada, hehe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Causas e conseqüências. País-capital, capital-país. Vegetação de todas as espécies e relevos de todos tipos e dimensões. Foi assim que o mundo me foi apresentado. E acreditava que, sim, o mundo era mesmo este. Eu saberia mais do mundo em que vivia na medida em que lesse mais o livro e estudasse mais pra prova de Geografia ou de História. Isso era o mundo. Dois livros e quatro períodos de aula por semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Questiono se não merecíamos mais. Questiono que mundo era este que líamos na coleção de volumes da editora Ática (se não me engano). Questiono se o mundo que leio hoje, alguns bons anos depois daqueles, no jornal que recebo todos os dias, ensacadinho, encostado na porta da garagem, é o mundo que existe pra valer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questiono se o mundo de verdade tem um Estados Unidos assim tão grande, tão expressivo. Questiono se uma pseudo-guerra no Iraquel é assim tão importante quanto dizem ser. Questiono se esses números de mortes são, na real, tão dignos de frieza... afinal seres humanos estão morrendo e eu leio, leio e as linhas não me convencem. Uma televisão venezuelana que transmita 24 horas de programação latino-americana vai me contar mais desse mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Percebem a minha angústia? Devemos mesmo acreditar na televisão, no jornal e na agência de notícias da mesmo forma que, inocentes, acreditávamos nos livros do primeiro grau? Que mundo lemos ou assistimos todos os dias? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, as atenções todas foram voltadas para a Coréia do Norte que anunciou ao mundo (que mundo?) que vai mesmo participar da brincadeira "Eu tenho, você não tem!", à convite do seu Bush. Este, então, nem se fala, como se diz. É o piá dono da bola, que não deixa ninguém jogar com a sua e fica morrendo de inveja se alguém compra um brinquedo novo e atrai toda a atenção. E nós somos os leitores fiéis desta brincadeira que eles chamam de mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A imprensa é a nossa interface com o planeta. Num país de pouquíssimos leitores de livros, a menos que tenhamos uma outra fonte alternativa de informação, somos abastecidos de conhecimento pela mídia. A menos que você leia. Se não, o jornal lhe contará todos os dias o que está acontecendo lá fora. Dirá, inclusive, com o que deves te preocupar, o que deves descartar e com o que deves te sensibilizar. A globalização fez a mídia mais perto de nós. Mas menos sincera. Fez o mundo bem menor. E talvez por isso, incompleto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Uzina produz para se abastecer de questionamentos. Que mundo é este que você assite, que você lê, que você ouve? Como se safar de uma mídia que funciona como uma agência de turismo para o nosso conhecimento? Hem?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110879025544476178?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110879025544476178/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110879025544476178&amp;isPopup=true' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110879025544476178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110879025544476178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/02/onde-que-ns-estamos_18.html' title='Onde é que nós estamos?'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110879006630453621</id><published>2005-02-18T21:13:00.000-08:00</published><updated>2005-02-18T21:14:26.310-08:00</updated><title type='text'>Sobre o que assistiremos no futuro</title><content type='html'>Certamente, na minha humilde opinião, a idéia da criação da Tele Sur foi o que houve de mais concreto — e, exageremos, persuasivo — que a cultura não-hegemônica da metade sul do continente americano poderia ter apresentado na quinta edição do Fórum Social Mundial. Centralizada em Caracas, na Venezuela, a nova emissora que pretende dar voz a rica diversidade dos povos latinos, terá transmissão via satélite, 24 horas de programação e linha editorial desenvolvidos em parcerias com canais alternativos, comunitários e afins de toda a América Latina. "Através de uma equipe comprometida, o canal do sul busca converter-se num modelo capaz de competir com a produção estadunidense e européia, pondo-se ao serviço das hoje ignoradas iniciativas latino-americanas de produção audiovisuais independentes". Esta é, portanto, uma das missões e objetivos do canal que quer dar voz de equilíbrio ao massificado discurso do norte. "Hoje, a imagem midiática que é difundida na América Latina não dá conta da diversidade e da riqueza do imaginário latino-americano. Não contribui para o conhecimento de nós mesmos, da evolução de nossas realidades, nem da valorização de nossas culturas milenares e suas projeções no presente e no futuro."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Pode até ser que não seja essa maravilha. Eu sei. Muitos criticam a possibilidade do Fórum ter uma de suas próximas edições sediadas pela Venezuela. Dizem que este seria um grande plano de Chávez para se consolidar no poder e disseminar ainda mais sua política revolucionária pela América e pelo mundo. A Tele Sur pode ser uma ferramenta para isso também. Por essas e por outras que virão, que me explico. A Tele Sur pode não ser a solução para o adestramento televisivo ao qual estamos submetidos há décadas e décadas. Certamente não o é. Mas é o início, é a essência de uma estrutura que sempre defendi como premissa para a possibilidade da existência de um outro mundo. Mais justo, mais real, menos material. Não tenho gosto, não, pela revolução armada. Nem pelos pontos de exclamação. Não venho desta geração. Minha geração cresceu sonhando com a diplomacia e a paz entre os povos. Indignada e confusa com a matança diária que assola o Oriente Médio. Defendendo o diálogo e a resposta inteligente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista a revista Carta Capital, edição de 9 de fevereiro deste ano, Steve Solot, atual vice-presidente da Motion Picture Association (MPA), conversou com a repórter Ana Paula Sousa sobre a ação da cultura hollywoodiana sobre a produção audiovisual brasileira. A MPA congrega os sete grandes estúdios americanos — como Fox, Warner, Columbia e Universal — e está montando um escritório em São Paulo, onde centralizará sua atuação na América Latina. A associação terá, ainda, representação em Cingapura, na Ásia, e em Bruxelas, na Europa. No Brasil, ao invés da associação destinar 11% da remessa de lucros que enviaria aos Estados Unidos à Receita, o governo permite que a MPA invista em produção nacional 70% do que pagaria em impostos. Ou seja, mais uma vez a cultura americana banca o vôo da imaginação tupiniquim, enquanto pinta com suas cores a ilusão de termos um cinema independente e com sua própria cara. Parece bairrismo da minha parte pensar assim. Talvez pense você que o isolamento também não levaria a nada. Não. Brigo contra a hegemonia e estou me tornando repetitivo. A França tem um dos melhores cinemas do mundo. Talvez porque barre intervenções deste tipo em sua cultura. Há pouco, decidiram que o filme Un Long Dimanche de Fiançalles não teria financiamento do governo por ter sido co-produzido pela Warner. Não, não é bairrismo. É proteção contra um sistema que, haja visto, não deu, não dá certo. "Mas a França, historicamente, tem sido um país que resiste ao processo de globalização cultural em benefício próprio", comenta o entrevistado. Sejamos assim, então. Contra a globalização e a favor de um outro meio de espalhar o avanço e a modernidade, que não seja às custas da vida, da alma, da natureza e do bolso dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A criação da Tele Sur e a mostra das pretensões da MPA no Brasil, são, sim, contrapontos interessantes. Cheiram bem e estão no ponto para uma saudável discussão sobre o futuro da humanidade. Eis algo saboroso que o Fórum nos deixou. A idéia de confrontar os dois hemisférios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A Uzina produz mais energia a cada provocação deste tipo. Largue o controle remoto e responda, que você acha a respeito?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110879006630453621?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110879006630453621/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110879006630453621&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110879006630453621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110879006630453621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/02/sobre-o-que-assistiremos-no-futuro.html' title='Sobre o que assistiremos no futuro'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110878990687894088</id><published>2005-02-18T21:08:00.000-08:00</published><updated>2005-02-18T21:21:30.833-08:00</updated><title type='text'>Irracionamento</title><content type='html'>Lembro quando um professor meu contou que tinha despertado para essas campanhas de racionalização da água. Lembro que foi na Unisinos, mas não lembro quem era o cara. Contou que estava chegando em casa um dia, na tardinha, depois do serviço ou sei lá, e viu uma velhinha com a mangueira numa mão e pazinha noutra lavando a calçada na frente de casa. Flagrou a velhinha no exato momento em que ela empurrava com um jato de água uma folha de um lado ao outro da calçada, até fazê-la despencar, molhada, no paralelepipido da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Contou-nos que a cena da velhinha foi algo que o emocionou profundamente. Depois do acontecido, tornara-se um militante devoto e anônimo do movimento de racionalização da água. Esse testemunho todo já era, na certa, uma forma de persuadir-nos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tem coisas que a gente até já sabe, mas precisa alguém pra dizer, não? Confesso que me sensibilizou a história da velhinha. Sério. Que grande privilégio tinha aquela calçada ou até aquela folhinha ao receber um banho de água potável? Hem? Brrrr. Água esta que recebeu o investimento de trocentos reais nossos e outras tantas horas de tratamento para ficar em condições de consumo para o ser humano. E não para lavar as calçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Esses dias deu na TV um senhor que quase foi teve seu abastecimento cortado porque insistia em regar o jardim em uma das cidades da região metropolitana de Porto Alegre que estava em período de racionamento, a pedido das autoridades locais.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Faltam fiscais também, não? Há muito tempo que tenho a impressão que sobram fiscais de trânsito — os famosos azuizinhos — nas ruas da minha cidade. Basta uma noite de um pouco mais de movimento pra vermos um dos veículos da frota com dois ou três deles à espera de uma infração. Ao invés de estarem ali, aos montes, aguardando que um imprudente passe o sinal fechado ou apareça com os faróis apagados, muitos exemplares deles poderiam estar nas ruas conferindo os abusos no uso da água. Lavando o carro em tempos de seca no Estado? Coisa pro azulzinho, oras bolas. Seria mais uma desculpa para a arrecadação? Talvez. Mas enquanto se discute, muitos litros d'água deixariam de escapar pelas torneiras do vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Ao contrário da energia elétrica, a água é um bem que não repomos, portanto acabável. Não racionar é pôr em risco o banho de nossos netos, dos filhos deles. É pôr em risco a alimentação. A espécie. Assim como não usar o cinto e beber antes de dirigir, não racionar é mais um belo exemplo da nossa irracionalidade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110878990687894088?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110878990687894088/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110878990687894088&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110878990687894088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110878990687894088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/02/irracionamento.html' title='Irracionamento'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110878909616166643</id><published>2005-02-18T20:51:00.000-08:00</published><updated>2005-02-18T21:08:11.376-08:00</updated><title type='text'>40 dias para a tolerância</title><content type='html'>Já falamos sobre intolerância aqui na Uzina. Foi na ocasião do Fórum Social Mundial. Falávamos a respeito do painel do Nobel em literatura José Saramago. Na seção aberta às perguntas do público, um jovem estudante levantou-se e indagou os painelistas sobre a intolerância que havia entre as muitas ideologias, credos e interesses dos participantes do Fórum. Concordei com ele. Não é possível outro mundo se não nos entendemos em nosso pequeno mundinho de relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Batíamos nessa tecla na época do CLJ. Sim, participei do Curso de Liderança Juvenil, como muitos. O próprio hino do movimento dizia que era preciso que o mundo fosse um pouco melhor porque nele nós vivemos. Pra mim, essa parte da letra sempre disse que eu precisava investir no meu mundinho, nas pessoas que eu conheço, com as quais me relaciono. Esse mundinho é passível de mudança. Esse outro mundinho, sim, é possível.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esse pra mim, é o século da tolerância. Não sei bem porquê. Nem me perguntem porquê do "século". Só acho que a tolerância é a chave para todo e qualquer investida em favor da paz. De cima pra baixo. Se o Bush não tolera a diferença cultural dos islâmicos e a auto-suficiência deles em petróleo, como estamos vendo, a paz se complica. Se um Presidente da República não tolera as diferenças partidárias do seu antecessor e não dá continuidade a projetos que não são de sua autoria, mas que dão certo, o país regride. Se você não tolera a provocação no trânsito e parte para a briga, pode ter um triste fim se o outro cara tiver uma arma. Se eu não tolero a vontade imensa da minha namorada em fazer algo com a qual não simpatizo, nos estranhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A tolerância deve vir em favor da vida. Os pequenos gestos de tolerância transformam o mundo, trazem a paz. E isso, sei, não é novo. Jesus Cristo pregava a tolerância, o perdão. Pediu para que não fizéssemos aos outros o que não gostaríamos que outros fizessem a nós. Perdoe setenta vezes sete vezes. Ao baterem numa face, ofereça a outra. Opa. Sinônimo de covardia, de submissão? Pense. Eu questiono.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como dizem os mais vividos, o que fazemos de bom é só o que levamos dessa vida. Um bom começo é praticar a tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A Quaresma — período que marca o primeiro dos quarenta dias antes da Páscoa — trouxe mais uma edição da Campanha da Fraternidade. Desta vez ecumênica, ou seja, com a participação de todas as igrejas cristãs, e não somente a católica, a iniciativa pretende discutir o tema Soliedariedade e Paz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“Que a nossa força não seja a violência, mas o amor.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Que a nossa riqueza não seja o dinheiro, mas a partilha.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Que o nosso caminho não seja a ambição, mas a justiça.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Que a nossa vitória não seja a vingança, mas o perdão.”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110878909616166643?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110878909616166643/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110878909616166643&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110878909616166643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110878909616166643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/02/40-dias-para-tolerncia.html' title='40 dias para a tolerância'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110765729658888488</id><published>2005-02-05T18:21:00.000-08:00</published><updated>2005-02-05T19:09:20.756-08:00</updated><title type='text'>Respostas de outro mundo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O ano de 2001 trouxe para Porto Alegre a primeira edição do &lt;a href="http://www.forumsocialmundial.org.br/"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fórum Social Mundial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Era o início de uma caminhada organizada pela esquerda política de todo o mundo para discutir questões centrais para a construção de um outro mundo. Nos outros três anos que se seguiram, o Fórum voltou a acontecer em Porto Alegre. Com a participação do público aumentando a cada edição, chegou-se ao número de 100 mil participantes em 2003. No ano passado, o encontro ocorreu na cidade de Mumbai, na Índia e envolveu cerca de 100 mil pessoas outra vez. Este ano, o recorde foi estabelecido. Segundo informações de autoridades locais, o Fórum chegou a ter 200 mil pessoas circulando ao longo dos armazéns do Cais do Porto, Usina do Gasômetro e parques Farroupilha e Marinha do Brasil, locais onde o evento aconteceu. Em 2006, a idéia é que o Fórum seja descentralizado, tendo suas discussões ocorrendo em diversos países, simultaneamente. No outro ano, em 2007, a África vai receber o encontro. Marrocos passa a ser a bola da vez. O país seria a porta de entrada para o Fórum atingir os países do Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Tornou-se polêmica ano passado a declaração do presidente Lula dizendo que o Fórum tratava-se de uma “feira ideológica” e que pouco chegava a soluções práticas. Aceita por muitos e rebatida por outros tantos, o certo é que a questão avançou, foi discutida entre os milhares de participantes do Fórum, entre os painéis e hoje é pauta da Uzina. Em sua opinião, como um outro mundo é possível?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um grande mural construído no local do Fórum, expôs 352 sugestões para tornar possível um outro mundo. As idéias foram recolhidas durante os dias do evento e o mural tornou-se o grande símbolo dos anseios dos diversos povos que passaram por ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A Uzina foi até lá e quis ouvir a resposta de pessoas de diferentes partes do mundo. Muitos são os credos, as raças, as línguas que compõem a diversidade do Fórum Social Mundial. Muitos são percebidos logo de cara, pelo olhar curioso que examina o mapa na mão, pelo excessivo cheiro de bloqueador solar e pela estranheza com que percebem as coisas ao redor. Os anseios fazem todos, porém, habitantes da mesma aldeia. O sentimento é de revolta, de urgência e de esperança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em sua opinião, como um outro mundo é possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ghassan F. Abdullah, pesquisador universitário de Ramallah, Palestina&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Os atuais governantes do mundo, especialmente os neoliberais americanos, e a sociedade neoliberal espalhada pelo mundo todo, estão fazendo a vida mais difícil pra maioria das pessoas do mundo. Este Fórum é uma forma de confrontar esse ataque contra os interesses de qualidade de vida e saúde das pessoas. Mas nós esperamos mudar essa situação que traz guerra e devastação. E, claro, há problemas políticos com a ocupação do território palestino, do Iraque, do Afeganistão. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;Diogo Cavalcanti, estudante universitário de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Um dos exemplos é este Fórum. Um centro de discussões democráticas, participações de jovens, comunicação. Um outro mundo é possível quando se volta a atenção para os pobres, para os países do terceiro mundo. Um outro mundo é possível sem desigualdade social, sem imperialismo, sem dominação dos americanos, da Europa, de quem quer que seja. Um outro mundo é possível com igualdade política. Principalmente com democracia, cara. O diálogo, a conversa... acho que é importante isso. Porque, qual que é a idéia do Fórum? Na minha opinião é essa. É reunir a diversidade num mesmo tom, que é discutir os problemas da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luz María Helguero de Plaza, diretora do jornal &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.eltiempo.com.pe/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;El Tiempo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;, do Peru&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;Eu acredito e acho que todos os que estão aqui pensam assim também, que há aqui muita inquietude. E penso que esta edição do Fórum deu um salto qualitativo. Que depois deste Fórum já se possa estabelecer talvez uma filosofia, uma ideologia, um partido político... Concordo com Saramago quando ela fala conosco sobre as Nações Unidas... para que as Nações Unidas recupere essa voz plural, que é o que todos queremos. Acho que é um pouco por aí que um outro mundo é possível. Mudar as estruturas. E o Fórum nos mostra um grande movimento nesse sentido. Nós que estamos aqui entendemos que se pode mudar, que se pode se ter um mundo mais plural, mais diverso, com muito maior inclusão. Que não seja uma coisa hegemônica, que não somente a voz de um pretenda representar a de todos.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Monika, universitária nova-iorquina &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Eu venho dos EUA, que é um país que se considera o melhor do mundo e especialmente em termos de democracia. Mas é um país que não prioriza áreas que eu considero importante como educação, saúde, arte e cultura. Eles se preocupam mais com militarismo, capitalismo e consumismo. E com uma espécie de falso sentimento de felicidade. Então, no meu ponto de vista, um outro mundo seria possível priorizando as coisas que eu já mencionei. Eu não tenho certeza se pra isso nós precisamos de governo, mas no momento nós temos um governo e eu espero que ele comece a corresponder às necessidades que eu acho que todas as pessoas no mundo têm.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Joice Elisa Costa, cientista política. Vive em Pelotas, Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Acho que um outro mundo é possível nessa perspectiva que estamos vivendo aqui no Fórum. Ele é possível no momento que a gente se propõe a trabalhar duro, a se matar para construir esse mundo. Porque ele não vai acontecer do nada e as edições do Fórum estão bem pontuadas nesse sentido... a primeira edição foi mais rebelde, tipo pra dizer “nós existimos, estamos aqui e somos contra um pensamento único”. Depois a coisa foi se estruturando e eu acho que este Fórum está bem mais maduro. Eu acabei de participar de um painel que propõe a montagem de um &lt;a href="http://www.observatoriodemidia.org.br/obm/"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Observatório Brasileiro de Mídia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Isso é importante. Esse tipo de coisa, que nasce com o Fórum, é fundamental. Já tinha nascido o &lt;a href="http://www.mediawatch.com/welcome.html"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Media Watch Global&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em outra edição. Isso demonstra um amadurecimento mesmo. É claro que temos muito mais pra caminhar, mas estamos no caminho certo. Também vejo que a organização deste Fórum se propôs a rebater as críticas de que do Fórum não nasciam soluções práticas. E eles tiveram um grande acerto no momento em que eles decidiram socializar e democratizar o próprio controle do Fórum. Dizer “vem aqui, vamos conversar, vamos organizar”. Este foi um grande acerto. Eu até acho que as primeiras edições acertaram em centralizar mais a organização. A gente vai errando e vai acertando... virão ainda muitas outras questões, mas repito que estamos no caminho certo...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Elias Elliot, escritor. Vive em Capinas, São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Eu acredito que um outro mundo passa inevitavelmente pela leitura. Os livros são nossos sábios, novos conselheiros. Mas infelizmente nós não temos uma cultura que desenvolva o hábito pela leitura, o bom gosto. Acredito piamente que a leitura é um dos principais caminhos para se construir um mundo bom. Nós sabemos que existem ainda muitas outras questões que podem nos levar à construção de um mundo bom. Mas acredito que elas estão mais no mundo da utopia do que da realidade. Enquanto que a leitura pode ser tornar, sim, realidade.&lt;br /&gt;Esta edição do Fórum eu acredito que esteja mais vazia, digamos assim, de intelectuais. Me parece que esvaziou. Eu estou vendo menos pessoas reconhecidas, pessoas públicas, mais notórias. Estou percebendo que aumentou o número de pessoas no evento, mas esvaziou o lado das pessoas mais pensadoras, mas decisivas. E eu vejo este Fórum como uma grande arena para as decisões futuras da humanidade. Seria uma pena se acabasse porque ele é uma grande referência para se tomar decisões futuras no planeta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hugo Verjadez, membro da &lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/CapitolHill/Senate/9094/"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Liga Socialista Revolucionária&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;,&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;da Argentina&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Bom, o que estamos vivendo é bastante complicado, não? É uma etapa de muita guerra e muitas crises. Mas isso não quer dizer que não poderá haver mudança radical e revolucionária na sociedade. Nem mesmo pelo que está acontecendo no Iraque, na Palestina, no Haiti o mundo não se dá conta de que cada vez mais vivemos pior... Um outro mundo é possível, sim. Mas temos que lutar muito e de forma revolucionária. Para nós, o capitalismo quer destruí-lo. Não é possível reformá-lo. Porque sua lei será sempre de mais guerras e mais conquistas. Os maiores problemas são o imperialismo e o capitalismo. E é isso que queremos dialogar com os povos latino-americanos, do mundo todo, com as pessoas que estão aqui. Acreditamos, sim, que um outro mundo é possível. Mas há que se lutar muito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um jovem nova-iorquino, estudante de Política Americana nos Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;O FSM é um bom exemplo de como um outro mundo é possível por que você vê pessoas vindas de diferentes países, falando diferentes línguas, não necessariamente se comunicando, mas entendendo umas as outras, criando um fantástico encontro internacional com tantas atividades diferentes, como cultura, música, muito sobre política. Eu não vejo o Fórum como um evento pra se falar sobre como um outro mundo é possível, mas é um exemplo disso. Como o respeito por diversidade sexual e racial. O Fórum é um exemplo dessa possível mudança.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;Delorgel Kaiser, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.forumsocialmundial.org.br/"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#993300;"&gt;Canal TV Brasil Internacional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Um outro mundo se dá a partir das diversidades. Pra isso, é preciso que as diversidades apareçam, se manifestem. Nesse sentido, a mídia tem um papel fundamental que é o de abrir espaço para que essas diversidades tomem corpo, tomem forma. A gente sabe que a mídia tradicional tem já os seus interesses delimitados e não se tem muito espaço nesses veículos. Então, é necessária uma articulação da cidadania para que crie esses espaços. E isso vem ocorrendo no Brasil nos últimos tempos, com a criação das rádios comunitárias, TVs comunitárias, os sites, os blogs. Então essa é uma conquista importante, porque a diferentes opiniões se manifestam aí, as idéias são colocadas e as pessoas podem, então, fazer sua opção para que esse novo mundo comece a ganhar corpo. No nosso caso, especificamente de uma TV pública, esse compromisso deve ser a base de toda a programação. O compromisso com a pluralidade das informações, das opiniões. O compromisso com a verdade, no sentido de não tentar passar uma opinião já formada. Por ser um canal do Estado brasileiro ele tem esse compromisso: de ser um canal por onde as informações trafeguem com um grau de oficialismo, de responsabilidade. Essa preocupação toda existe também porque somos fonte de informação para outros veículos. Nós temos convênios com outras televisões públicas de todas as partes do mundo que retransmitem a nossa programação. Então, nós começamos com esse sentido aqui no fórum. Conseguimos colocar no ar opiniões de diferentes países, procuramos sempre estabelecer debates e entrevistas com a diversidade... acho que vamos conseguir.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110765729658888488?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110765729658888488/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110765729658888488&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110765729658888488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110765729658888488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/02/respostas-de-outro-mundo.html' title='Respostas de outro mundo'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110754780657728911</id><published>2005-02-04T13:07:00.000-08:00</published><updated>2005-02-04T12:10:06.576-08:00</updated><title type='text'>Papo com o além</title><content type='html'>Sentaram os dois lado a lado, no escuro. Olharam ambos para o lado oposto, afim de que ficassem frente a frente. Assim, poderiam ouvir claramente o que sussurravam, trêmulos. Mateus podia ouvir até mesmo a respiração de Germano. Estavam perto o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Nada de importante. Coisas do dia a dia. Mateus tinha perdido a avó antes de ontem. Morreu de infarto. Falaram sobre a morte.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- E, então, acredita na vida depois da morte?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- É espírita?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Não.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Então?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Só acredito. Que mania de querer associar tudo à uma religião... Tu acredita?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Devia acreditar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Porque é básico. Todo mundo já ouviu ou viu alguém que já morreu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Não fala merda. Eu nunca vi nada.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Não viu porque não acredita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Pois é.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Vai viajar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Sim, pra casa da guria. Vou no sábado e volto na terça.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- De bus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Não, com o carro do pai.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Cuida, né meu.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- O quê?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Ah, os acidentes. Morre gente todo dia com isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Eu sei. Mas muito é papo da TV. Eu sei até onde eu posso ir.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Te liga, vai na manha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Na manha eu não chego. Na última vez fui em uma hora e quinze. Essa vez não passo de uma hora. O finde já é curto, capaz que eu vou perder tempo na estrada...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- No máximo, tu vai economizar 15 minutos. Não viaja, vai acabar te incomodando de graça. Teu pai arrumou o cinto?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Bah, nem me lembrava. A Cátia não usa e eu acabei me acostumando. Lembramos sempre quando já chegamos. Hehe.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- E elas, cadê que não voltam?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- Ali. Tão vindo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Doce?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Salgada, amor, gosta?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;- Pode ser.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Que merda de frio esse ar, porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Esperavam as namoradas virem com as pipocas. O ar-condicionado esfriava o ambiente enquanto falavam sobre a morte. O que vem depois dela e também sobre ela. Mas, claro, não sabiam. Germano só soube dela quando ela chegou. Assim como lembrava do cinto de segurança. Mateus não imaginou que o escuro do cinema e o frio eram parte do ritual. Ele falava com o amigo que estaria morto horas depois, na Freeway, auto-estrada que liga Porto Alegre com o litoral norte do Estado. Germano e Amanda também não imaginavam. Nunca pensaram que podia acontecer, assim, tão perto, e com eles. Sei lá, tão jovens. Sabe lá se imaginariam que podia ser tão terrível. Levaram junto os pais de Amanda e outra família de Gravataí. Pai, mãe, filho e primo. Iam conhecer a casa que o pai, Luis, havia alugado em dezembro, pros 10 dias de férias. Teriam alertado Germano se soubessem. Assim como tentou fazer Mateus aquele dia, antes do filme. Agora Mateus chora e Germano dá adeus a esta vida numa coluna de uns poucos caracteres do jornal de quarta-feira. Acabou pra eles.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Quem se importa? Falamos com a morte a todo instante. Acreditando ou não na vida após ela. Falamos com a morte sempre. Principalmente antes dos feriados prolongados. O ritmo de festa faz a vida parecer indestrutível. A velocidade sacia os sentidos do motorista que, anestesiado, esquece da recomendação de quem o ama. E vira nada. Um corpo no meio de ferragens. Mais um número no jornal. Que, vocês sabem, sendo pouco, o pessoal nem lê. Só lê quando é tragédia mesmo. Com um monte de morto. Quatro, cinco é comum. Acontece todo dia. Amanhã ou depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Parece brincadeira ou cópia. Sempre, quando voltamos a trabalhar ou a estudar, depois do feriado ou do final de semana, tem mais uma leva de gente que se foi. Por imprudência de um ou de outro. Mas se foram. Muitos, nessa hora, estão falando com a morte e esquecendo de recomendar bons modos. A única coisa certa dessa vida é a morte mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não é assim? Depende também de nós, sim. Alerte quem você ama e quem você sabe que desafia a prudência. Diz que o ama, se for preciso. Assim, você evita descobrir que, ao invés de uma conversa qualquer, aquele já pode ser um papo seu com o além.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110754780657728911?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110754780657728911/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110754780657728911&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110754780657728911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110754780657728911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/02/papo-com-o-alm.html' title='Papo com o além'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110722886084643727</id><published>2005-01-31T19:34:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T19:34:20.846-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A cor da diversidade&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/640/DSC01050_baixa.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #AAAAAA; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/DSC01050_baixa.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110722886084643727?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110722886084643727/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110722886084643727&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110722886084643727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110722886084643727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/cor-da-diversidade.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110722861175131859</id><published>2005-01-31T19:27:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T19:30:11.750-08:00</updated><title type='text'>Intolerância</title><content type='html'>Saramago fez que concordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O Auditório Araújo Viana, em Porto Alegre, amanheceu lotado na manhã de sábado, 29 de janeiro, para o painel &lt;em&gt;Quixote hoje: Utopia e Política&lt;/em&gt;. As palestras tinham terminado e há pouco tinha iniciada a sessão de perguntas, abertas ao público, quando o rapaz levantou. Jovem estudante, de fala firme, indagou Saramago. Não lembro exatamente das palavras. Começou falando da fila para perguntas. Disse que tinha sido empurrado por uma outra pessoa que também ia perguntar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Como podem as pessoas se empurrarem aqui? Não estão todos engajados, na luta por um outro mundo? Porque não é possível um outro mundo se lutamos cada um pelo seu ideal. Isso aqui é uma briga partidária, uma disputa de ideologias ou estamos todos juntos buscando um mesmo ideal humanitário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;O rapaz fez ainda algumas outras perguntas. Mas o seu primeiro desabafo ecoou e cobriu de reflexão os que o escutaram. Eu estava em casa e larguei um pomposo "baaaah". Saramago fez que concordou quando começou a responder outras questões para o rapaz.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parece absurdo para alguns que eu não comece falando do comentário ou da resposta do português, Nobel de literatura em 1998. Muito mais importante, foi o simbolismo daquele desabafo. É exatamente disso que o Fórum Social Mundial está precisando e tomara que encontre nas próximas edições. Uma crítica que surge no meio dos participantes. Assim mesmo, de dentro pra fora. Uma respiração saudável para a sobrevivência. Era visível no estudante o sentimento de indignação. A fila foi o grande palco por onde transitaram os personagens simbólicos do conflito de interesses que há neste evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Não é possível, diria o rapaz e fazia que concordava Saramago, que o movimento indígena queira o seu mundo ideal, o MST o seu, o movimento feminista o seu, a Une o seu. Nenhum outro mundo é possível assim. É preciso que haja uniformidade do discurso para que floresçam soluções práticas para iniciar a viabilização deste outro mundo. É preciso haver tolerância com a necessidade do outro também.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No jornal Correio do Povo, aqui de Porto Alegre, o psiquiatra Jorge Ignácio Szewkies já alertava, no dia anterior, para o sério problema.&lt;br /&gt;"(...) Haverá, neste Fórum, encontros entre pacifistas israelenses e palestinos. Temo que afluência de público seja menor que nas oficinas francamente belicosas, que têm resposta pra tudo: eu estou certo e o outro é o meu inimigo. Gritarão palavras de ordem e sairão todos contentes com a escolha de um inimigo responsável por tudo. Cantarão, dançarão e voltarão para suas casas. Tudo seguirá igual. Assim outro mundo não será possível."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Naquela manhã, José Saramago fez que concordou. Antes mesmo do painel já havia feito menção aos jornalistas do problema da falta de ações concretas do FSM.&lt;br /&gt;“As baterias têm que funcionar para pôr o motor a funcionar. Esta é a minha idéia. Teria de inventar no FSM algo que não fosse uma ONG, que se dilui na quantidade quase astronômica de ONGs, mas que se apresentasse como um fórum de debates de idéias não simplesmente que as pessoas se encontram e vão ter idéias e ficam contentes com isso. Que vão aprender algo e comunicar algo. Mas que seja mais do que isso. Que seja um instrumento para a ação”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O outro mundo precisa de ação. Não de utopias. Precisa de respeito e de tolerância com o outro. Não de gritos e palavras de ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Olhemos, sim, para o nosso queridinho umbigo. Mas não para encontrar o que está certo, mas para reconhecer o nosso próprio papel nisso tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110722861175131859?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110722861175131859/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110722861175131859&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110722861175131859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110722861175131859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/intolerncia.html' title='Intolerância'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110722822225163959</id><published>2005-01-31T19:23:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T19:43:21.533-08:00</updated><title type='text'>O farto e o faminto</title><content type='html'>Quando há o faminto e o farto, precisa haver esforço de ambos para que a transformação aconteça. O faminto precisa dizer que tem fome e muito mais. Precisa mostrar legitimidade do seu esforço por uma condição melhor de vida. Precisa querer que a fome do outro também seja saciada. O farto precisa revelar seu caráter humanitário, abrir mão da vaidade e estender a mão. &lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;A relação que se estabelece entre o FSM e Davos é esta entre o faminto e o farto. Ambos possuem sérias responsabilidades e ambos ignoram que as possuem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110722822225163959?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110722822225163959/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110722822225163959&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110722822225163959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110722822225163959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/o-farto-e-o-faminto.html' title='O farto e o faminto'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110722807081558198</id><published>2005-01-31T19:19:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T19:22:53.163-08:00</updated><title type='text'>Impressões do Fórum Social</title><content type='html'>De que forma um outro mundo pode ser possível? Confesso que é quase irresistível lançar essa pergunta como pauta de uma próxima visita ao Fórum Social Mundial, que começou dia 26, em Porto Alegre, e terminou na segunda-feira, dia 31.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Descemos na estação Mercado e caminhamos ao longo das instalações do Fórum, que põem a Usina do Gazômetro no centro disso tudo. O visual cosmopolita passa a chamar a atenção depois que nos desvencilhamos dos carros e das sinaleiras que abafam a percepção de qualquer um sobre qualquer coisa. Jornalistas e participantes de todas as partes do mundo se encontram, formam seus grupos e cada olhar e cada movimento deflagram os que não são daqui.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Seguimos nosso caminho. Passamos pela grande feira instalada logo após a Usina, pelo acampamento da juventude e pelo anfiteatro Pôr do Sol. A impressão foi ruim. As instalações da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica), local onde aconteceu a última edição, davam uma postura mais sisuda ao Fórum. Tinha mais cara de coisa séria, comprometida. O atual modelo, ao ar livre, combina mais com feira, com brique, com palavras ao vento e idéias que vão tão longe e se perdem tanto quanto o horizonte do Guaíba. Levanta-se, também nessa edição, a suspeita de que nada de concreto se extraia dali. Fica como destaque a multiculturalidade e o grande bem que o Fórum traz à cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Do segundo poderíamos falar bastante. A começar pela grande presença da Brigada Militar. Que, convenhamos, nada tem a ver com a grande insegurança que a cada dia sentimos aumentar em nossa família, em nossos filhos, em nossos vizinhos. Qualquer um podia agora começar um grande desabafo aqui, mas deixa pra lá.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Parece que um grande contingente foi deslocado do litoral para garantir a segurança do evento que se despede este ano da capital dos gaúchos. Despede-se levando a falsa impressão de uma cidade segura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Afora a segurança, servem como destaque o crescimento das vendas de quem depende do comércio de água mineral, de cachorro-quente ou de milho-verde para sustentar a família. Vê-se muito deles por lá. E todos ocupados atendendo ou tentando decifrar a necessidade de um estrangeiro interessado. A superpopulação que lota os hotéis da capital também é, senão o maior, um grande aspecto a ser ressaltado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bom, disse acima que a multiculturalidade é o outro grande destaque do Fórum. Pois então. Estávamos na estação Mercado, de volta pra casa, no fim de um dia de muita caminhada. Às margens da plataforma, aguardando conosco a chegada no próximo trem, estavam cerca de sete ou oito cidadãos de Sri Lanka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Tinham a pele negra, mas não muito. As mulheres vestiam roupas pesadas e compridas. Tinham aquele sinal pequeno e arredondado entre os olhos, característica também das mulheres da Índia, creio eu. Os homens usavam trajes bem comuns. É interessante acompanhar a forma como se comunicam, como são dependentes uns dos outros num país tão estranho. Deviam ser de alguma ONG ligada ao plantio. Foi o que deu pra ler no crachá que usavam no peito. Demos risada quando o primeiro trem passou e não parou. Não estava na linha dele. Devia estar se deslocando pra outra estação, ou sei lá. Mas os nossos visitantes não entenderam nada. Entreolharam-se. Estavam em dúvida se havia faltado alguma iniciativa deles para que o trem tivesse parado. Bem engraçado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estávamos entretidos com um senhor de São Leopoldo que também vinha do Fórum quando resolvermos arriscar alguma conversa em inglês com algum dos cingaleses. Tentei o primeiro que logo fez sinal dizendo que não entendia bulhufas do que eu falava. Do outro lado, um colega seu cutucou meu braço e disse que, sim, "I speak english".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Legal. Pude fazer uso do que sei de inglês pra descobrir que estavam indo se hospedar em algum hotel em Esteio, que eram mesmo de Sri Lanka e que estavam achando o Brasil "very, very good". Talvez o papo rendesse mais se não tivesse chegado a nossa hora de descer. Despedi-me com um ligeiro "good night" e recebi um sorriso do senhor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De volta pra casa ficou a vontade de saber mais daquele senhor. Como estava a sua gente depois do Tsunami, da situação de suas casas, suas famílias. Do que faziam no Fórum. Esperam realmente levar algo daqui? De que forma um outro mundo pode ser possível?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110722807081558198?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110722807081558198/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110722807081558198&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110722807081558198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110722807081558198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/impresses-do-frum-social.html' title='Impressões do Fórum Social'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110696976706649757</id><published>2005-01-28T19:34:00.000-08:00</published><updated>2005-01-28T19:36:07.066-08:00</updated><title type='text'>Nada de novo no front</title><content type='html'>De certa forma, nos parecemos com soldados vindos do front quando lemos os números de mortos da guerra do Iraque com tanta indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Na real, um soldado recém de volta de uma guerra não consegue entender o quanto se pode sofrer por apenas uma vida que se vai. Não compreende o sofrimento de uma mãe que se esmigalha ao túmulo, chorando a vida do filho que se foi. Pra ele é tudo tão menor do que o que viu de terrível na guerra. Parecemos esses soldados, no conforto de nosso lar, envolvidos com nossos afazeres diários, selecionando matérias do jornal pelo maior impacto quantitativo que podem ter. O valor-notícia de uma guerra para o leitor comum não é mais o furo, a notícia, o avanço da tropa x, a resistência dos rebeldes do país y, a cidade z que foi dominada. Damo-nos ao trabalho da leitura se o número nos é expressivo o suficiente. As fotos não têm cheiro, não inalam pó, podridão. As fotos e as linhas que se seguem não traduzem o sofrimento da frente de batalha. Como podemos ser assim? Tão indiferentes? Tão alheios ao que acontece no front?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como podem ser assim, se lá fora os estilhaços zunem sobre as trincheiras e os foguetes luminosos sobem, os feridos são arrastados em lonas para a retaguarda e os companheiros abaixam-se nas trincheiras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Estas últimas indagações são de Paul Bäumer, um jovem alemão de família humilde que fora enviado para Primeira Guerra Mundial e que viveu a exaustão humana que poucos imaginam existir. Ele é o personagem de Erich Maria Remarque, no livro Nada de novo no front, de 1929. Erich fora também enviado à Guerra quando tinha seus 18 anos. Saiu do conflito profundamente marcado e perplexo com a crueldade da guerra. Durante a década de 20, enfrentava a insônia carregada de fantasmas tomando notas sobre os horrores que viu e viveu no front. Os rascunhos deram origem ao romance que Paul protagoniza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Faltam ainda algumas páginas para terminá-lo de ler. Os detalhes assustam e comovem ao mesmo tempo. Cada vez mais se tem a clara impressão de que a guerra nunca foi feita por quem está nas trincheiras. Pobres meninos sem passado que entregam suas vidas pela causa que nunca lhes darão a conhecer os senhores engravatados da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Nada de novo no front é considerado o mais importante romance pacifista do século XX. Remarque, junto de Goethe, é o escritor de língua alemã mais lido do mundo. E o jornal de amanhã, seja ele qual for, será também um marco para história. Ele será a lápide dos muitos que morreram hoje no Iraque em função de uma guerra irracional e mesquinha. O jornal de amanhã ainda está sendo rodado e estará quentinho nas bancas do mundo inteiro pela manhã. Novos números. Novidades da guerra. E quando acordarmos, a indiferença despertará conosco.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como podem ser assim?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110696976706649757?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110696976706649757/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110696976706649757&amp;isPopup=true' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110696976706649757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110696976706649757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/nada-de-novo-no-front.html' title='Nada de novo no front'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110627726755649384</id><published>2005-01-21T01:15:00.000-08:00</published><updated>2005-01-20T19:20:20.276-08:00</updated><title type='text'>Leia até aqui.</title><content type='html'>Brincadeira. Leia sempre um pouco mais. A Internet comprovadamente nos consome ao menos 10% a mais de tempo para ler a mesma quantidade de texto do papel, aquele comum, tipo o do jornal. Isso, decerto, pela trabalheira de lidar com uma ou outra barra de rolagem, um botão aqui, outro acolá. Tem também os vários links interessantes que nos dispersam. Sem falar na pilha horizontal de janelas que estão abertas ali embaixo, na barra de tarefas. Fora o magrão ou a guria que insiste a piscar no msn ou nos outros softwares de conversa instantânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Eu sei, é dura a batalha. Antes não era assim. Aposto. O cara quando ia ler alguma coisa que chegava, rasgava o envelope, que até então era a única coisa que lhe desviava o foco. Depois de rasgada a pontinha aquela, suficiente pra fazer o rasgo maior por onde sairia o papel escrito, nada mais o impediria de ler. Lia, relia. Sabe lá se não lia uma terceira vez. Faria o que se não isso? Reler o jornal? A revista, se existia. Ligava o rádio e fica olhando pro nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Somos produtos da evolução e da convergência das mídias, sei. E o passado também não devia ser tão monótono como tentei convencer ali em cima. Mas insiste mais sempre. Ler, como bem sabemos e ouvimos por aí, só faz bem. Leia de tudo e mais. Leia até isso aqui quando te sobrar um tempo. E se tiver mais algum, comente. Ficarei bem agradecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;No começo, tinha me comprometido de escrever a quantidade certinha pra caber na tela do teu monitor quando abrisse a Uzina, sem precisar rolar. Mas, sério, não deu. E temo não dar na maioria das vezes. Por isso, a clemência por compreensão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dê sempre um pouco mais de crédito para esse humilde comunicador, humilde futuro jornalista. Leia até aqui. Feito, consegui.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110627726755649384?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110627726755649384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110627726755649384&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110627726755649384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110627726755649384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/leia-at-aqui_21.html' title='Leia até aqui.'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110627720019721957</id><published>2005-01-21T01:13:00.000-08:00</published><updated>2005-01-20T19:23:16.016-08:00</updated><title type='text'>Sai monstrengo!</title><content type='html'>A globalização trouxe pro mundo, junto de mais riqueza e de mais pobreza pra quem já as tinha, algo um pouco mais particular. Uma frenética sensação de nunca saber o suficiente e, mais, de perder o controle do saber pela quantidade dele que nos é apresentada no zapear o controle remoto ou listar o que precisa ser consultado na Internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;O principal dos sintomas, então, é a preocupação. Seguida do conforto das desculpas que sempre encontro. Primeiro me preocupo em não estar suficientemente por dentro de algo que acontece e, em seguida, agarro meu dia-a-dia e o coloco na linha de tiro para não ser atingido. A culpa é dele. Como vou ter tempo de ler tudo e ver tudo se o tempo em que tudo acontece está ocupado pelas obrigações cotidianas?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sempre que posso e tenho alguma folga - um necessariamente existe por causa do outro - compro uma Folha de S. Paulo. Aquele bolo de cadernos empilhados me dão uma gostosa sensação de dever cumprido. Como referência de jornalismo no país, a Folha serve como um anestésico. Fico com a consciência tranqüila, digamos assim, pelo simples fato de tê-la em mãos. Isso tudo antes de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Mas aí vem aquilo que eu disse lá em cima, que a globalização trouxe. Pra mim, a Folha é a materialização desse saber múltiplo. Não que ela tenha vindo com a globalização. Mas assusta tal e qual.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Olha quanta coisa eu tenho que você deveria saber... uahhhh! Olha aqui, olha... deveria, não, deve, é sua obrigação saber... ler tudo... uahhhh! uahhhhh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Diálogo com seres inanimados e a imagem deles gigantes com dentes coreeno atrás de você é coisa de pesadelo de desenho animado. Mas eu não consigo evitar. Preciso que imagine o quanto sofro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não é loucura. Já ouvi muito colegas de jornalismo falando disso também. Eles que carregam o jornal do dia, a Veja da semana e um ou dois livros na pasta. Lêem tudo? Não. Carregam e tentam bafar aquela voz perversa que nos atormenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Rolou por e-mail ano passado um artigo de um senhor afirmando que deveríamos ser especialistas em algo. Esquecer o resto e dedicar nossa atenção para algo determinado. Que o mundo é dos que são especialistas em algo e não dos que sabem um pouco de tudo. Anh? Também pensei isso. É a forma como ele tenta abafar o monstrengo que grita, como a Folha grita pra mim. Né? Cada um do seu jeito. Por isso, discordo, meu senhor. Como disse pra vários amigos que entraram na discussão semestre passado. Não podemos, como viventes do século da informação, ignorar o mundo que passa girando no monitor de nossas casas, escritórios, escola, trabalho. Corriga outra. Não estamos no século da informação. Mas no século da propagação dela. Sim, isso. Porque ela sempre existiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domine o monstrengo. Ignore-o algumas vezes, mas não desista de saciá-lo. Não o deixe desaparecer sob a pena de naufragar na ilha da soberba. Daqueles que insistem no seu saber egoísta e medíocre.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110627720019721957?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110627720019721957/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110627720019721957&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110627720019721957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110627720019721957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/sai-monstrengo_21.html' title='Sai monstrengo!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110567220304319344</id><published>2005-01-13T18:59:00.000-08:00</published><updated>2005-01-20T19:22:27.023-08:00</updated><title type='text'>Tsunami e folhas ao vento!</title><content type='html'>&lt;span style="color:#333333;"&gt;Parece que limpa os pulmões ler coisas desse tipo. Enquanto nossa mídia hegemônica se resume a imagens de arquivo as quais larga todos os dias dizendo-as novas, este texto tem vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que testemunho este &lt;em&gt;Serambi Indonésia&lt;/em&gt; dá ao jornalismo que conhecemos, hen? Um edição sem anúncios, com o nobre propósito de ajudar o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até parece justo a decisão do governo indonésio em estipular um prazo para que os estrangeiros saiam do país. Parece que eles entendem bem mais de humanidade do que boa parte dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;O tsumani pegou todos de surpresa. As redações brasileiras não foram exceção. No dia 26 de dezembro, as nossas já esvaziadas redações estavam desertas, povoadas por focas, estagiários de plantão e alguns jornalistas de castigo. Mas, como as tragédias não marcam hora para acontecer, o tsumani pegou a nata do jornalismo brasileiro na praia ou descansando da cansativa entrevista coletiva com Papai-Noel, longe do mundo e das notícias.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalistas passam a vida esperando a “grande onda” e quando ela chega, eles estão dormindo na praia e quem pode surfá-la são os focas, que tomaram “caldos” incríveis. Castigo dos deuses.&lt;br /&gt;Passado o período de merecido descanso dos chefes, meia dúzia de correspondentes brasileiros foram enviados ou deslocados para a região afetada. A decisão de alguns grandes veículos parece ter sido pautada mais por motivos de economia de recursos do que por razões jornalísticas. O objetivo principal parece ter sido evitar a compra de material internacional, mas não provocou grande alteração na cobertura. O material internacional continuou sendo imprescindível e diferenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Só para uma das regiões afetadas, a CNN mandou uma equipe de 20 profissionais. Mas não é do primeiro mundo da notícia que vem o melhor exemplo do jornalismo de verdade; vem da própria Indonésia. O repórter do jornal “El Mundo”, David Jiménez, que vem fazendo uma cobertura diferenciada do desastre e que denunciou a “política dos turistas e ricos primeiro” na estratégia de resgate, relatou o exemplo ímpar dos colegas do jornal Serambi da Indonésia.&lt;br /&gt;A principal notícia da vida do &lt;/span&gt;&lt;a title="http://www.serambinews.com/" href="http://www.serambinews.com/"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Serambi Indonésia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt; chegou em forma de uma onda gigante, arrasou a redação e inundou tudo. Ajurdin Syam, que há uma década dirige o jornal, disse ao jornalista do “El Mundo” que nas horas que se seguiram à tragédia só pensava em duas coisas: “Pensei em minha família e como fazer o jornal”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajurdin encontrou com vida a sua mulher e seus três filhos, mas o jornal não saiu no dia seguinte. Somente seis dias depois o jornal voltou a circular. Foi uma edição extraordinária que demonstrou mais uma vez o espírito de resistência de um grupo de repórteres que enfrentaram décadas de guerras, a constante ameaças contra as suas vidas, a escassez de recursos e finalmente o grande tsunami. A sede do jornal foi atingida um pouco antes das oito horas da manhã. A onda inundou o jornal. As recepcionistas e o pessoal da segurança morreram na hora, assim como um grupo de repórteres que já havia chegado para o trabalho. Outros foram surpreendidos na parte baixa da cidade ou na residência dos proprietários do jornal, que fora coloca à disposição dos empregados, hoje completamente destruída. No dia seguinte ao maremoto, 60% dos trabalhadores do jornal haviam desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Os sobreviventes reuniram-se, conseguiram um local emprestado distante três horas do centro e com uma rudimentar impressora rodaram o &lt;/span&gt;&lt;a title="http://www.serambinews.com/" href="http://www.serambinews.com/"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Serambi&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;. Em primeiro de janeiro, os habitantes de Banda Aceh, puderam ler a primeira edição do jornal após o Tsunami. A manchete alertava sobre a ameaça da cólera entre os sobreviventes e uma nota pedia aos jornalistas que estavam vivos que se comunicassem com o jornal. O número de baixas no jornal foi de meia centena de pessoas. “Trabalhamos sem descanso, inclusive os que haviam perdido os seus familiares. Pensávamos que em meio à tragédia, nossos leitores precisavam de nós mais do que nunca”, revelou Ajurdin na nova redação improvisada do diário. O jornal, que é de propriedade de um grupo de comunicação Indonésio, ressurgiu de forma gratuita, com uma circulação limitada de cinco mil exemplares - eram 25 mil antes da tragédia - e sem publicidade. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das empresas que anunciava no jornal estava destroçada e os membros do departamento de administração encarregados das contas haviam morrido, junto com outras mais de 100 mil pessoas da província. A produção do jornal se converteu em uma missão social para os trabalhadores do jornal acostumado às dificuldades. Durante seus primeiros anos de existência, sob a ditadura de Suharto, foi publicado clandestinamente, convertendo-se no único guardião da liberdade de imprensa em meio a uma região de conflitos. As páginas do &lt;a title="http://www.serambinews.com/" href="http://www.serambinews.com/"&gt;Serambi&lt;/a&gt; oferecem listas de mortos, anunciam onde e como receber ajuda humanitária que está chegando na província, publicam informações sobre feridos e mantém informado o povo que se sentia abandonado. A atual redação do &lt;a title="http://www.serambinews.com/" href="http://www.serambinews.com/"&gt;Serambi&lt;/a&gt; é muito diferente dos grandes veículos estrangeiros, inclusive das nossas. Suas instalações são modestas, três cômodos, e o diretor prepara o café, corrige textos e sai à rua para colher depoimentos. “Desde o maremoto, o jornal se converteu em um símbolo de tenacidade e um exemplo de que voltar a sonhar é possível”, escreveu o jornalista do “El Mundo”, David Jiménez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;De fato, dá até para sonhar que o Jornalismo de verdade não morre jamais, mesmo com as redações destruídas ou esvaziadas...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Retirado do site &lt;em&gt;O Jornalista&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110567220304319344?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110567220304319344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110567220304319344&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110567220304319344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110567220304319344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/tsunami-e-folhas-ao-vento.html' title='Tsunami e folhas ao vento!'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110558450226738720</id><published>2005-01-12T18:48:00.000-08:00</published><updated>2005-01-12T18:48:22.266-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O primeiro rosto do novo ano.&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/640/DSC00621.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #AAAAAA; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/135/2769/400/DSC00621.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110558450226738720?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110558450226738720/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110558450226738720&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110558450226738720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110558450226738720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/o-primeiro-rosto-do-novo-ano.html' title=''/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10055909.post-110558375807424408</id><published>2005-01-12T18:33:00.000-08:00</published><updated>2005-01-20T19:19:41.710-08:00</updated><title type='text'>Escrever e escrever</title><content type='html'>Comentei com algumas pessoas isso. Porque escrever pra mim sempre foi uma tarefa que exigia um pouco mais do que o olhar habitual sobre as coisas. O objetivo, assim cru, natural, já é escrito. E muito por aí. E pra escrever do jeito que gosto, preciso de inspiração. Isso, inspiração. Não, não é poesia. É texto mesmo. Às vezes se mistura com alguma crônica. Mas, em princípio, é texto, texto de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Com alguns até comentei a história do dedo queimado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez eu. Não lembro que ano estava virando. Faz uns 10 anos. Então devia ser de 1994 pra 1995, ou quase isso. Fogos sempre foram proibidos aqui em casa. Por causa de experiências mal-sucedidas. Meu tio se machucou feio uma vez. Bom, pra minha festa particular seriam suficientes um pedaço de Bombril, um cordão e fósforos. Sim, eu era novo. Bem guri na época. Acendia o Bombril, ia até o meio da rua e girava o mais rápido que conseguia, sobre a minha cabeça. Com o girar, as faíscas caíam no asfalto e como era noite, ficava bem bonito. Não tinha muito perigo porque as faíscas passavam longe. A merda é que o Bombril tinha acabado. E o último que tinha usado não tinha queimado por inteiro e estava lá, no meio da rua. Algumas brasas em volta, mas muitas regiões prateadas, que ainda não haviam sido queimadas. Só vi que estava enganado quando me percebi correndo em direção ao tanque, nos fundos de casa. Eu tinha tentado pegar o que sobrara do Bombril exatamente pela brasa. Doeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Fiquei toda a primeira semana do novo ano com o polegar e o dedo indicador da mão direita com uma grossa camada de pele, digamos, morta. Não sentia nada. Enquanto a pele se refazia por baixo, essa outra, grossa e sem tato, era o que ligava meus dedos ao mundo real.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já disse que não lembro bem. Digamos que faz uns 10 anos. Acho que faz mais. Mas a sensação voltou. Não, dessa vez não brinquei com o Bombril em brasa na noite de Ano Novo. Eu estou meio assim. Como estavam os meus dedos queimados aquele dia. Estou com dificuldade de escrever, de olhar além. Alguma coisa que me liga com o mundo real está com problemas. E preciso resolver isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Inicio hoje este Blog. Com objetivo de publicar alguns textos de anos anteriores. Mas, especialmente, precisando escrever. Me recuperar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta é a pauta da vez. Escrever.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10055909-110558375807424408?l=uzina.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uzina.blogspot.com/feeds/110558375807424408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10055909&amp;postID=110558375807424408&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110558375807424408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10055909/posts/default/110558375807424408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uzina.blogspot.com/2005/01/escrever-e-escrever.html' title='Escrever e escrever'/><author><name>Juliano Filipe Rigatti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07322920336521562978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://photos1.blogger.com/hello/135/2769/1024/Eu%20beach2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
